segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

China considera Cristianismo uma doença para ocidentalizar o país

PorLuana Santiago | Correspondente do The Christian Post
Um documento com data de 15 de Maio de 2011, publicado esta semana pelo site do jornal The Washington Post revelou a resistência à evangelização cristã por parte do Comitê Central do Partido Comunista Chinês.

chinês
O documento ordena vigilância contra evangelismo cristão nas universidades, considerando-o uma "conspiração ocidental" liderada pelos Estados Unidos.Ele é intitulado “Sugestões para resistir bem ao uso da religião por indivíduos estrangeiros para se infiltrarem em institutos de ensino superior e para evitar o evangelismo nos campi universitários”, e refere-se aos estrangeiros que promovem a religião cristã nas universidades chinesas como uma doença.Para o partido comunista Chinês a religião, especificamente o Cristianismo, seria uma tentativa de contenção ao crescimento econômico do país por parte dos Estados Unidos.“As forças hostis estrangeiras têm dado grande ênfase à utilização da religião para se infiltrarem na China e desencadearem os seus planos conspirativos de ocidentalizar e dividir a China. Consideram os institutos de ensino superior como alvos prioritários se infiltrarem, usando a religião, em particular o Cristianismo”, comunica o documento, de acordo com publicação Mundo.O documento enfatiza a importância da propaganda e educação da visão e princípios do partido comunista, sugerindo que o evangelismo cristão é uma “doença”.O documento ainda orienta as universidades a ter mais atenção à vida espiritual e emocional dos seus estudantes, impedindo uma possível aproximação com estrangeiros que falam em Deus.Outra iniciativa sugerida é o controle mais apertado na entrada de estrangeiros estudantes no país, principalmente os com principal interesse a evangelização dos chineses.Embora o budismo seja a religião mais popular na China, o Governo é oficialmente ateu. No entanto, o Cristianismo tem tido um crescimento bastante notável no país.De acordo com dados do estudo A Paisagem Religiosa Global, do Pew Forum on Religion and Public Life divulgado na terça-feira, estima-se que existam 68,4 milhões de cristãos, entre católicos e protestantes, na China, o que representa cerca de 5,1% da população.A China, entretanto, é considerado pelo Departamento de Estado norte-americano um país particularmente preocupante devido a violações da liberdade religiosa. Muitos lugares onde ocorre encontros cristãos são forçados a fechar, os seus membros são perseguidos, detidos e enviados para campos de trabalho.

domingo, 23 de dezembro de 2012

UM TRISTE CENÁRIO DE FUNDO PARA O NATAL.


Rev. Larry Christenson
A visita do anjo Gabriel a Maria é chamada de “A Anunciação”. Do ponto de vista de Deus, foi o anúncio de que Deus a havia escolhido para se tornar a mãe do Messias.

Do ponto de vista de Maria, poderia se chamar de “A proposta”. O cenário todo e o rumo da conversa sugerem que o anúncio foi uma solene proposta que requeria uma resposta de Maria. Do ponto de vista de Maria, foi como responder a uma proposta de casamento, envolvendo, como seria de esperar, a responsabilidade de dar à luz. Sua resposta foi simples e firme: “Cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.(Lucas 1:38 RC)

Não há dúvida de que, conforme mostra a Bíblia, Deus não forçou Maria a aceitar a proposta. Nada foi feito contra a vontade dela. Pelo contrário, Ele lhe apresentou uma escolha. É possível imaginar que ela poderia recusar. Ela poderia recuar da proposta e dizer: “Não, não quero que isso se cumpra”.

Mas ela escolheu dizer sim. Ela aceitou a proposta e tudo o que essa proposta implicava.

Um triste cenário de fundo
De novo, estamos nos preparando para celebrar o nascimento de Cristo. Contudo, que triste cenário de fundo para esse maravilhoso evento estamos vendo nos contínuos assassinatos em massa de crianças nos Estados Unidos, assassinatos que vêm ocorrendo desenfreadamente desde que o aborto foi legalizado e se tornou uma questão de livre escolha em 1973.

