sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O PLANO DE DEUS PARA AGENDA GAY.

Se você tem visto os títulos de manchetes de jornais nos últimos anos, talvez tenha observado o incrível aumento do interesse por afirmar a homossexualidade. Quer esteja no âmago de um escândalo religioso, de corrupção política, de legislação radical e da redefinição do casamento, o interesse homossexual tem caracterizado a América. Isso é uma indicação do sucesso da agenda gay. Mas, infelizmente, quando as pessoas se recusam a reconhecer a pecaminosidade do homossexualismo — chamando o mal bem e o bem, mal (Is 5.20), elas o fazem em prejuízo de muitas almas e, talvez, de si mesmas.

Como você deve reagir ao sucesso da agenda gay? Deve aceitar a tendência recente em direção à tolerância? Ou ficar ao lado daqueles que excluem os homossexuais e condenam com veemência o pecado? A Bíblia nos exorta a um equilíbrio entre o que as pessoas consideram duas reações opostas — condenação e compaixão. De fato, essas duas atitudes juntas são elementos essenciais do amor bíblico, do qual os homossexuais necessitam desesperadamente. Os defensores do homossexualismo têm sido notavelmente eficazes em promover suas interpretações distorcidas de passagens da Bíblia. Quando você pergunta a um homossexual o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — e muitos deles o sabem — percebe que eles absorveram um interpretação que não é somente distorcida, mas também completamente irracional. Os argumentos a favor dos homossexuais extraídos da Bíblia são nuvens de fumaça — à medida que nos aproximamos deles, vemos com clareza o que está por trás.

Deus condena a homossexualidade, e isto é muito evidente. Ele se opõe à homossexualidade em todas as épocas. Na época dos patriarcas (Gn 19.1-28) Na época da Lei de Moisés (Lv 18.22; 20.13) Na época dos Profetas (Ez 16.46-50) Na época do Novo Testamento (Rm 1.18-27; 1 Co 6.9-10; Jd 70-8) Por que Deus condena a homossexualidade? Porque ela transtorna o plano fundamental de Deus para as relações humanas — um plano que retrata o relacionamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.18-25; Mt 19.4-6; Ef 5.22-33). Então, por que as interpretações homossexuais das Escrituras têm sido tão bem-sucedidas em persuadir inúmeras pessoas? A resposta é simples: as pessoas se deixam convencer. Visto que a Bíblia é tão clara a respeito deste assunto, os pecadores têm resistido à razão e aceitado o erro, a fim de acalmarem a consciência que os acusa (Rm 2.14-16). Conforme disse Jesus: “Os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19-20). Se você é um crente, não deve comprometer o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — jamais.

Não importa o quanto você deseja ser compassivo para os homossexuais, o seu primeiro amor é ao Senhor e à exaltação da justiça dEle. Os homossexuais se mantêm em rebeldia desafiante contra a vontade de seu Criador, que, desde o princípio, “os fez homem e mulher” (Mt 19.4). Não se deixe intimidar pelos defensores do homossexualismo e por sua argumentação fútil — os argumentos deles não têm conteúdo. Os homossexuais e os que defendem esse pecado estão comprometidos fundamentalmente em transtornar a soberania de Cristo neste mundo. Mas a rebelião deles é inútil, visto que o Espírito Santo afirma: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9-10; cf. Gl 5.19-21). Então, qual a resposta de Deus à agenda homossexual? O julgamento certo e final. Afirmar qualquer outra coisa, além disso, é adulterar a verdade de Deus e enganar aqueles que estão em perigo. Quando você interage com homossexuais e seus simpatizantes, tem de afirmar a condenação bíblica.

