sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA.


Grãos de mostarda



"Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá" (Lc 17.6).
"Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mt 17.20).
Que pensamentos e emoções invadem o nosso coração quando lemos essas afirmações do Senhor Jesus? Estamos de fato firmemente convictos de que isso se cumprirá literalmente com uma ordem nossa, fazendo uma amoreira ou um monte se transplantarem de um lugar a outro? Ou reagimos justamente ao contrário, simplesmente rejeitando essas afirmações e dizendo que isso não é possível?
Infelizmente, são justamente essas afirmações de Jesus que criam em muitos crentes uma sensação de fraqueza interior, pois quase automaticamente vem o pensamento: "isso não é possível!" Pelas leis da natureza, infelizmente, é o que acontece com essas passagens das Escrituras; em princípio, sempre despertam dúvida e incredulidade, levando-nos à humilhante constatação de que não entendemos direito o que a Palavra quer nos dizer.
Por isso empenhemo-nos para entender qual é, afinal, o sentido espiritual mais profundo das palavras de Jesus especialmente em Mateus 17.20.
Em primeiro lugar, quero dizer que em nosso texto: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível", não se trata de uma grande fé, mas de uma grande façanha, de um ato grandioso! Essa afirmação é totalmente contrária à interpretação tradicional que sempre fala de uma fé tão grande que muda um monte de lugar. Mas repito: aqui prioritariamente não se trata de uma grande fé, mas de uma grande ação pela fé!
Afinal, que fé é esta, que pode ter um efeito tão impressionante como o deslocamento de um monte? Será que é uma fé imensa, sistemática, objetiva, planejada, convincente, que não vê empecilhos, e que de maneira soberana supera tudo o que atravessa o seu caminho? Uma fé que move montanhas evidentemente poderia ter tais características. Mas o Senhor Jesus não fala de uma fé desse tipo. Então, que fé é esta, que tem – como Jesus expressa figuradamente – a condição de transferir montes? A esta fé capaz de fazer grandes façanhas, o Senhor Jesus chama de:

Fé como um grão de mostarda

Grãos de mostarda
"Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível". O que é um grão de mostarda? Em Marcos 4.31, ele é chamado de "...a menor de todas as sementes sobre a terra". De fato ele tem um diâmetro de apenas 0,95 -1,1 mm. Esse pequeno grão de semente, que tem de ser observado com uma lente se quisermos vê-lo nitidamente, é considerado pelo Senhor como exemplo para uma fé que é capaz de mover montanhas.
Por que Jesus considera justamente esse pequeno grão de mostarda como exemplo para uma fé pela qual podem acontecer grandes coisas? Pelo fato desse pequeno grão de semente ser capaz de ilustrar o que significa transportar montes. Esse grão de semente extremamente pequeno, que quase não pode ser visto a olho nu, no espaço de um ano se transforma num grande arbusto, numa pequena árvore com galhos de cerca de 2,5 a 3 metros. Portanto, como são diminutos os pré-requisitos para um resultado tão grande num minúsculo grão de semente, onde aparentemente nada existia. No entanto, justamente estas condições mínimas são um exemplo que o Senhor usa para ilustrar uma fé que é suficiente para remover montanhas! Essa "fé como um grão de mostarda" não aponta de maneira clara para a nossa fé, que muitas vezes é tão fraca e pequena? Com isso, de maneira alguma quero desculpar nossa repetida incredulidade dizendo simplesmente: afinal, só tenho uma fé bem pequena, como um grão de mostarda! Quero lembrar que muitos de nós, repetidas vezes, já tivemos a impressão de que nossa fé era assim tão pequena e insignificante, e isso pode provocar dificuldades consideráveis. Assim mesmo, essa é justamente a pequena fé, quase imperceptível, que, segundo as palavras de Jesus, tem o poder de transpor montes.

É necessário mudar o raciocínio!