Na sociedade romana, o pai tinha o direito de vida e morte sobre qualquer filho que nascesse na família. Quando uma criança recém-nascida era levada até ele, ele podia escolher ficar com ela ou ordenar que fosse morta. Nenhuma outra pessoa ou lei podia violar a decisão do pai.

Olhamos para o passado, para a época em que essa prática era aceita e, com toda justiça, sentimos nojo do que faziam. Qualquer pai que fizesse tal coisa hoje seria julgado e condenado por assassinato.

No entanto, pare para pensar no que está acontecendo agora nos EUA: as leis dão às mães o mesmo direito de vida e morte. Se uma mãe não quer que a criança que está dentro dela viva, ela pode escolher que a criança seja morta. E nenhuma outra pessoa ou lei pode intervir para proteger a vida da criança.

A lógica distorcida dos defensores da livre escolha

Chamam de “pró-escolha” ou livre escolha o direito de fazer aborto, e seria difícil imaginar que um termo como esse esconda intenções tão perversas e malignas, pois o foco da pró-escolha é o direito de a mãe fazer tal escolha. A pessoa inocente cuja vida está em perigo — a criança — não tem escolha, não tem direitos e não tem proteção. O Império Romano do primeiro século dizia: “Só o pai pode decidir”. Os Estados Unidos de hoje dizem: “Só a mãe pode decidir”. Até que ponto realmente chegamos?

Recentemente, a lógica distorcida do movimento pró-escolha foi revelada num grande anúncio publicado no jornal The Washington Post, o qual enumerou “nove razões por que o aborto é legalmente permitido”. Eis uma das razões: “As leis de gravidez compulsória são incompatíveis com uma sociedade livre. Não há pior invasão à privacidade do que obrigar uma mulher a continuar a sua gravidez até o parto”.

A gravidez não é compulsória. Nenhuma mulher ou homem é obrigado a se casar ou a ter relações sexuais. (Neste artigo não estamos considerando as gravidezes em casos de estupro e incesto, pois esses casos perfazem um total de bem menos do que um décimo de um por cento de todas as gravidezes nos Estados Unidos. Estamos examinando a questão dos milhões de crianças que são assassinadas por aborto por mulheres que escolheram livremente ter relações sexuais.)

A decisão de não ter filhos é uma decisão bastante séria, e os cristãos devem estudar cuidadosamente a Bíblia, orar e pedir a orientação de Deus antes de tomarem qualquer decisão. Mas sabemos que a Bíblia ensina que os cristãos têm liberdade para escolher não se casar (veja Mateus 19:11-12).

No entanto, a decisão de ter relações sexuais sempre inclui a possibilidade de gravidez. Quando uma mulher fica grávida, surge uma situação inteiramente nova. Outra pessoa entrou na cena, cuja vida, necessidades e direitos devem ser levados em consideração. O princípio moral mais fundamental é que o aborto não é uma opção, pois o assassinato de uma pessoa inocente não é uma opção.

Mas e se por acaso Maria tivesse primeiro dito sim, e então, meditando mais na situação, se arrependesse e pensasse em abortar a criança que estava vivendo dentro dela? Não mais seria uma questão pessoal de Maria: a vida da criança que Deus lhe dera estaria em jogo. E em jogo também estariam as vidas de todas as pessoas à quais Ele havia sido enviado para salvar. O peso moral de tal escolha teria sido enormemente maior do que a escolha que ela enfrentou quando o anjo tinha falado com ela.

Quem é responsável pelos filhos?
Quando um homem e uma mulher escolhem se casar, eles estão entrando num pacto muito especial. Para os cristãos, não é só um pacto entre o homem e a mulher. É também um pacto diante de Deus, que estava presente quando o homem e a mulher fizeram a promessa de serem fiéis um ao outro no casamento (veja Malaquias 2:15).

