terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA APOLOGÉTICA CRISTÃ




“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.” (2 Timóteo 3:1-7).




Você percebeu alguma semelhança com os dias atuais? É, a Palavra de Deus é infalível. O principal problema relacionado a esses tempos trabalhosos é o pecado, que leva o homem à rebelião contra seu Criador, contra seus princípios e vontade, levando este homem a uma vida problemática e a uma futura condenação eterna inevitável, ao não ser pela graça de Cristo, que morreu em nosso lugar e ressuscitou, provando-nos que sua Palavra é verdadeira. Crendo em Cristo, nossos pecados são perdoados e temos a oportunidade de crescermos em Cristo, de gória em glória (1 Co 10.31), em direção à estatura de varão perfeito, como Cristo é enquanto homem (Ef 4.13). O homem religioso, que pode ter até aparência de piedade, mas negando a eficácia dela (2 Tm 3.5), tem como prioridade a satisfação de seus desejos, de suas necessidades, e não o crescimento na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.17,18), ou em fortalecer-se no Senhor e na força de seu poder(Ef 6.10). Ele quer o Jesus salvador, mas não o Jesus Senhor. Ele quer ser cabeça e não cauda, mas ignora o mandamento apostólico de buscar as coisas humildes e não as altas (Rm 12.16). Ele quer ser curado, mas não quer admitir que Deus é soberano (2 Co 12.9). Quer o melhor desta terra, mas deixa de lado o mandamento bíblico de ajuntar os tesouros dos céus e não os da terra (Mt 6.19-21). Em contraste com este homem, que não conhece a Cristo e não é conhecido dele (Mt 25.12), há o homem que foi transformado pela graça de Cristo e que faz exatamente o contrário do primeiro, pois tem aparência de piedade e é piedoso de fato (1 Jo 2.21), tanto que prova isto experimentando uma transformação autêntica (Tg 2.26). Este segundo homem prioriza a vontade de Deus, assim como Cristo fez (Mt 26.42). Ele sabe que as dádivas espirituais em Cristo são melhores que as terrenas, mas não as despreza, sabe pô-las em seu devido lugar (1 Tm 6.10). Ele sabe que acima dele está o Senhor do Universo e que temos autoridades acima de nós que devemos respeitar (1 Pe 5.6; Rm 13.1). Enfim, este segundo homem não possui méritos próprios, logo nunca será reconhecido pela maioria como o maior, o melhor, o astro, o grande, ou outros títulos dados aos que falam o que o homem não transformado quer ouvir (2 Tm 4.3).


Você deve estar se perguntando: o que essa falação toda tem a ver com Apologética Cristã?
 E eu digo: tudo e mais um pouco. O vocábulo “Apologética“ é uma derivação do vocábulo “apologia”, que vem do grego απολογία e significa “defesa verbal”. A apologética teve importante papel na história da Igreja Cristã, já que sempre houve ataques de fora ou mesmo heresias em seu seio, assim as defesas da Sã Doutrina foram fundamentais para a formação das doutrinas como as conhecemos hoje. Assim alguns nomes como Ário, Montano, facções citadas por escritos apostólicos, como os “da circuncisão” por Paulo, e heresias combatidas como o gnosticismo, já por João e posteriormente pelos Pais da Igreja nos séculos diretamente posteriores à ascensão de Cristo puderam ser combatidas e a saúde doutrinária da Igreja, preservada. A Apologética Cristã nasceu da necessidade dos cristãos de defenderem a Fé Cristã de ataques de dentro e de fora, por meio de uma argumentação racional que abriu o caminho para a sistematização do conhecimento bíblico, ou seja, para a Teologia Cristã.

Considerações Importantes sobre a Defesa do Evangelho

1 - Dar nome “aos bois” às vezes é imprescindível:
Infelizmente, por vezes não adianta apenas dizer que um ensino está errado ou que segui-lo pode gerar morte espiritual ou uma decepção lá na frente. Dar exemplos claros, de forma que todos possam compreender, pode salvar uma vida do engano das heresias, porém esta explicitação deve levar em conta que o mais importante é mostrar a verdade, e não, mostrar que o fulano-de-tal está errado. Há uma grande diferença entre evidenciar a verdade e difamar as pessoas. Por outro lado, existem casos em que simplesmente mostrar que um ensino é errôneo já basta, principalmente quando já há um entendimento, mesmo que inconsciente ou raso de que o ensino não condiz com as Escrituras ou quando se trata apenas de um deslize não tão grave e que pode ser cometido por qualquer um. Jesus nunca citou um nome específico referindo-se a heresias, porém várias vezes censurou os fariseus, saduceus, e até mesmo muitos discípulos que queriam segui-lo apenas para satisfazer seus desejos carnais (Jo 6).