Oração de fé
Será que, às vezes, não imaginamos algo errado quando pensamos na fé que precisamos ter para viver como cristãos verdadeiros? Todos nós nos defrontamos diariamente com situações, perguntas e problemas que se avolumam como montes. Não é justamente nesses momentos que aspiramos de todo o coração ter mais fé, ter uma fé maior, a fim de vencermos tudo isso? É justamente aí que muitos precisam aprender a mudar o raciocínio, pois Jesus diz: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá!" Em outras palavras: nossa fé não necessita ser particularmente grande para transferir montes – simplesmente é suficiente "termos fé".
Se o grão de mostarda tivesse a possibilidade de olhar para si mesmo e conseguisse se enxergar, teria tudo para desanimar, pois em si mesmo não teria nada a apresentar. E assim é também, muitas vezes, em nossa vida: olhamos para nós e vemos uma fé relativamente pequena, limitada, e então ficamos desanimados. Mas o grão de mostarda não faz isso. Ele não olha para si mesmo para então desanimar. Não, ele simplesmente se deixa plantar na terra, ali começa a crescer, e finalmente se torna aquilo que deve ser, ou seja, uma árvore em cujos ramos "aninharam-se as aves do céu" (Lc 13.19).
Ao mesmo tempo é de se considerar que o grão de mostarda não se torna uma árvore porque empreendeu grandes esforços, mas simplesmente porque torna ativo e aplica o que possui! Oh!, como seria bom se compreendêssemos hoje que, com todas as nossas fraquezas, dificuldades e tentações diárias, simplesmente podemos nos aquietar com fé infantil na mão de nosso Salvador! Que modificação isso provocaria em nossa vida espiritual!
Simplesmente creio que, muitas vezes, caímos no erro de ter conceitos errados acerca da fé. Na verdade, é a fé singela na obra consumada de Jesus Cristo que consegue nos levar adiante e que, a cada dia, nos conduz para uma comunhão mais profunda com o Cordeiro de Deus, e não o esforço da nossa alma em crer bastante.
Em nossa vida como cristãos não precisamos nos estender buscando novas formas e grandezas de fé, mas simplesmente ter e usar a fé pela qual fomos salvos, ou seja, a fé simples no Senhor Jesus Cristo. Nesse contexto, leia novamente o que Davi diz no Salmo 18.29: "Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas". Ou veja também o que ele diz nos Salmos 60.12 e 108.13: "Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários". Essas afirmações testificam de uma fé poderosa e vencedora que Davi tinha? Eu penso que não, pois Davi era um homem com fraquezas e erros como nós. Ainda assim, esses versículos testemunham que Davi se agarrava com toda a simplicidade ao seu Deus e por meio dEle podia fazer grandes proezas.
Ou lembremos de 1 João 5.4: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé". Que fé é essa que vence o mundo? É uma fé poderosa, forte, que supera tudo? De modo algum! A fé que vence o mundo é a fé singela, que muitas vezes não se sente; é a fé sacudida e posta à prova, mas assim mesmo firmada no sangue reconciliador e salvador de Jesus Cristo! Isso é tudo! Essa fé não se apóia no que sentimos ou percebemos, mas naquilo que sabemos, ou seja, que Jesus venceu o mundo (Jo 16.33b), e que de fato somos filhos de Deus. Essa é a fé que remove montanhas!
Como seria bom se compreendêssemos hoje o que significa de maneira bem prática nos contentarmos com a fé simples como um grão de mostarda. Então muitos de nós mudariam totalmente sua vida espiritual teimosa e pouco inteligente! Que de uma vez por todas reconhecêssemos que o caminho da fé é simples; que não se trata de fazer grandes esforços espirituais, mas simplesmente de confiar naquilo que nos é oferecido em Cristo!

Grandes resultados da fé como um grão de mostarda

Monte
Em Isaías 42.3 está escrito: "Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega". Essa é uma profecia messiânica que é confirmada no Novo Testamento (Mt.12.20) de maneira direta em relação a Jesus Cristo, e por isso já se tornou grande fortalecimento para muitos filhos de Deus. Essas palavras também são uma figura de uma pessoa que possui fé como um grão de mostarda. Pois a cana quebrada ainda não foi esmagada, está apenas quase partida, e uma torcida que fumega ainda não está totalmente apagada. Nesse sentido essas palavras apontam para a fé mais pequena possível que uma pessoa pode possuir, fé como a de um grão de mostarda.
O que vimos no caso do grão de mostarda? Que ele não tem quase nada a oferecer, mas oferece tudo o que tem, e por meio disso experimenta grandes resultados!
Meu irmão, minha irmã, você compreende o que o Senhor quer lhe dizer com isso? Talvez você leia esta mensagem com o estado interior de uma "cana quebrada" ou de uma "torcida que fumega". Você se sente interiormente fraco e miserável, e em seu interior só resta uma fé ínfima, do tamanho de um grão de mostarda? Você se sente assim porque diante de sua alma se amontoam grandes montanhas de angústias, preocupações e problemas. Mas agora escute bem: o fato de você se sentir como uma "cana quebrada" ou uma "torcida que fumega" prova que em você ainda existe algo. Pois uma cana quebrada ainda não está amassada, e uma torcida que fumega ainda não está apagada. Apesar de todos os montes de dificuldades que talvez neste momento existam à sua frente, você ainda tem uma centelha de fé. E é justamente isso que você tem que ativar agora, pois Jesus diz: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível". Todos estes montes, problemas e dificuldades podem ser "lançados no mar" se você ativar e aplicar sua pequena fé, embora ela seja como um grão de mostarda. Em outras palavras, isso acontece se você simplesmente vier agora a Jesus como você é. Ele não "esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega". Pelo contrário, no Salmo 34.18 está escrito: "Perto está o Senhor dos que têm coração quebrantado e salva os de espírito oprimido". Uma coisa, porém, você precisa fazer: você –"a cana quebrada" e "a torcida que fumega " – tem que buscar a Jesus como você é. Assim você torna ativa a sua fé como um grão de mostarda. E por meio disso você terá condições de "lançar no mar" todos os montes, preocupações e problemas. Incentivo você a vir ainda hoje, agora, a Jesus com o pouco que você tem – com sua fé como um grão de mostarda. Assim o Senhor poderá lhe encontrar de maneira totalmente nova, e fazer transbordar sua vida como talvez nunca aconteceu antes!
Nesse contexto, façamo-nos a pergunta:

Como aconteceu a alimentação dos cinco mil?