Quer saibam quer não, quer aceitem quer não, um homem e uma mulher que se casam estão concordando em gerar e cuidar dos filhos que forem concebidos de sua união. Isso é tão elementar, e está tão gravado na história, leis e costumes da raça humana, sem mencionar a tradição cristã, que nem é preciso dizer muito sobre o assunto. Mas esses fundamentos morais tão elementares estão sendo eliminados em nossa época. Tanto dentro como fora do casamento, as pessoas entretêm a noção de que seu relacionamento sexual é algo inteiramente particular, algo que envolve só um homem e uma mulher e mais ninguém. No que se refere ao relacionamento em si, isso pode ser verdade. Mas no que se refere ao fruto do relacionamento, a criancinha que foi concebida, os pais têm a responsabilidade de criá-la e protegê-la.

A respeito disso, a mesma coisa que se aplica a um homem e uma mulher casados também se aplica a um homem e uma mulher que têm relações sexuais fora do casamento. Nossas leis, por exemplo, afirmam que os pais que nunca se casaram e os pais divorciados são responsáveis pelo sustento dos filhos.

Iniciar um relacionamento sexual implica um pacto implícito de ser responsável pelos filhos que forem concebidos como resultado desse relacionamento.

O que é realmente a livre escolha?
Defender o direito de um pai romano do primeiro século ou de uma mãe americana do século atual de “escolher livremente”, quando a vida de uma criança está em jogo, mostra que os que são a favor do infanticídio e do aborto têm valores morais pervertidos.

Mas o anúncio a favor do aborto, que saiu no Washington Post, ainda diz mais: “Se as mulheres forem forçadas a continuar sua gravidez até o parto, o resultado será crianças indesejadas”.

Duas coisas precisam ser ditas em resposta a essa declaração:
1. O casamento e as relações sexuais não são obrigatórios. Ninguém é a favor de que as pessoas sejam forçadas a se casar ou a ter relações sexuais.

2. Contundo, escolhendo-se o casamento ou o sexo, não se pode separar o casamento e as relações sexuais da possibilidade de conceber filhos.
Aí, então, está o lugar próprio da livre escolha. As pessoas que não querem filhos não devem casar nem ter relações sexuais.

Isso não é ser simplista. Apenas reconhece o modo como funciona a sexualidade humana. Pode não ser uma resposta agradável para os que querem o prazer do sexo sem as responsabilidades conseqüentes. Mas, sem dúvida alguma, é uma resposta bem melhor do que matar crianças.

Todo esse falatório sobre o direito da mulher à privacidade, ou sobre o direito de ela decidir o que acontece com seu próprio corpo, põe de lado a questão fundamental: a mulher que decide se casar e ter relações sexuais está aceitando as responsabilidades inerentes.

Se fosse denunciado que alguma mãe ou pai estivesse espancando, estuprando ou até mesmo matando os próprios filhos na privacidade de seu lar, a sociedade interviria para proteger as crianças ameaçadas. A gravidez da mãe é a casa da criança em sua primeira fase de vida. A mulher que inicia um relacionamento sexual está, por assim dizer, dando um contrato de aluguel de nove meses para seus filhos antes do nascimento. O direito moral de a criança viver e ser nutrida nessa primeira “casa” é igual ao direito de a criança viver e ser nutrida na casa de seus pais após o nascimento.

Quando a mulher decide fazer aborto, não é só seu corpo que é envolvido, mas também a vida de outro ser humano. Assim como não era certo o pai ter o direito de matar seu filho, assim também não é certo a mãe ter esse direito. São as leis e costumes pervertidos que estão se tornando comuns em nosso país que permitem que o horror do aborto seja infligido em milhões de crianças indefesas.

O que podemos fazer?
Por que estamos escrevendo sobre esse triste cenário de fundo para o Natal? Creio que a comum prática do aborto é uma — talvez a principal — das causas que estão impedindo a renovação espiritual do Espírito Santo de se espalhar em nossa nação. A crise do aborto nos EUA requer arrependimento, perdão e compromisso de defender a santidade do casamento e da vida humana.

O que nós, cristãos, podemos fazer?

Antes de mais nada, em todos os lugares e ocasiões que pudermos, vamos declarar a firme Palavra de Deus, que chama o pecado como realmente é: pecado. A comum prática do aborto legalizado em nosso país é um pecado muito grave. Se lidarmos com esse pecado sem vê-lo com de fato é, estaremos lidando com sintomas apenas, não com a cura.