Você não está procurando lançar condenação sobre os homossexuais, está tentando trazer convicção, de modo que eles se convertam do pecado e recebam a esperança da salvação para todos nós, pecadores. E isso acontece por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. Os homossexuais precisam de salvação. Não precisam de cura — o homossexualismo não é uma doença. Eles não carecem de terapia — o homossexualismo não é uma condição psicológica. Os homossexuais precisam de perdão, porque a homossexualidade é um pecado.
Não sei como aconteceu, mas algumas décadas atrás alguém rotulou os homossexuais com o incorreto vocábulo “gay”. Gay, no inglês, significava uma pessoa feliz, mas posso assegurar-lhe: os homossexuais não são pessoas felizes. Eles procuram felicidade seguindo prazeres destrutivos. Esta é a razão por que Romanos 1.26 chama o desejo homossexual de “paixão infame”. É uma concupiscência que destrói o corpo, corrompe os relacionamentos e traz sofrimento perpétuo à alma — e o seu fim é a morte (Rm 7.5). Os homossexuais estão experimentando o juízo de Deus (Rm 1.24, 26, 28) e, por isso, são infelizes — muito, muito infelizes. 1 Coríntios 6 é bem claro a respeito das conseqüências eternas que sobrevirão àqueles que praticam a homossexualidade — mas existem boas-novas. Não importa o tipo de pecado, quer seja homossexualidade, quer seja outra prática, Deus oferece perdão, salvação e esperança da vida eterna àqueles que se arrependem e aceitam o evangelho. Depois de identificar os homossexuais como pessoas que não “herdarão o reino de Deus”, Paulo disse: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). O plano de Deus para muitos homossexuais é a salvação. Nos dias de Paulo, havia ex-homossexuais na igreja de Corinto, assim como, em nossos dias, existem muitos ex-homossexuais em minha igreja e em igrejas fiéis ao redor do mundo. Eles ainda lutam contra a tentação homossexual? Com certeza. Que crente não luta contra os pecados de sua vida anterior? Até o grande apóstolo Paulo reconheceu essa luta (Rm 7.14- 25). No entanto, ex-homossexuais assentam-se nos bancos de igrejas bíblicas em todo o mundo e louvam o Senhor, ao lado de ex-fornicadores, ex-idólatras, ex-adúlteros, ex-ladrões, ex-avarentos, ex-beberrões, ex-injuriadores e ex-defraudadores. Lembrem-se: alguns de vocês eram assim.

Qual deve ser a nossa resposta à agenda homossexual? Oferecer-lhe uma resposta bíblica — confrontá-la com a verdade das Escrituras, que condena a homossexualidade e promete castigo eterno para todos os que a praticam. Qual deve ser a nossa resposta ao homossexual? Oferecer-lhe uma resposta bíblica — confrontá-lo com a verdade das Escrituras, que o condena como pecador e lhe mostra a esperança da salvação, por meio do arrependimento e da fé em Jesus Cristo. Permaneçam fiéis ao Senhor, quando reagirem à homossexualidade, honrando a Palavra de Deus e deixando com Ele os resultados.


Por John MacArthur. © Grace to You. Website: gty.org
Tradução:
 editorafiel.com.br

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A FINALIDADE DA CRUZ.

"Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim..."
(Gl 2.19b-20).

A ilusão do "símbolo" do cristianismo

Os elementos anticristãos do mundo secular dariam tudo para conseguir eliminar manifestações públicas da cruz. Ainda assim, ela é vista no topo das torres de dezenas de milhares de igrejas, nas procissões, sendo freqüentemente feita de ouro e até ornada com pedras preciosas. A cruz, entretanto, é exibida mais como uma peça de bijuteria ao redor do pescoço ou pendurada numa orelha do que qualquer outra coisa. É preciso perguntarmos através de que tipo estranho de alquimia a rude cruz, manchada do sangue de Cristo, sobre a qual Ele sofreu e morreu pelos nossos pecados se tornou tão limpa, tão glamourizada.

Não importa como ela for exibida, seja até mesmo como joalheria ou como pichação, a cruz é universalmente reconhecida como símbolo do cristianismo – e é aí que reside o grave problema. A própria cruz, em lugar do que nela aconteceu há 19 séculos, se tornou o centro da atenção, resultando em vários erros graves. O próprio formato, embora concebido por pagãos cruéis para punir criminosos, tem se tornado sacro e misteriosamente imbuído de propriedades mágicas, alimentando a ilusão de que a própria exibição da cruz, de alguma forma, garante proteção divina. Milhões, por superstição, levam uma cruz pendurada ao pescoço ou a tem em suas casas, ou fazem "o sinal da cruz" para repelir o mal e afugentar demônios. Os demônios temem a Cristo, não uma cruz; e qualquer um que não foi crucificado juntamente com Ele, exibe a cruz em vão.