Pão
Para poder alimentar os milhares de ouvintes, os discípulos já haviam projetado um plano "muito bom": "Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e já vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer" (Mt 14.15). O Senhor, porém, não havia esperado por uma proposta dessas, mas por outra bem diferente. Ele não necessitava dos estoques de gêneros alimentícios dos arredores para poder alimentar as milhares de pessoas. Ele procurou por alguém que tivesse fé como um grão de mostarda. Ele necessitava de uma pessoa que possuísse pouco, mas que estivesse disposta a dar ao Senhor o pouco que possuía. Por meio disso, Ele seria capaz de realizar uma grande obra.
E de fato estava presente "um rapaz" que, como está escrito em João 6.9, tinha "cinco pães de cevada e dois peixinhos", e que estava disposto a Lhe entregar esse pouco! E o que fez o Senhor com isso? "Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam" (v. 11). Dessa maneira o Senhor Jesus Cristo alimentou cinco mil homens além das suas mulheres e crianças com cinco pães de cevada e dois peixinhos. Entendamos corretamente: Ele somente realizou esse milagre porque estava presente alguém – justamente esse rapaz – que demonstrou a fé como um grão de mostarda, entregando ao Senhor o pouco que possuía. Que montanhas de problemas e receios foram afastados dos discípulos e ao mesmo tempo lançados no mar! Eles viam montes enormes diante de si, pois como seria possível alimentar um número tão grande de pessoas? Eles também já haviam se preocupado em como poderiam afastar estes "montes". Mas Jesus não necessitava de nada disso. Ele apenas procurou a fé como um grão de mostarda que acabou encontrando nesse rapaz. Dessa maneira todos os montes de dificuldades e impossibilidades "foram lançados no mar".
Meu irmão e minha irmã, seja, ainda hoje, como esse rapaz: consagre ao Senhor o pouco que tem. Traga ao Senhor a sua fé como um grão de mostarda, e Ele virá ao seu encontro de maneira totalmente nova. Entregando o pouco de fé que você possui, Ele terá condições de "lançar no mar" as montanhas de sua vida, suas dificuldades e preocupações! Portanto, não é o tamanho de nossa fé que faz a diferença, mas a fé como um grão de mostarda num grande Deus!
 (Marcel Malgo – http://www.chamada.com.br)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O PERIGO DA BAJULAÇÃO!!!!


O perigo da bajulação (parte 1)      
Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos, desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens, falam com falsidade uns aos outros. Falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o Senhor todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente (Sl 12:1-3).
Por muito tempo o Senhor tem colocado em meu coração para compartilhar com os irmãos e amigos sobre este tema: a bajulação.
Estive por um bom protelando em falar sobre isso, mas toda vez que abria as Escrituras Sagradas o Senhor ministrava comigo algo sobre isso, ressaltando versículos e me mostrando o que tem ocorrido tanto na sociedade como na Sua Igreja.
Segundo o dicionário bajular significa lisonjear, adular servilmente ou elogiar com interesse. Bajulação é aquilo que louva e exagera os méritos de alguém com fins interesseiros. Aquele que bajula é adulador e lisonjeador, conhecido também como puxa-saco.
No Brasil Império por exemplo o ato de beijar a mão de autoridades reais e eclesiática era um prática.
Como foi outrora nos tempos antigo a bajulação hoje, tem tomado espaço na sociedade em que vivemos devido a superficialidade das relações humanas, o egocentrismo e a hipocrisia de muitos que vivem numa vida de falsidade.
Vivemos num mundo egoísta e corrupto onde o que importa é tudo aquilo que traz vantagem para si.
Vivemos numa sociedade onde o que predomina é a lei de Gerson, onde o importante é levar vantagem tudo, certo !
Errado !
Maquiavel diz que o fim justifica os meios e são muitos que acreditam nessa teoria. Mas no caso da bajulação é algo que Deus não se agrada. O Senhor se agrada de um coração sincero , pois ao homem sincero , Ele mostrará sinceridade e o futuro desse será de paz (Sl 18:25 ;37:37).
Porém esta sinceridade deve ser algo benéfico e proveitoso para o outro. Existem pessoas que são tão sinceras no falar que acabam exagerando. Se não for para o bem esta sinceridade torna-se nociva, sendo o que muitos chamam de sincericídio, ou seja, o suicídio moral pela sinceridade exacerbada. Em ambos os casos, tanto na bajulação, quanto no exagero de sinceridade o desequilíbrio no temperamento se torna evidente. Eu não preciso dizer o que não penso para receber algo (bajulação), nem falar o que penso só para me mostrar autêntico e “super sincero”. A franqueza no momento errado é tão prejudicial quanto a bajulação. Devemos aprender a falar no tempo certo e com sinceridade. Devemos aprender a ter a virtude de ser sinceros e não usar de bajulação . Devemos aprender a acima de tudo ter domínio próprio no nosso falar(2 Pe 1:6)
Pois assim diz a palavra de Deus:
Como cidade derribada que não tem muros, assim é homem que não tem domínio próprio(Pv 25:28)
Como maças de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo(Pv 25:11)
Na bajulação não há verdade, seu objetivo é interesseiro, não é algo autêntico e propaga a falsidade.(Sl 12:2) A bajulação ocorre em todos as áreas da nossa vida como no nosso trabalho, na faculdade e até mesmo na igreja. Na sociedade vemos muitos usando da bajulação para crescer profissionalmente. E na igreja para dar e receber a glória humana.
O apóstolo Paulo disse que não usava de bajulação:
Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha (1 Tessalonicenses 2:5)
Também disse que quem se utilizava disso era os falsos cristãos:
Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. Romanos 16:18
O justo Jó também disse a mesma coisa:
Que não faça eu acepção de pessoas, nem use de palavras lisonjeiras com o homem! Jó 32:21
Porque não sei usar de lisonjas; em breve me levaria o meu Criador.
Jó 32:22
A bajulação é algo nocivo em qualquer lugar, pois desde os tempos se antigos muitos se utilizam dessa prática.
E hoje, isso não é diferente, pois, como dizia certa marchinha carnavalesca.
” O cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais..”