De igual maneira, devemos levar a mensagem de misericórdia de Deus às mulheres que estiveram envolvidas com o aborto. Meus muitos anos de experiência pastoral me convencem de que a necessidade mais desesperadora das que fizeram aborto é a necessidade de perdão.

É difícil, neste momento da história, ver como ou se conseguiremos influenciar a sociedade nessa questão. Mas isso não deve nos desanimar. Vamos fazer o que pudermos. Deus vê a situação muito além da nossa visão limitada.

Sim, façamos o que pudermos. Vamos ajudar a tornar a consciência (a nossa e a dos outros) sensível ao valor e santidade da vida desde o momento da concepção. Vamos auxiliar — com conselhos, oração e ajuda — as mulheres que estão pensando em abortar.

Mas em análise final, a decisão toda está nas mãos da mulher que concebeu uma nova vida. Embora não tenha o direito de destruir essa vida, ela pode fazer isso, se assim o desejar.

Como vão ficar as coisas em nossa nação é difícil de saber. Mas que grande bênção seria se milhares de mulheres cristãs, que levam dentro de si mesmas o milagre de uma nova vida, dissessem como Maria: “Cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.

Em sua gravidez, Maria confiou e acolheu o bebê Jesus em sua barriga. Na gravidez, cada mulher cristã também tem o privilégio de confiar e acolher Jesus na pessoa da criança que está em sua barriga: “Quem por amor a mim receber uma criança estará recebendo a mim”, disse Jesus (veja Mateus 18:5).

“Cumpra-se em mim segundo a tua palavra”. Essa resposta foi muito mais do que o sim inicial que Maria disse ao anjo. Tornou-se o emblema da sua vida. Ela deu à luz o bebê Jesus porque ela havia colocado a sua vida nas mãos de Deus. Ela viveu seu chamado como mãe na alegria e na incerteza, na tristeza e na felicidade. Ela pôde dizer, em todos os problemas e circunstâncias: “o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim”. (Lucas 1:49 NTLH)

Assim também poderá dizer toda mãe que colocar sua vida nas mãos de Deus e viver seu chamado como mãe.

Artigo original: Larry looks at… A Sorrowful Backdrop to Christmas, publicado na edição dezembro de 1988 do boletim Lutheran Renewal. Traduzido e adaptado, com a devida permissão, por Julio Severo:www.juliosevero.com.br

A ERA DO ABORTO E O NATAL.


Norbert Lieth
Em nossa época, em que são abortados anualmente cerca de 50 milhões de bebês e o sangue de cada um deles clama aos céus, queremos chamar a atenção para um relato que foi publicado no boletim da associação médica européia "Medicina e Ideologia". Que esse artigo toque os corações não somente de médicos, mas também de mães, pais e políticos.