2 – O criticar nem sempre é falta de amor:


O amor sempre evidencia a verdade (1 Jo 2.21). quem ama não quer ver quem se ama perder a vida eterna. Um verdadeiro servo de Deus sabe falar a coisa certa na hora certa com amor e compreensão (Cl 4.6), assim como sabe ouvir um bom conselho e ser humilde o bastante pra aceitá-lo e tentar mudar (Hb 3.13). Existem pessoas por aí afirmando serem apologetas, porém não demonstram amor por aqueles a quem criticam, assim como há verdadeiros apologetas cristãos achincalhados por tão somente apontarem erros doutrinários graves que evidenciam problemas em ministérios de pregadores ou cantores famosos. O grande problema, nesse caso, é que muitos acreditam que não precisam mudar por Deus estar "confirmando" o tal ministério por meio de milagres, vidas transformadas, etc.. Assim, que me perdoem, estão demonstrando não terem amor pelo Deus que pretensamente os chamou. Um servo de Deus sempre precisa mudar em algum aspecto, e para isso Deus chamou seus servos para anunciarem sua Palavra, quer lhes agradem ou não.



3 – Julgar nem sempre é errado;

Jesus ensinou que não devemos julgar de forma temerária, ou seja, que não devemos caluniar, dizer que o fulano-de-tal fez o que ele não fez, ou espalhar o erro do irmão, do qual já se tem provas, só por maldade (Mt 7.1-5). Quando o erro se torna rebeldia e está ameaçando a saúde espiritual de nossos irmãos em Cristo, não há outro jeito, se não explicitar, trazer à tona, porém com responsabilidade. Em outras passagens bíblicas vemos ordens explícitas de julgarmos e foi pra isso que Deus nos deu discernimento (Mt 18. 15-17).


Conclusão:

Apologética Cristã significa defesa do Evangelho. A Igreja por vezes teve de opor-se severamente contra heresias inclusive citando nomes ou grupos de heréticos. Os dias atuais pedem ações enérgicas da Igreja em relação à apologética, pois doutra forma, as heresias arrebatarão milhões de cristãos da sã doutrina. Deus nos deu discernimento para julgarmos com responsabilidade e amor.

"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça." (João 7:2).

Em Cristo,

Clébio Lima de Freitas

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O QUE É MERCADEJAR A PALAVRA DE DEUS?




O mercantilismo surgiu na Europa, entre os séculos XV e XVI, quando um conjunto de práticas e medidas econômicas começou a ser usado pelos Estados, com os objetivos de unificar o mercado interno e possibilitar importação e exportação entre os países. Nessa mesma época já existia também uma forma de mercantilismo religioso, praticado pela Igreja Católica Romana.



Em Uma Breve História do Mundo, o professor Geoffrey Blainey afirma: “A Igreja reuniu cobradores de impostos profissionais e, assim como as pessoas que hoje ajudam a angariar fundos nas instituições de caridade, eles se encarregavam de vender indulgências. (...) Martinho Lutero detestava a prática de venda de indulgências, que nada mais eram que pacotes caros pagos pelo perdão. Em 31 de outubro de 1517, na véspera do Dia de Todos os Santos, um dia importante do calendário, afixou seus protestos em latim à porta da igreja do castelo de sua cidade” (Fundamento, p.185).

Há críticos mal-informados na Internet afirmando que a simples comercialização de livros, CDs, DVDs e outros produtos evangélicos ou o recebimento de direitos autorais caracterizam mercantilismo da Palavra. Entretanto, ao dizer: “nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus” (2 Co 2.17, ARA), Paulo se referiu à conduta dos falsos obreiros, que, para ganhar dinheiro, estavam dispostos a tudo, inclusive a falsificar as Escrituras (1 Tm 6.8-10).

Desde os tempos da igreja primitiva havia pessoas mal-intencionadas, sem compromisso com as Escrituras, interesseiras e sem temor de Deus que vagueavam pelas igrejas cristãs usando o Evangelho para obter lucro (2 Co 11.3-15). Isso levou o apóstolo Paulo a mostrar aos cristãos de Corinto que ele era diferente desses aproveitadores. Referindo-se aos falsos mestres, o apóstolo Pedro, de igual modo, alertou os crentes da época quanto aos que mercadejam a fé (2 Pe 2.1-3).

Mercantilizar a Palavra (ou mercadejar a fé) diz respeito à prática de obreiros fraudulentos. Estes se valem do Evangelho para obtenção de vantagens financeiras ou lucro, o que é, sem dúvida, uma forma condenável de comercialização.

O mercantilismo do Evangelho, portanto, consiste no oportunismo de pessoas que se aproveitam da simplicidade e da ingenuidade das pessoas para ganharem dinheiro de modo fácil. Grosso modo, editoras, gravadoras, escritores, compositores e cantores não podem ser acusados de mercantilistas, a menos que usem de má-fé e se valham de heresias de perdição, como é o caso da teologia da prosperidade.