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Por  

Anderson Cassio é escritor cristão, articulista e criador do Ministério Com Cristo. Exerce o ministério de ensino, sendo professor na Escola Bíblica da Assembléia de Deus(sede em Itabuna)

LENDO CORRETAMENTE AS ESCRITURAS SAGRADAS.



No conhecido livro de hermenêutica bíblica intitulado Entendes o que lês?, os seus autores Gordon D. Fee & Douglas Stuart, em determinado momento da sua argumentação, afirmam que a Bíblia sagrada é um livro que tanto é portador de relevância eterna quanto está impregnado de inescondíveis particularidades históricas.

Noutras palavras: a Bíblia é um livro que veio do céu, na medida em que o seu autor supremo é Deus, é o seu Santo Espírito; e, de igual modo, foi escrita por homens que vivenciaram situações existenciais concretas; homens que, ao escreverem o santo livro de Deus, o fizeram sob a inerrante supervisão do Santo Espírito do Senhor.

Fechando a sua argumentação, os aludidos autores entenderam que é exatamente da confluência dessas duas inseparáveis realidades que emerge a imperiosa necessidade da interpretação. Interpretação essa que, conforme bem pontuaram os Reformadores, deve ser empreendida de modo criterioso, sóbrio, ponderado, com o auxílio de bons livros, enfim, com a presença de ferramentas intelectuais que promovam uma abordagem correta das Escrituras sagradas, capaz de nos livrar dos subjetivismos recepcionais inconsequentes, sempre pródigos em extrapolações grosseiras e falsificadoras da intenção original que estava na mente do redator do texto sagrado.

Os Reformadores, impossível falar sobre hermenêutica bíblica sem recorrer ao inestimável legado que eles nos deixaram nesse campo, foram apaixonados partidários do método gramatical-histórico de abordagem do texto sagrado das Escrituras. Ler e interpretar bem um texto bíblico, na perspectiva reformada, é examiná-lo, num primeiro momento, em sua materialidade linguística, proposicional, verbal, nunca perdendo de vista que, ao revelar-se graciosamente aos homens, quis Deus fazê-lo de modo verbal, valendo-se de um instrumento concreto chamado palavra.

Daí, requerer uma boa interpretação conhecimentos mínimos da língua na qual o texto bíblico está sendo examinado. Conhecimentos gramaticais, estilísticos, enfim, conhecimentos que radicam no campo da linguagem em sua dimensão proposicional. De igual maneira, impõe-se ao intérprete a necessidade de uma compreensão, ao menos razoável, do contexto histórico no interior do qual um determinado texto foi produzido.

Saber quem escreveu um certo texto, por que escreveu, para quem o escreveu, quais as questões centrais envolvidas no processo de elaboração de tal escrito, em que outras porções das Escrituras sagradas tal matéria é abordada, são pontos fundamentais a serem considerados por um intérprete da Escritura que aspira a se aproximar do livro santo de Deus de uma forma adequada e sumamente responsável.

Vê-se aqui, claramente, que tal atividade analítico-interpretativa, para ser levada a bom termo, repele misticismos irracionalistas, subjetivismos exacerbados e, em direção contrária, exige estudo paciente e sistemático, leitura de livros abalizados e, naturalmente, completa dependência do autor primeiro e superintendente infalível das Escrituras sagradas: o Espírito Santo de Deus.

Quando a Palavra de Deus é lida e interpretada em franca desatenção a esses princípios, escancaram-se as portas para toda espécie de confusão, arbitrariedade e heresia. Vejamos, agora, alguns exemplos práticos de interpretações bíblicas completamente equivocadas.

No Evangelho de Marcos, ao dar as últimas instruções aos seus discípulos, Jesus Cristo diz: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegaram em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem; não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre os enfermos, ficaram curados” (Marcos 16.17,18).

Quando olhamos para a narrativa histórica de Lucas no Livro de Atos dos Apóstolos, constatamos que, praticamente, todas as situações descritas por Jesus Cristo, com exceção do beber veneno, se cumpriram no ministério daqueles que do Filho de Deus receberam a indisputável e irrepetivel prerrogativa apostólica.

O texto sagrado ensina, cristalinamente, que a manifestação ordinária desses milagres foi estendida e concedida, tão-somente, aos apóstolos de Jesus Cristo, somente a eles, e não a todos os crentes indiscriminadamente, em todas as épocas e do mesmo jeito. A história do cristianismo, lamentavelmente desconhecida pela maioria dos que se dizem cristãos, demonstra, à exaustão, essa irrefutável realidade. Notem que estou falando de uma realidade ordinária, e não extraordinária. Noutras palavras: tais prodígios faziam parte do dia-a-dia dos apóstolos, os acompanhavam em sua caminhada e em sua missão de proclamadores do evangelho da graça de Deus e da salvação que há em Jesus Cristo. Não quer isso dizer, evidentemente, que Deus não realiza milagres hoje em dia; que não mais intervém sobrenaturalmente em situações objetivas da vida dos seus servos; nem muito menos que o crente não pode orar suplicando a Deus uma cura. Nada disso. Significa apenas que o modo como Deus operou na vida dos apóstolos foi única, irrepetível, e cumpridora de uma etapa específica por ele mesmo estabelecida na história da redenção.