O menino no Natal

A cada Natal o diretor da Clínica Obstétrica da Universidade de Heidelberg (Alemanha), o catedrático Dr. Eymer, celebrava a festa do nascimento de Jesus com todos os funcionários. No grande auditório a mesa de exames e os instrumentos estavam cobertos com lençóis brancos.
O professor sempre entrava no salão trazendo nos braços um bebê que havia nascido na clínica nas últimas horas. Suavemente ele embalava o bebê de um lado para outro e falava de maneira tão terna quanto o permitia sua voz grave e sonora:
"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Is 9.6). Jesus, na noite em que nasceu, não era em nada diferente deste bebê. Ele chorava e dormia, Ele acordava e mamava no peito de sua mãe.
Ele viu a luz do mundo, mas não como este bebê aqui, numa sala de parto com ar condicionado, iluminado por luzes potentes. Certamente foi numa estrebaria semi-escura de uma hospedaria superlotada que Jesus nasceu. Provavelmente também não havia parteira para assistir a jovem mãe. Não podemos mais saber com exatidão os detalhes do Seu nascimento, mas isso não muda o essencial. Quando mães dão à luz a seus filhos, elas não podem saber o que será feito deles mais tarde. Ninguém sabe o futuro do pequeno ser humano que embalo aqui nos meus braços. Nem Maria sabia o futuro de seu bebê. Vocês sabem, estimadas enfermeiras e colegas, que em nossa maternidade nascem centenas de crianças. Qual será o plano de Deus para elas? Elas trarão alegrias ou preocupações a seus pais?
Perguntas desse tipo certamente passaram pela mente de Maria enquanto embalava seu bebê recém-nascido. Pois ela ficara sabendo, em um momento solene, através do anjo Gabriel, que daria à luz um filho e que esse filho seria grande e até seria chamado de Filho do Deus Altíssimo. Naquela ocasião Maria havia pronunciado o seu "Fiat", o que quer dizer "assim seja", que ela estava disposta a ser uma serva obediente a Deus. Anos mais tarde seu filho Jesus também teve de dizer o seu "Fiat": "Pai, seja feita a Tua vontade!"
Mas voltemos ao Natal. Creio que Maria lembrou da hora em que o anjo lhe apareceu e que ela estava certa de que Deus tinha planejado algo muito especial para essa criança. Com certeza, porém, nessas primeiras horas após o nascimento, ela nem sequer imaginava que a vida desse menino poderia ser tão curta. Ela não imaginou que seu filho corria perigo de vida nem quando um idoso profeta lhe disse no templo: "Também uma espada traspassará a tua própria alma!" Ela deve ter pensado: Bem, todos os homens às vezes dizem coisas que os outros não entendem, por que eu deveria levar tão a sério essa profecia?
Todas essas coisas, minhas senhoras e meus senhores, nosso colega Dr. Lucas relatou em seu Evangelho, onde falou da manjedoura, dos pastores e dos anjos. Amanhã vocês vão ouvir isso nas igrejas. Certamente os pastores e pregadores sabem dizer muito mais a respeito do Natal do que um simples professor de medicina como eu.
Mas peço que atentem para isso, queridas enfermeiras e colegas: eu oro dia após dia por toda criança nascida aqui. Eu peço ao menino Jesus de Belém, que se tornou nosso Senhor e Salvador, que santifique essas crianças. Nunca esqueçam: cada pessoa que vê a luz do mundo nesta terra é uma criatura de Deus, não apenas um parto número tal em nossos registros. Cada recém-nascido é um milagre da vida, um presente, a graça em pessoa. Pois quem de nós sabe quantos homens e mulheres, que um dia se tornarão pessoas importantes, iniciaram suas vidas em nossa clínica?
Essas palavras nítidas e emocionantes de um médico a seus colegas e enfermeiras da sua clínica deixam claro: Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, tornou-se homem como nós. Mas como Filho de Deus Ele era sem pecado e por isso tinha condições de reconciliar os homens com Deus. Em todos os festejos do Natal nunca deveríamos perder de vista essa realidade maravilhosa, pois o doce menino de Belém e o homem coroado de espinhos na cruz são a mesma pessoa!
Divulgação: www.juliosevero.com