A "palavra da cruz": poder de Deus

Paulo afirmou que a "palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Co 1.18). Assim sendo, o poder da cruz não reside na sua exibição, mas sim na sua pregação; e essa mensagem nada tem a ver com o formato peculiar da cruz, e sim com a morte de Cristo sobre ela, como declara o evangelho. O evangelho é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16), e não para aqueles que usam ou exibem, ou até fazem o sinal da cruz.

O que é esse evangelho que salva? Paulo afirma explicitamente: "venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei... por ele também sois salvos... que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.1-4). Para muitos, choca o fato do evangelho não incluir a menção de uma cruz. Por quê? Porque a cruz não era essencial à nossa salvação. Cristo tinha que ser crucificado para cumprir a profecia relacionada à forma de morte do Messias (Sl 22), não porque a cruz em si tinha alguma ligação com nossa redenção. O imprescindível era o derramamento do sangue de Cristo em Sua morte como prenunciado nos sacrifícios do Antigo Testamento, pois "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22); "é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv 17.11).

Não dizemos isso para afirmar que a cruz em si é insignificante. O fato de Cristo ter sido pregado numa cruz revela a horripilante intensidade da maldade inata ao coração de cada ser humano. Ser pregado despido numa cruz e ser exibido publicamente, morrer lentamente entre zombarias e escárnios, era a morte mais torturantemente dolorosa e humilhante que poderia ser imaginada. E foi exatamente isso que o insignificante ser humano fez ao seu Criador! Nós precisamos cair com o rosto em terra, tomados de horror, em profundo arrependimento, dominados pela vergonha, pois não foram somente a turba sedenta de sangue e os soldados zombeteiros que O pregaram à cruz, mas sim nossos pecados!

A cruz revela a malignidade do homem e o amor de Deus

Assim sendo, a cruz revela, pela eternidade adentro, a terrível verdade de que, abaixo da bonita fachada de cultura e educação, o coração humano é "enganoso... mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto" (Jr 17.9), capaz de executar o mal muito além de nossa compreensão, até mesmo contra o Deus que o criou e amou, e que pacientemente o supre. Será que alguém duvida da corrupção, da maldade de seu próprio coração? Que tal pessoa olhe para a cruz e recue dando uma reviravolta, a partir de seu ser mais interior! Não é à toa que o humanista orgulhoso odeia a cruz!

Ao mesmo tempo que a cruz revela a malignidade do coração humano, entretanto, ela revela a bondade, a misericórdia e o amor de Deus de uma maneira que nenhuma outra coisa seria capaz. Em contraste com esse mal indescritível, com esse ódio diabólico a Ele dirigido, o Senhor da glória, que poderia destruir a terra e tudo o que nela há com uma simples palavra, permitiu-se ser zombado, injuriado, açoitado e pregado àquela cruz! Cristo "a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). Enquanto o homem fazia o pior, Deus respondia com amor, não apenas Se entregando a Seus carrascos, mas carregando nossos pecados e recebendo o castigo que nós justamente merecíamos.

A cruz prova que existe perdão para o pior dos pecados

Existe, ainda, um outro sério problema com o símbolo, e especialmente o crucifixo católico que exibe um Cristo perpetuamente pendurado na cruz, assim como o faz a missa. A ênfase está sobre o sofrimento físico de Cristo como se isso tivesse pago os nossos pecados. Pelo contrário, isso foi o que o homem fez a Ele e só podia nos condenar a todos. Nossa redenção aconteceu através do fato de que Ele foi ferido por Jeová e "sua alma [foi dada] como oferta pelo pecado" (Is 53.10); Deus fez "cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6); e "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1 Pe 2.24).

A morte de Cristo é uma evidência irrefutável de que Deus precisa, em Sua justiça, punir o pecado, que a penalidade precisa ser paga, caso contrário não pode haver perdão. O fato de que o Filho de Deus teve que suportar a cruz, mesmo depois de ter clamado a Seu Pai ao contemplar em agonia o carregar de nossos pecados ["Se possível, passe de mim este cálice!" (Mt 26.39)], é prova de que não havia outra forma de o ser humano ser redimido. Quando Cristo, o perfeito homem, sem pecado e amado de Seu Pai, tomou nosso lugar, o juízo de Deus caiu sobre Ele em toda sua fúria. Qual deve ser, então, o juízo sobre os que rejeitam a Cristo e se recusam a receber o perdão oferecido por Ele! Precisamos preveni-los!