Entretanto, a hermenêutica precária, a hermenêutica nenhuma, e, o que é pior e mais provável, a má fé dos falsos obreiros contemporâneos os têm levado a se autoproclamarem realizadores de milagres tão portentosos como os que emergiram do ministério apostólico. A realidade concreta dos fatos cotidianamente observáveis, contudo, encarrega-se de desmentir tão grotescos charlatães.

As curas dos apóstolos, autenticadoras da mensagem que eles anunciavam, eram coisas “BEM SIMPLES E FÁCEIS DE FAZER”: cegueira, paralisias, até mortos eles ressuscitaram, como foi o caso de Pedro que trouxe Dorcas, piedosa serva do Senhor, ao mundo dos vivos, depois dela ter sido declarada morta.

Já os falsos apóstolos de hoje...bem, não creio que valha a pena discorrer sobre a fraude e a manipulação, por vezes (ou sempre?) criminosa em que radicam os seus ministérios do engano, ancorados, principalmente, na “dominação e na torpe ganância”, numa cabal negação da pedagogia ministrada pelo apóstolo Pedro aos presbíteros, sobre cujos ombros pesa a responsabilidade do pastoreio do rebanho do Senhor (1Pedro 5.1,4)

Outro emblemático exemplo de uma interpretação desvirtuada do texto bíblico é a que se ancora na seguinte passagem escrita pelo apóstolo Paulo em sua segunda epístola endereçada aos crentes da cidade de Corinto: “Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Coríntios 3.17).

Existe uma má interpretação desse versículo, à Luz da qual, liberdade, aqui, significa uma espécie de salvo-conduto para que o crente, no culto a Deus, se sinta estimulado a fazer tudo o que julgar conveniente para expressar o seu contentamento espiritual. Afinal das contas, liberdade desmedida é sinal de espiritualidade genuína, fervorosa, autêntica. Já solenidade, reverência, racionalidade na condução dos atos de culto, ao contrário, é claro indício de frieza, formalismo e aridez espiritual.

O argumento é frágil em todas as suas dimensões. Primeiro, porque o culto a Deus é prescrito pelas Escrituras sagradas, devendo ser efetivado do modo como elas orientam. Em segundo lugar, ponto seminal, a passagem em tela nada tem a ver com o culto. A esse respeito, vale a pena transcrevermos as palavras proferidas pelo pastor Augustus Nicodemus Lopes, ao comentar esse trecho bíblico, em seu livro mais recente: O ateísmo cristão e outras ameaças à igreja (Mundo Cristão-SP-2011).  “Paulo disse essas palavras se referindo à leitura do Antigo Testamento. Os judeus não conseguiam enxergar Cristo no Antigo Testamento quando o liam aos sábados nas sinagogas, pois o véu de Moisés estava sobre o coração e a mente deles. Estavam cegos. Quando, porém, um deles se convertia ao Senhor Jesus, o véu era retirado. Ele agora podia ler o Antigo Testamento sem o véu, em plena liberdade, livre dos impedimentos legalistas. Seu coração e sua mente agora estavam livres para ver Cristo onde antes nada percebiam. É dessa liberdade que Paulo está falando. É o Senhor, que é o Espírito, que abre os olhos da mente e do coração para que possamos entender as Escrituras”.

Portanto, quem se vale desse texto bíblico para justificar todo tipo de bizarrice comportamental no culto, tais como: urros no espírito, riso santo, trenzinho na unção, danças proféticas, gritos frenéticos, dentre outros, comete, flagrantemente um delito de lesa-interpretação bíblica.

Na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo 3, versículo 6, encontramos a seguinte expressão: “o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica”. Não são poucos os que advogam a tese de que a expressão letra, no texto em foco, é sinônimo da aridez espiritual decorrente de uma teologia ancorada em estudos valorizadores do intelecto.

Já o espírito, que vivifica, é o Espírito de Deus que, operando no crente, o torna fervoroso e inteiramente desinteressado de um cristianismo sóbrio, amparado numa compreensão equilibrada da Revelação que Deus fez de si mesmo nas Escrituras sagradas. Nada mais equivocado. O ponto aqui é simples. A letra aponta para o ministério da morte, que emana da lei de Deus. lei essa que, ao ser projetada sobre o coração e a consciência do homem, especialmente o irregenerado, revela a sua culpa e, mais ainda, a sua total inabilidade para guardar a lei de Deus. Quanto ao espírito que vivifica, por sua vez, ele aponta para a nova vida que passamos a viver em Cristo Jesus, depois que experimentamos o miraculoso poder da regeneração que o Espírito Santo opera em nós.

Em suma: para o irregenerado, a lei de Deus é expressão de morte. Para o que nasceu de novo, a lei de Deus é vida e fonte indesviável de real alegria espiritual. No livro de Apocalipse, lemos: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3.20).