10 -Razões bíblicas para celebrar o Natal de Cristo


Escrito por  Pr. Ciro Sanches Zibordiaumentar tamanho da fonte
1. O glorioso Natal do Senhor Jesus foi mencionado pelos profetas do Antigo Testamento, como Isaías (7.14; 9.6), Miqueias (5.2) e outros. Por que ignoraríamos um evento tão importante, mencionado por Deus, através de seus profetas, centenas de anos antes de acontecer?
2. Quando Jesus nasceu, em Belém de Judá, um anjo de Deus, cercado do resplendor da glória do Senhor, apareceu a alguns pastores de Belém de Judá e lhes disse: "eis aqui vos trago novas de grande alegria" (Lc 2.10). O Natal de Cristo trouxe alegria ao mundo, e não tristeza! E nós, que somos salvos e conhecemos o verdadeiro significado do Natal, devemos nos alegrar ainda mais com a lembrança desse glorioso acontecimento!
3. A celebração do nascimento de Jesus é incentivada pelo Novo Testamento. Ela não foi inventada por povos pagãos que viveram antes de Cristo nem instituída pelo romanismo. Este apenas estabeleceu a data para a celebração: 25 de dezembro. Mas, em Lucas 2.13,14, vemos que uma multidão dos exércitos celestiais já havia celebrado o Natal. Na mesma noite do nascimento do Senhor, os aludidos pastores de Belém visitaram o Menino e voltaram "glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto" (Lc 2.20). Cerca de dois anos após seu dia natalício, o Menino recebeu a visita de magos do Oriente, que também o adoraram e lhe ofertaram dádivas (Mt 2.1-16).
4. Logo após o nascimento do Salvador, os numerosos anjos que celebraram o Natal disseram: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" (Lc 2.14). Aproveitemos, pois, a grande oportunidade de, além de glorificar a Deus pelo Natal de Cristo, também mostrar aos que estão à nossa volta que Ele veio ao mundo para trazer a paz (Jo 14.27) e o conhecimento da boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2).
5. O Natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.
6. Ao amar o mundo de maneira indescritível, o Deus de toda a graça nos deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16), o qual, também por amor, morreu pelos nossos pecados (Rm 5.8). Diante desses fatos, não há necessidade de mandamento específico para celebrarmos o Natal de Cristo, pois a nossa maior motivação para fazer isso é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5).
7. Jesus veio ao mundo na "plenitude dos tempos", isto é, quando tudo estava preparado para uma propagação em massa do Evangelho (Gl 4.4). No século I, havia muitas estradas pavimentadas, conhecimentos amplos sobre navegação e uma língua falada em todo o Império Romano (o gregokoiné). Além disso, o mundo estava em paz, imposta pelo imperador: a pax romana. Hoje, nós que temos melhores recursos tecnológicos do que os primeiros cristãos, não podemos deixar de anunciar que Cristo nasceu "para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (v.5), e salvar "o seu povo dos seus pecados" (Mt 1.21).
8. A obra redentora de Cristo abarca a sua gloriosa encarnação, a sua morte vicária e a sua ressurreição para nossa justificação. Todos os seus feitos devem ser celebrados pela Igreja, a começar pela sua encarnação (1 Tm 3.16). Já pensou se Cristo não tivesse nascido? Ele também não teria sido crucificado. E, se Ele não tivesse morrido sacrificialmente, também não teria ressuscitado (1 Co 15.3,4). Aproveitemos, pois, esse mês de dezembro, em que o mundo fala de Natal, sem conhecer o seu real sentido, para glorificarmos a Cristo, em público, por sua obra completa.
9. Sabemos que o espírito do Anticristo e o mistério da injustiça já operam no mundo (2 Ts 2.7). E, por isso, o movimento cristofóbico e anticristão cresce, não só nos países de maioria muçulmana. No Ocidente, homens desprovidos da graça do Senhor e de seu conhecimento estão querendo apagar o nome de Jesus da face da terra. E uma das maneiras de fazer isso é, sob a égide do Estado laico, proibir a celebração do Natal de Cristo. Sendo assim, o cristão que se preza não tem receio ou vergonha de celebrar o nascimento do Salvador em público, mediante cantatas, peças e mensagens pelas quais confessa que "Jesus Cristo veio em carne", ao contrário do espírito do Anticristo, que quer negar isso a todo custo (1 Jo 4.3).
10. A mensagem do Menino Jesus é tão importante, que no último livro da Bíblia (que prioriza as coisas futuras e a consumação de tudo) ela é mencionada: "E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono" (Ap 12.5). É claro que essa passagem é simbólica, e a mãe do Menino, aqui, alude a Israel, e não a Maria. Entretanto, trata-se de mais uma referência à gloriosa encarnação do Verbo, que deve ser celebrada e proclamada por todos os cristãos da face da terra.
Se o leitor celebra o Natal de Cristo, propague essa mensagem da maneira que desejar. Compartilhe-a nas redes sociais, se quiser. Envie-a por e-mail. Insira-a em seu blog. Leia-a em algum programa de rádio ou TV. Imprima-a e a distribua pelas ruas de sua comunidade ou em sua igreja, especialmente na Escola Bíblica Dominical. Incentive a todos os cristãos a celebrarem o nascimento de Cristo! Ele é o protagonista do Natal!
Merry Chistmas!