Ao mesmo tempo e no mesmo fôlego que fazemos soar o alarme quanto ao julgamento que está por vir, precisamos também proclamar as boas notícias de que a redenção já foi providenciada e que o perdão de Deus é oferecido ao mais vil dos pecadores. Nada mais perverso poderia ser concebido do que crucificar o próprio Deus! E ainda assim, foi estando na cruz que Cristo, em seu infinito amor e misericórdia, orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34). Assim sendo, a cruz também prova que existe perdão para o pior dos pecados, e para o pior dos pecadores.

Cuidado: não anule a cruz de Cristo!

A grande maioria da humanidade, entretanto, tragicamente rejeita a Cristo. E é aqui que enfrentamos outro perigo: é que em nosso sincero desejo de vermos almas salvas, acabamos adaptando a mensagem da cruz para evitar ofender o mundo. Paulo nos alertou para tomarmos cuidado no sentido de não pregar a cruz "com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo" (1 Co 1.17). Muitos pensam: "É claro que o evangelho pode ser apresentado de uma forma nova, mais atraente do que o fizeram os pregadores de antigamente. Quem sabe, as técnicas modernas de embalagem e vendas poderiam ser usadas para vestir a cruz numa música ou num ritmo, ou numa apresentação atraente assim como o mundo comumente faz, de forma a dar ao evangelho uma nova relevância ou, pelo menos, um sentido de familiaridade. Quem sabe poder-se-ia lançar mão da psicologia, também, para que a abordagem fosse mais positiva. Não confrontemos pecadores com seu pecado e com o lado sombrio da condenação do juízo vindouro, mas expliquemos a eles que o comportamento deles não é, na verdade, culpa deles tanto quanto é resultante dos abusos dos quais eles têm sido vitimados. Não somos todos nós vítimas? E Cristo não teria vindo para nos resgatar desse ato de sermos vitimados e de nossa baixa perspectiva de nós mesmos e para restaurar nossa auto-estima e auto-confiança? Mescle a cruz com psicologia e o mundo abrirá um caminho para nossas igrejas, enchendo-as de membros!" Assim é o neo-evangelicalismo de nossos dias.

Ao confrontar tal perversão, A. W. Tozer escreveu: "Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento. É, sim, um ornamento novo e chamativo a ser pendurado no colo de um cristianismo seguro de si e carnal... a velha cruz matou todos os homens; a nova cruz os entretêm. A velha cruz condenou; a nova cruz diverte. A velha cruz destruiu a confiança na carne; a nova cruz promove a confiança na carne... A carne, sorridente e confiante, prega e canta a respeito da cruz; perante a cruz ela se curva e para a cruz ela aponta através de um melodrama cuidadosamente encenado – mas sobre a cruz ela não haverá de morrer, e teimosamente se recusa a carregar a reprovação da cruz."

A cruz é o lugar onde nós morremos em Cristo

Eis o "x" da questão. O evangelho foi concebido para fazer com o eu aquilo que a cruz fazia com aqueles que nela eram postos: matar completamente. Essa é a boa notícia na qual Paulo exultava: "Estou crucificado com Cristo". A cruz não é uma saída de incêndio pela qual escapamos do inferno para o céu, mas é um lugar onde nós morremos em Cristo. É só então que podemos experimentar "o poder da sua ressurreição" (Fp 3.10), pois apenas mortos podem ser ressuscitados. Que alegria isso traz para aqueles que há tempo anelam escapar do mal de seus próprios corações e vidas; e que fanatismo isso aparenta ser para aqueles que desejam se apegar ao eu e que, portanto, pregam o evangelho que Tozer chamou de "nova cruz".