Temos aqui um texto mais do que pródigo para que pregadores emocionalistas cultivem a cerimônia do apelo, com a qual imaginam eles poder arrancar das pessoas “decisões favoráveis a Jesus Cristo”. Mas, um pouquinho só de atenção ao texto nos revela que Jesus Cristo, na verdade, está se dirigindo aos crentes, exortando-os ao arrependimento e, amorosamente, prometendo restaurá-los a uma vida de comunhão íntima com o Senhor.

Em suma: o exercício de uma hermenêutica bíblica sadia é fundamental para nos relacionarmos de maneira correta com a Palavra de Deus. E, para quem presume que a má interpretação das Escrituras sagradas é coisa de somenos importância, convém atentarmos para a solene advertência do apóstolo Pedro quando asseverou: “e tende por salvação e longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles (2 Pe 3.15,16). 


SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.
POR: JOSÉ MÁRIO DA SILVA

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

JESUS:ÚNICO,INCOMPARÁVEL,MARAVILHOSO(na recompensa celestial que dá aos filhos de Deus)



Norbert Lieth

Filhos de Deus receberão um corpo semelhante ao Seu corpo glorificado

Vivemos hoje em um corpo débil e fraco, mortal, sujeito à enfermidade, à velhice e, finalmente, à morte. Nosso corpo é limitado e nos cerceia, nos prende; ele é marcado pelo pecado. No dia do arrebatamento (ou no dia da ressurreição dos mortos, caso faleçamos antes do arrebatamento) o Senhor dará um corpo glorificado aos Seus filhos: "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas" (Filipenses 3.20-21).
Que privilégio, que honra! Somos chamados por Deus para "alcançar a glória de nosso Senhor Jesus Cristo" (2 Tessalonicenses 2.14). Nosso corpo será semelhante ao corpo glorificado de Jesus após Sua ressurreição. Isso não significa que seremos iguais a Jesus em Sua divindade, mas seremos semelhantes a Ele. Certamente teremos aparência distinta uns dos outros e seremos reconhecíveis como indivíduos. Esse novo corpo, esse corpo glorificado que receberemos do Senhor, não estará mais sujeito à deterioração – ele estará perfeitamente adaptado às condições existentes no céu.

Filhos de Deus serão herdeiros de Deus

Realmente seremos herdeiros de Deus, como está escrito em Efésios 1.18: "iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos". Os que crêem em Cristo serão revelados nos céus eternos, diante dos anjos de Deus, como filhos e filhas do Pai celestial. Sendo filhos de Deus, eles terão parte como herdeiros de toda a riqueza da glória de Deus! Isso supera nossa capacidade de entendimento. Não pode existir algo mais grandioso!
Se você, que está lendo estas linhas, já tiver recebido a Jesus em seu coração e já estiver seguindo Seus passos, você terá parte em tudo o que Deus é e em tudo o que Lhe pertence! Em outras palavras: você terá parte em tudo de glorioso que existe no céu!
Ser herdeiro de Deus significa não mais sentir falta de nenhum bem. No céu haverá tudo em abundância e profusão. A Bíblia nos dá uma descrição do céu em Apocalipse 21 e 22:
  • Os muros da Jerusalém celestial serão de jaspe.
  • A cidade e suas ruas serão de ouro, semelhantes a vidro puro. Nem conseguimos imaginar essa exuberância e beleza.
  • Os fundamentos dos muros serão adornados com pedras preciosas da mais fina espécie e as doze portas de entrada da cidade serão doze pérolas, tão grandes como a porta.
  • Do trono de Deus e do Cordeiro sairá um rio de águas vivas, brilhante como o cristal.
Alguém disse certa vez acerca da glória celestial: "Não pagaremos nada, mas aproveitaremos tudo – e isso não será apenas por um minuto ou por uma hora, mas por toda a eternidade!" Por quê? Porque Jesus pagou todo o preço pela nossa salvação! Com Seu sangue Ele comprou nossa entrada no reino celestial (Hebreus 10.19-20).
Qualquer beleza terrena é insignificante comparada à glória celestial.

Filhos de Deus vão morar onde habitam Deus e Jesus Cristo

O próprio Senhor Jesus nos prometeu: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (João 14.2-3). Portanto, um dia moraremos lá onde o próprio Deus habita. Toda a capacidade humana de imaginação e antevisão não é suficiente para conseguir imaginar a glória da casa do Pai. Mas o que podemos saber desde agora é o que a Palavra de Deus nos revela:
  • O construtor dessa casa é o próprio Deus. Conforme Hebreus 11.10, Ele é o "arquiteto e edificador" dessa morada eterna.
  • Essas moradas são incomparavelmente belas por não terem sido feitas por mãos humanas, mas edificadas pelo poder de Deus (2 Coríntios 5.1).
  • Essa morada celestial não precisa de luz natural ou artificial. Ela não depende do Sol ou da Lua porque a glória de Deus a ilumina e porque sua lâmpada é o Cordeiro, ou seja, Jesus Cristo (Apocalipse 21.23).
  • Nessa morada celestial haverá espaço mais do que suficiente para todos os crentes em Jesus Cristo de todas as épocas e de todas as nações.
  • Levaremos toda a eternidade para descobrir o que o céu nos reserva, e constantemente seremos surpreendidos com coisas novas!

