domingo, 15 de maio de 2011

A ESCASSEZ DOS DONS ESPIRITUAIS


 Nos capítulos 12 a 14 de 1Coríntios, Paulo elabora sua tese acerca dos dons do Espírito Santo concedidos ao corpo de Cristo, os quais foram indispensáveis à igreja primitiva e que permanecem disponíveis e indispensáveis à igreja até que Jesus volte. Sem eles, a Igreja estará débil e seus membros deixam de fortalecer e de ajudar uns aos outros no padrão estabelecido por Deus. Os crentes que têm amor genuíno pelos que também pertencem ao corpo de Cristo devem buscar os dons espirituais a fim de poderem ajudar, consolar, encorajar e fortalecer os necessitados (1Co 12.17). A distribuição é soberana, mas isso não implica em que devamos esperar passivamente que Deus distribua os dons do Espírito Santo, antes, devemos ansiar e buscar os melhores dons (1Co 12.7-10). Devemos, com zelo, desejar e buscar com oração esses dons, principalmente os que são próprios para encorajarconsolar e edificar (1Co 14. 3,13,19,26). Tenhamos em conta que estamos vivendo dias em que, "por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos tem esfriado", como nos advertiu nosso Mestre (Mt 24.12). Como poderá a Igreja cumprir o "Ide" de Jesus sem essa capacitação do Espírito? Precisamos ser revestidos de poder do alto. Cristo anteriormente informara aos discípulos que, sem ele, nada podiam fazer. Quando os encarregou da conversão do mundo, acrescentou: "Permanecei, porém, na cidade (Jerusalém), até que do alto sejais revestidos de poder. Sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias. Eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai" (At 1.4,5). Esse batismo do Espírito Santo, a promessa do Pai, esse revestimento do poder do alto, Cristo informou-nos expressamente ser a condição indispensável para a realização da obra de que ele nos incumbiu. O texto a seguir é de autoria de Charles G. Finney (1792-1875), onde ele discorre acerca das causas da escassez dos dons espirituais na Igreja já na sua época:
1) De modo geral, não estamos dispostos a ter aquilo que desejamos e pedimos;
2) Deus nos informa expressamente que, se contemplarmos a iniqüidade no coração, ele não nos ouvirá.
Muitas vezes, porém, quem pede é complacente consigo mesmo; isso é iniqüidade, e Deus não o ouve;
3) é descaridoso;
4) é severo em seus julgamentos;
5) é autodependente;
6) repele a convicção de pecado;
7) recusa-se a fazer confissão a todas partes envolvidas;
8) recusa-se a fazer restituição às partes prejudicadas;
9) é cheio de preconceitos insinceros;
10) é ressentido;
11) tem espírito de vingança;
12) tem ambição mundana;
13) comprometeu-se em algum ponto e não quer dar o braço a torcer, ignora e rejeita maiores esclarecimentos;
14) defende indevidamente os interesses de sua denominação;
15) defende indevidamente os interesses da sua própria congregação;
16) resiste aos ensinos do Espírito Santo;
17) entristece o Espírito Santo com dissenção;
18) extingue o Espírito pela persistência em justificar o mal;
19) entristece-o pela falta de vigilância;
20) resiste-lhe dando largas ao mau gênio;
21) é incorreto nos negócios;
22) é impaciente para esperar no Senhor;
23) é egoísta de muitas formas;
24) é negligente na vida material, no estudo, na oração;
25) envolve-se demasiadamente com a vida material, e os estudos, faltando-lhe por isso tempo para oração;
26) não se consagra integralmente,
27) o último e maior motivo, é a incredulidade: pede o revestimento, sem real esperança de recebê-lo. "Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso" (1Jo 5.10). Esse, então, é o maior pecado de todos. Que insulto, que blasfêmia, acusar a Deus de mentir!

 

FONTE: Auxilio ao Mestre

Transcrito por: Ev. Jorge Gonçalves do Nascimento
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