Falsos obreiros há que, em vez de abrirem uma mercearia ou uma padaria, optam pela comercialização do Evangelho. Ignoram que já existem igrejas bem estruturadas, capazes de formar discípulos de Jesus e acolhê-los, e fundam as suas próprias igrejas-negócios. Segue-se que o mercantilismo é caracterizado quando o dinheiro é a causa, e não o efeito.

Exploradores da fé se aproveitam da liberdade religiosa que vigora no Brasil e da facilidade para abrir uma igreja. Afinal, são necessários apenas cinco dias úteis e menos de R$ 500,00 em despesas burocráticas para estabelecer uma igreja legalmente, com CNPJ e tudo. É preciso somente o registro da assembleia de fundação e do estatuto social em cartório.

Boa parte dos programas evangélicos de TV também é mercantilista. Não apresem conteúdo evangelístico; sua ênfase recai no triunfalismo e na prosperidade meramente financeira, como se isso fosse a prioridade do cristão. Seus apresentadores se valem de mensagens “proféticas” e testemunhos de pessoas que teriam recebido vitórias financeiras, mediante os quais sensibilizam os telespectadores a lhes enviarem vultosas contribuições.

Há poucos dias, conversando com um pastor e amigo de Fortaleza-CE, falávamos a respeito de um famoso telepregador que defende a falaciosa ideia de que as ovelhas existem para enriquecer os pastores. Isso também é uma forma de mercantilismo. À luz do Novo Testamento, o pastor que segue o exemplo do Sumo Pastor deve se sacrificar em prol das ovelhas, e não o inverso: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11).
FONTE: http://www.cirozibordi.blogspot.com

domingo, 22 de janeiro de 2012

DESASTRE NUCLEAR OU PECADO O QUE É MAIS PERIGOSO?


Muitas pessoas, preocupadas com a preservação do meio ambiente, temem que um dia "o mundo possa acabar" por causa de um desastre nuclear. Na Alemanha, por exemplo, está sendo realizado um plano de desativação das usinas atômicas. Entretanto, os perigos que realmente ameaçam nosso mundo são o pecado e o afastamento cada vez maior do Criador. O mais profundo sofrimento da humanidade não ocorrerá por causa da explosão de algum reator nuclear, mas devido aos vindouros juízos de Deus.
Isso não significa que devemos ser cidadãos irresponsáveis com relação ao meio ambiente. É preciso evitar tudo que possa prejudicá-lo, pois somos responsáveis pela criação. Entretanto, hoje em dia, as prioridades estão sendo claramente invertidas e as verdadeiras razões das aflições da humanidade não são levadas em consideração. As maiores catástrofes da história mundial foram conseqüência da obstinada persistência no pecado. O Dilúvio não foi provocado por fatores de desequilíbrio ambiental, mas porque "a terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência" (Gn 6.11) e Ele resolveu "dar cabo de toda carne" (v. 13). Sodoma e Gomorra não desapareceram por causa de um desastre nuclear, mas devido aos pecados abomináveis cometidos nessas cidades, que foram julgadas conforme a vontade de Deus. Também no futuro, o maior perigo não virá de reatores nucleares, mas da potência explosiva do pecado.
Vamos lembrar quatro coisas que são mais perigosas do que qualquer ameaça nuclear:
"Os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas."
1. A crescente injustiça, a negação de que Deus é o Criador e a Sua exclusão da vida da sociedade humana trazem consigo a degeneração dos homens: "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato" (Rm 1.18-21).
2. A negação de Jesus como o Filho de Deus ressuscitado dentre os mortos, como a Verdade absoluta, e a rejeição da salvação através dEle provocam o acúmulo de uma "força atômica" espiritual que Satanás vai liberar através do Anticristo: "então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos" (2 Ts 2.8-10).
3. O constante aumento da maldade, a perda de qualquer padrão moral, a quebra de todas as leis e o amortecimento das consciências prejudicam mais o meio ambiente do que todos os reatores nucleares juntos. O profeta Oséias já escreveu: "O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios. Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem. Todavia, ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa" (Os 4.2-4).
4. A crescente oposição mundial ao povo judeu e ao seu direito à terra de Israel, representa um perigo maior para o mundo do que qualquer ameaça nuclear. Deus disse: "Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si" (Jl 3.2). "E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes; porque eu estava um pouco indignado, e elas agravaram o mal" (Zc 1.15).
A busca pessoal por Jesus Cristo, entretanto, liberta-nos do medo que domina o mundo. Ele nos oferece abrigo e segurança para o futuro. Devemos lembrar que a terra não está entregue a si mesma, nem ao acaso, mas se encontra nas mãos dAquele que sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder: Cristo. É o que Paulo diz em Hebreus 1.3: "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas".(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)