Filhos de Deus celebrarão uma festa sem fim, em comunhão plena e perfeita com Deus o Pai e com Jesus Cristo

Em Apocalipse 21.3 lemos acerca dessa festa inimaginavelmente bela: "Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles". O fato de Deus habitar entre os homens fará do céu um lugar de alegria inconcebível e de felicidade absoluta. Nenhuma das características negativas do mundo presente existirá no céu (Apocalipse 21.27).
O céu é comparado com um casamento judaico. Esse é um símbolo da maior de todas as festas.
Em João 16.20,22 e 24 está escrito que toda a tristeza será transformada em alegria, que essa alegria jamais será tirada e que ela será completa.
Pedro escreve: "Vocês O amam, embora nunca O tenham visto; ainda que não O vejam, confiem nEle, e até mesmo agora vocês já estão felizes com aquela alegria indizível que vem do próprio céu" (1 Pedro 1.8, A Bíblia Viva).
Assim podemos entender muito bem as palavras de Jesus: "Alegrai-vos... porque o vosso nome está arrolado nos céus" (Lucas 10.20). No céu haverá intensa satisfação: "mas como está escrito (Isaías 64.3): Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (1 Coríntios 2.9).
O céu está cheio de vida abundante! Lá não se saberá o que é sentir falta de alguma coisa, pois será impossível acrescentar ou melhorar o ambiente do céu. Monotonia será igualmente uma palavra desconhecida, pois o céu é perfeito e oferece vida plena, vida sem fim.

No céu os filhos de Deus não terão mais perguntas não-respondidas

Todas as perguntas serão respondidas, todas as dúvidas acabarão. Na luz de Jesus, que a tudo perscruta e em tudo penetra, conseguiremos ver e entender todas as coisas. Não haverá mais a menor dúvida no céu. O Senhor Jesus expressa essa maravilhosa realidade com as seguintes palavras: "Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar. Naquele dia, nada me perguntareis" (João 16.22-23). No céu entenderemos de repente que todas as coisas realmente contribuíram para o nosso bem e que muitos caminhos difíceis pelos quais passamos em nossa vida aqui na terra serviram para o nosso crescimento.

No céu os filhos de Deus receberão suas coroas e reinarão com Cristo

Tudo o que fazemos em vida como filhos de Deus salvos pela graça, em nome do Senhor Jesus, adquire uma dimensão eterna. Por exemplo, àqueles que amam Sua vinda, Ele promete "a coroa da justiça" (2 Timóteo 4.7-8). A Bíblia fala também de uma "coroa incorruptível" (1 Coríntios 9.25), de uma "coroa de glória" (1 Pedro 5.4) e de uma "coroa da vida" (Tiago 1.12).
No livro do profeta Daniel está escrito que os que conduziram outros à justiça e contribuíram para a propagação do Evangelho irão brilhar como o Sol por todo o sempre (Daniel 12.3). E o Senhor Jesus diz em Mateus 13.43: "Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai". A Sagrada Escritura fala que os que pertencem ao Senhor reinarão com Ele pelos séculos dos séculos (Apocalipse 22.5).
O céu está cheio de vida abundante!

No céu os filhos de Deus encontram-se no lugar do perfeito amor

A Bíblia diz que o amor jamais acaba (1 Coríntios 13.8,13). Pois no céu viveremos em íntima comunhão com Aquele que é amor, que personifica o amor em toda a Sua pessoa. "dio e coisas semelhantes são totalmente desconhecidas no céu. Só o amor reinará, e assim todos serão amados por todos.

O céu também é um lugar onde muitas coisas deixarão de existir

No céu não haverá mais lágrimas, pois o próprio Deus enxugará as lágrimas dos nossos olhos (Apocalipse 21.4).
No céu também não haverá mais sonhos. Nossa vida aqui na terra consiste de muitos sonhos e fantasias. Sonhamos com um bom emprego, criamos fantasias com as férias dos sonhos, com uma praia dos sonhos, com o parceiro dos nossos sonhos, com um casamento dos sonhos. Todos esses sonhos e anseios não existirão mais em nossos corações, porque a realidade e a glória superarão em muito todos os sonhos.
Não haverá mais mar no céu (Apocalipse 21.1). O mar sempre é um símbolo de inquietude, tanto do desassossego das nações do mundo, como do nosso coração inquieto e da humanidade pecadora. No céu tudo se aquietará e a paz reinará eternamente.
No céu também não haverá mais sofrimento, nem luto, nem clamor, nem pranto, nem dor, nem medo ou sofrimento (essas são expressões usadas por diferentes traduções de Apocalipse 21.4). No céu também não haverá nenhum tipo de maldição (Apocalipse 22.3); a noite também não mais existirá (Apocalipse 22.5) e a morte terá sido anulada (Apocalipse 20.14; 21.4).
Nada mais será como era! Deus fará tudo novo, completamente novo. E no céu haverá coisas que nunca houve (Apocalipse 21.4-5).
Do céu ninguém será mandado embora, pois ali é a morada definitiva daqueles que crêem em Jesus. Desfrutaremos de toda a glória de eternidade a eternidade: "... (renascidos) para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros" (1 Pedro 1.4). O céu é o alvo supremo para nós seres humanos, o destino maior de uma pessoa.
O céu também é o lugar onde não existe pecado. Por essa razão, pessoa alguma com pecado pode entrar ali: "Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro" (Apocalipse 21.27, veja também o versículo 8).
Assim como o céu é uma maravilhosa realidade, o inferno é o seu oposto, ou seja, uma realidade terrível. Jesus falou muitas vezes do inferno. O inferno é o lugar onde nada existirá daquilo que descrevemos como existente no céu: é um lugar de separação eterna de Deus e privação de tudo aquilo que Ele dá aos que seguem a Jesus. O inferno é o lugar de sofrimento para todos aqueles que não receberam o perdão de seus pecados pelo sangue do Cordeiro de Deus.
Jesus Cristo é o único e grande Salvador, que sofreu por nós para abrir o céu e garantir nossa entrada na presença de Deus. Somente quem crê em Jesus e entrega a Ele sua vida cheia de pecado e culpa consegue entrar no reino de Deus.
Alguém perguntou: "O que nos faz fugir da vida se tememos a morte? Por que fugimos da verdade se estamos fartos da mentira? Por que continuamos em caminhos tortuosos se os atalhos escuros nos conduzem ao pecado? Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Quem é contra Jesus, não tem futuro... – Mas pessoas que atenderam ao chamado de Jesus para segui-lO têm perspectivas maravilhosas para seu futuro. O Senhor voltará! Pela fé elas vêem um novo céu e uma nova terra!"
Reforço mais uma vez o que tenho dito até aqui: vale a pena ser cristão! E pela última vez lhe pergunto com todo o meu amor: você quer aceitar a Jesus em seu coração? Você quer seguir a Jesus? Você quer tornar-se um cristão de verdade?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