Paulo declarou que, em Cristo, o crente está crucificado para o mundo e o mundo para ele (Gl 6.14). É linguagem bem forte! Este mundo odiou e crucificou o Senhor a quem nós amamos – e, através desse ato, crucificou a nós também. Nós assumimos uma posição com Cristo. Que o mundo faça conosco o que fez com Ele, se assim quiser, mas fato é que jamais nos associaremos ao mundo em suas concupiscências e ambições egoístas, em seus padrões perversos, em sua determinação orgulhosa de construir uma utopia sem Deus e em seu desprezo pela eternidade.

Crer em Cristo pressupõe admitir que a morte que Ele suportou em nosso lugar era exatamente o que merecíamos. Quando Cristo morreu, portanto, nós morremos nEle: "...julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou" (2 Co 5.14-15).

"Mas eu não estou morto", é a reação veemente. "O eu ainda está bem vivo." Paulo também reconheceu isso: "...não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.19). Então, o que é que "estou crucificado com Cristo" realmente significa na vida diária? Não significa que estamos automaticamente "mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus" (Rm 6.11). Ainda possuímos uma vontade e ainda temos escolhas a fazer.

O poder sobre o pecado

Então, qual é o poder que o cristão tem sobre o pecado que o budista ou o bom moralista não possui? Primeiramente, temos paz com Deus "pelo sangue da sua cruz" (Cl 1.20). A penalidade foi paga por completo; assim sendo, nós não tentamos mais viver uma vida reta por causa do medo de, de outra sorte, sermos condenados, mas sim por amor Àquele que nos salvou. "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19); e o amor leva quem ama a agradar o Amado, não importa o preço. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra" (Jo 14.23), disse o nosso Senhor. Quanto mais contemplamos a cruz e meditamos acerca do preço que nosso Senhor pagou por nossa redenção, mais haveremos de amá-lO; e quanto mais O amarmos, mais desejaremos agradá-lO.

Em segundo lugar, ao invés de "dar duro" para vencer o pecado, aceitamos pela fé que morremos em Cristo. Homens mortos não podem ser tentados. Nossa fé não está colocada em nossa capacidade de agirmos como pessoas crucificadas mas sim no fato de que Cristo foi crucificado de uma vez por todas, em pagamento completo por nossos pecados.

Em terceiro lugar, depois de declarar que estava "crucificado com Cristo", Paulo acrescentou: "logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.20). O justo "viverá por fé" (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38) em Cristo; mas o não-crente só pode colocar sua fé em si mesmo ou em algum programa de auto-ajuda, ou ainda num guru desses bem esquisitos.

A missa: negação da suficiência da obra de Cristo na cruz

Tristemente, a fé católica não está posta na redenção realizada por Cristo de uma vez para sempre na cruz, mas na missa, que, alegadamente, é o mesmo sacrifício como o que foi feito na cruz, e confere perdão e nova vida cada vez que é repetida. Reivindica-se que o sacerdote transforma a hóstia e o vinho no corpo literal e no sangue literal de Cristo, fazendo com que o sacrifício de Cristo esteja perpetuamente presente. Mas não há como trazer um evento passado ao presente. Além do mais, se o evento passado cumpriu seu propósito, não há motivo para querer perpetuá-lo no presente, mesmo que pudesse ser feito. Se um benfeitor, por exemplo, paga ao credor uma dívida que alguém tem, a dívida sumiu para sempre. Seria sem sentido falar-se em reapresentá-la ou reordená-la ou perpetuar seu pagamento no presente. Poder-se-ia lembrar com gratidão que o pagamento já foi feito, mas a reapresentação da dívida não teria valor ou sentido uma vez que já não existe dívida a ser paga.

Quando Cristo morreu, Ele exclamou em triunfo: "Está consumado" (Jo 19.30), usando uma expressão que, no grego, significa que a dívida havia sido quitada totalmente. Entretanto, o novo Catecismo da Igreja Católica diz: "Como sacrifício, a Eucaristia é oferecida como reparação pelos pecados dos vivos e dos mortos, e para obter benefícios espirituais e temporais de Deus" (parágrafo 1414, p. 356). Isso equivale a continuar a pagar prestações de uma dívida que já foi plenamente quitada. A missa é uma negação da suficiência do pagamento que Cristo fez pelo pecado sobre a cruz! O católico vive na incerteza de quantas missas ainda serão necessárias para fazê-lo chegar ao céu.