JESUS:ÚNICO,INCOMPARÁVEL,MARAVILHOSO (Em Sua Volta)



Norbert Lieth
O Senhor Jesus fala de Si mesmo quando afirma: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém! Eu sou o Alfa e o ‘mega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso" (Apocalipse 1.7-8).
Desde a eternidade Jesus é Deus – Ele esteve como homem sobre esta terra e morreu na cruz. Mas Ele ressuscitou dentre os mortos e voltará para reinar. Disso já fala profeticamente o Salmo 72: "Domine ele de mar a mar e desde o rio até aos confins da terra... E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam" (vv. 8,11). Jesus voltará primeiro para os que crêem nEle, arrebatando-os ao céu (veja João 14.1-6). Pouco depois Ele voltará visivelmente nas nuvens em glória para este mundo, julgará a terra e estabelecerá Seu reino. Todos os desenvolvimentos em nosso mundo caminham em direção a este alvo supremo: a volta de Jesus.
Theo Lehmann escreveu: "Jesus não foi daqueles que se destacaram por um certo tempo para depois desaparecerem nas brumas da história. Seu nome não é como o daqueles que aparecem em todos os jornais e poucos anos mais tarde jazem no esquecimento... Ele é o primeiro, o Criador deste mundo – e Ele é o último. Quando todos tiverem desaparecido – os ídolos e os deuses, as religiões e as ideologias, os grandes pensadores e os que edificaram imponentes obras arquitetônicas ou sufocantes masmorras – quando todos eles tiverem sumido das sacadas de seus palácios, quando tiverem caído de seus pedestais, quando tiverem perdido seus altos postos e tiverem virado pó – esquecidos, sumidos, afundados, quando todo este mundo sucumbir: Jesus existirá para sempre! Você não irá mais encontrar os deuses e os ídolos, os de antigamente e os de hoje. Mas a Jesus você vai encontrar sempre. No final da história está Jesus – também da história de sua vida."
No final da história está Jesus – também da história de sua vida.
Em Atos 10.42 está escrito acerca de Jesus: "e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos". Isso significa que virá o momento em que todos os homens estarão diante dEle, o único, incomparável e maravilhoso Senhor – uns eternamente salvos e outros, que rejeitaram a oferta divina da salvação em Jesus, eternamente perdidos. Por isso, você deveria impreterivelmente tornar-se cristão e não resistir mais a Ele! Resistir não apenas seria em vão, mas em seu próprio prejuízo.
Paulo tentou lutar contra Jesus por um certo tempo, mas quando Jesus o encontrou, a Bíblia relata: "E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões" (Atos 26.14).Albrecht, conhecido tradutor da Bíblia para a língua alemã, explica essa frase dizendo que ela é uma forma usual de linguagem dos gregos. Quando se falava dos aguilhões, fazia-se referência aos animais de carga. Ao empacarem, eles causavam muito dano a si mesmos, pois feriam-se quando se rebelavam contra os aguilhões que o condutor usava para fazê-los andar. A expressão significa: "É em vão que você está tentando resistir a mim".
Jesus é único também por não se afastar dos pecadores. Ele não vira as costas para as pessoas, mas volta-se para elas. Foi por essa razão que Ele veio ao mundo, foi por isso que Ele morreu e ressuscitou. Ele ama a você como ninguém mais o ama, e hoje vem ao seu encontro com todo o Seu amor. Ele é o único que tem o poder de perdoar todos os seus pecados, de recebê-lo em Seu reino e de dar-lhe vida eterna. Você não quer segurar Sua mão estendida agora mesmo?! Pois virá o dia em que se cumprirá literalmente a afirmação da Bíblia de que todos terão que reconhecê-lO, mas então será muito tarde para receber a salvação: "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.9-11).