Segurança para o presente e para toda a eternidade

Muitos protestantes vivem em incerteza semelhante, com medo de que tudo será perdido se eles falharem em viver uma vida suficientemente boa, ou se perderem sua fé, ou se voltarem as costas a Cristo. Existe uma finalidade abençoada da cruz que nos livra dessa insegurança. Cristo jamais precisará ser novamente crucificado; nem os que "foram crucificados com Cristo" ser "descrucificados" e aí "recrucificados"! Paulo declarou: "porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus" (Cl 3.3). Que segurança para o presente e para toda a eternidade! (Dave Hunt – TBC 10/95 – traduzido por Eros Pasquini, Jr.)

sábado, 13 de novembro de 2010

REDENÇÃO BÍBLICA III

        
Podemos, realmente, dizer como Paulo: "... porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia" (2 Timóteo 1:12).
Todos nós que amamos profundamente o Senhor Jesus Cristo, com Ele conversamos freqüentemente. Ele é o nosso Senhor, o nosso amigo mais querido e o nosso Salvador. Temos sua Palavra autenticada, sempre e sempre, em provas arqueológicas, históricas, internas, externa e proféticas, e em Seu testemunho à nossa consciência. Vezes sem conta temos experimentado o cumprimento de Suas promessas em nossas vidas diárias. Nada poderia, em tempo algum, abalar a nossa confiança Nele.
Contudo, alguns cristãos têm sido acometidos de dúvidas, precisando do encorajamento de outros cristãos, através da Palavra de Deus. Também existem os não cristãos que, com sinceridade, buscam respostas às suas questões verdadeiras. Como disse o apóstolo Pedro, na 1 Pedro 3:15: "Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós".
Motivo de preocupação para muitos é o problema do mal. A ostensiva violência e a crueldade que vemos no dia a dia do noticiário, nos causam indescritível agonia de mente, corpo e alma, a qual pode ferir até mesmo o coração mais insensível. Quão insuportáveis tragédias tem produzido, cada dia, o fato de Adão ter comido o fruto proibido. Se Deus é bom, por que há tanto mal e sofrimento?
Esse constante enigma divide até mesmo os evangélicos. Alguns dizem que não devemos questionar – mas o que dizer àqueles que nos pedem respostas? Outros dizem que Deus poderia liquidar todo o mal e sofrimento, mas Ele não se agrada em fazê-lo. É pela manifestação de Sua graça que Ele salva qualquer pessoa.
Contudo, Sua Palavra diz que "O SENHOR é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras". Não deveríamos, portanto, buscar respostas em Sua Palavra?
Nela Deus nos convida a argüí-Lo: "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã". Então, vamos argüí-Lo sobre essas questões. É absurdo que o pecado e o sofrimento aconteçam pela vontade de Deus, pois "Deus é amor" (1 João 4:8). Ele nos manda ajudar a resolver as necessidades dos outros e a amar até mesmo os nossos inimigos – e contudo não resolve as necessidades e sofrimentos da humanidade? Impossível!
Deus chama idolatria o pecado de Israel (Jeremias 44:4). Como poderia, então, uma coisa que Deus abomina ser a Sua vontade e muito menos ser por Ele causada?
A indescritível maldade da raça humana, nos dias de Noé, "pesou-lhe em seu coração". O mal não acontece pela Sua vontade e nem poderia pesar-Lhe. O mal acontece pela vontade dos que o praticam. Então, por que Deus o permite? Só pode ser pelo fato de ter Ele dado soberanamente ao homem o direito de escolher entre amar e odiar, fazer o bem ou o mal, obedecer as suas leis ou desobedecê-las. Sem essa capacidade de escolha não poderíamos obedecer o Seu Primeiro Mandamento: "Porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do
SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra" (Deuteronômio 6:15). "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento" (Mateus 22:37). E nem poderíamos nos amar uns aos outros.
Coração- Esta palavra expressa uma compreensão comum: "Prometo de todo o coração". Acabar com o pecado seria exigir uma mudança no coração do homem. Como poderia Deus mudar o coração do homem sem destruir o seu livre arbítrio?
A porta para o mal, aberta pela infidelidade e rebelião de Adão, só pode ser reaberta pela fé (Romanos 10:9). Para extinguir o mal Deus quis varrer todos os homens da face da terra. "Noé, porém achou graça aos olhos do Senhor" (Gênesis 6:8). – de outro modo, nenhum de nós estaria aqui.
Graça? Poderia Deus ter desviado os olhos para não ver o pecado de Noé? "E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha. E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda". (Gênesis 9:20-21). Não, pois isso iria transformar a graça em lascívia.
"... homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo". A graça de Deus não anula a sua própria justiça.
Se o livre arbítrio abriu a porta ao pecado, poderia essa porta jamais ser fechada, enquanto permanecesse a capacidade de escolher? Uma rebelião liderada por Lúcifer, eras atrás, teria acontecido na presença de Deus. E por que não aconteceria outra vez?
Como poderia estar permanentemente segura a nossa salvação? Será que o nosso destino final depende finalmente de nossa contínua fidelidade? Se tal acontecesse não poderíamos nos gloriar de estarmos no céu ou pelo menos lá permanecer por causa de nossos próprios esforços? Na realidade somente Cristo é Quem nos mantém garantidos (João 10:27-30).
Alguns cristãos ensinam que a salvação e a segurança não podem ser pela fé, pois assim poderíamos nos gloriar do fato de termos crido. Mas a salvação não é pelas obras (Efésios 2:8-9) "Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça". (Romanos 4:5). Nem temos qualquer alternativa (1 João 5:10). Romanos 14:10 diz que "...e tudo o que não é de fé é pecado". Em Colossenses 3:4 lemos que "Cristo é a nossa vida".
No VT temos os exemplos, as figuras e as promessas da Redenção que seria realizada no NT. A Bíblia poderia ser comprovada como sendo a Palavra de Deus, simplesmente na base da consistência em todas as suas páginas, do plano divino da Redenção. Este foi apresentado por um período de 1.600 anos, por 40 autores inspirados, a maior parte deles vivendo em tempos e culturas diferentes, sem jamais se terem encontrado, a fim de comparar o que um e outro disseram. Paulo pregou que fora "chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus. O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne" (Romanos 1:1-3).
Por que existem um VT e um NT? Porque Israel, a quem o VT (Aliança) foi entregue, o quebrou, antes mesmo de Moisés ter descido do Monte Sinai, onde Deus lhe havia entregue os Seus Dez Mandamentos. Por isso Moisés se enfureceu e quebrou as tabuas de pedra (Êxodo 32:1-19). Ninguém teria capacidade de guardar a Primeira Aliança, a qual exigia obediência completa. Todos nós a temos quebrado. Por isso tornou-se necessária uma Nova Aliança.
Por se terem rebelado contra Deus, Adão e Eva foram expulsos do Jardim, trazendo a morte a todos os seus descendentes (Romanos 5:12). Perderam a glória que os revestia desde que foram criados (Romanos 3:23), ficando "nus" – não exatamente no sentido físico, mas espiritualmente. Deus derramou o primeiro sangue, a fim de prover Adão e Eva de vestes físicas, com as túnicas de peles que os vestiu (Gênesis 3:21). Esse primeiro animal sacrificado deu início ao sistema de sacrifícios, como um temporário revestimento para os crentes. Deus deixou claro que "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hebreus 9:22). Obedientemente, Abel "trouxe dos primogênitos das suas ovelhas" e sacrificou, enquanto o seu irmão Caim "trouxe do fruto da terra" para ofertar a Deus dos seus próprios esforços. Deus aceitou a oferta de Abel, rejeitando a de Caim. Enraivecido de ciúmes, Caim matou o seu irmão. Foi o primeiro assassinato, o qual deu início a um disputa religiosa que ainda hoje continua. A partir daí, os "Abéis" que se aproximam de Deus em Seus termos têm sido perseguidos e mortos pelos "Cains" que praticam uma religião de obras e rituais.
Deveria ficar claro a todos que, segundo Hebreus 10:4, "é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados". O simples fato de que esses sacrifícios tinham de ser repetidos provava a sua ineficácia. Eles eram apenas sombra Daquele que, segundo João Batista, é "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Deus iria tornar-se homem através do nascimento virginal, a fim de pagar, em nosso lugar, a penalidade do pecado exigida pela Sua justiça infinita. Somente Ele poderia pagar esse débito.
Tragicamente, multidões têm aderido a esse quadro, pervertendo-o e rejeitando o seu perfeito cumprimento em Cristo. Milhões de adoradores pagãos da natureza, não somente nas sociedade primitivas, mas residindo nas cidades modernas, continuam a oferecer hoje em dia plantas e animais em cerimônias secretas, alguns oferecendo até mesmo sacrifícios humanos, a fim e apaziguar a natureza ou os seus deuses. Grupos pagãos dentro das Forças Armadas Americanas têm os seus próprios capelães. Todas as religiões do mundo (inclusive as falsas religiões que se autodenominam cristãs) têm se aliado contra o Cristianismo bíblico.
Anos atrás, no centro de visitantes do Templo Mórmon, em Salt Lake City, o guia nos conduziu até uma placa de bronze, representando um altar antigo com um homem e uma mulher vestidos de peles de animais, ajoelhados em cada lado. O altar mostrava uma oferta de frutas, verduras e trigo, enquanto na base do mesmo estava um cordeiro bem vivo. "Estes são Adão e Eva", falou o guia, "apresentando uma oferta a Deus". Perguntei: "Por que eles rejeitaram a oferta de Abel e estão apresentando a de Caim?". O guia titubeou confuso e prometeu conferir o assunto com os líderes da Igreja. Logo em seguida, a placa de bronze foi dali retirada. A "comunhão" dos mórmons é feita com pão e água, em vez do vinho que representa o sangue de Cristo derramado pelos nossos pecados.
A Redenção iria chegar através de um "povo escolhido" (Daniel 11:15), o povo judeu, o qual, flagrantemente, desobedeceu a Deus e por isso foi desprezado pela humanidade e por ter rejeitado o Salvador que Deus lhe havia enviado. Por conseguinte, esse povo, que mostra a graça, a misericórdia, o amor e o perdão de Deus – também mostra a Sua justiça - como nenhum outro poderia faze-lo. Nesse povo seria demonstrado que a salvação é pela graça, não por obras meritórias, mas para todo aquele que crê.
Ao rejeitar e crucificar Jesus, tanto os judeus como os gentios ajudaram a cumprir o plano de Deus. "Homens irmãos, filhos da geração de Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, a vós vos é enviada a palavra desta salvação. Por não terem conhecido a este, os que habitavam em Jerusalém, e os seus príncipes, condenaram-no, cumprindo assim as vozes dos profetas que se lêem todos os sábados e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. E, havendo eles cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, o puseram na sepultura." (Atos 13:26-29)
Neste sermão Paulo ligou o evangelho do NT às figuras e profecias do VT. Esse foi sempre o modelo que Paulo seguiu em toda parte, o qual deveria ser ainda hoje o nosso modelo. Nossa fé em Cristo está solidamente embasada em toda a Bíblia, "segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:1-4). A torre de Babel (Gênesis 11:1-9) foi a primeira rejeição à oferta divina de salvação, na tentativa de atingir o céu através de degraus construídos pelo homem. Toda seita, religião humana e falso culto cristão têm tido em comum a tentativa humana de apaziguar a ira de Deus através de obras e rituais, desde as poções e velas do paganismo, até à transubstanciação do Catolicismo Romano. Milhões de fiéis católicos romanos usam o escapulário marrom de "Nossa Senhora do Carmo", crendo na promessa ali impressa de que "qualquer um que morrer usando esse (escapulário) não sofrerá o fogo eterno... e será salvo". O papa JP2 o tem usado desde a infância. Os mórmons o usam sob as vestes, com figuras maçônicas, a fim de ajudar a sua salvação. Tanto para os católicos como para os mórmons o sacrifício de Cristo é insuficiente.
Existe uma letal mistura de verdade e erro em todas as professas denominações cristãs. Os católicos, calvinistas e luteranos confiam em Cristo e em Seu sacrifício na cruz e também no batismo infantil, a fim de chegar ao novo nascimento e à purificação dos pecados. Eles também desconsideram a proibição de beber sangue de qualquer modo (Levítico 7:27; 17:10 e Atos 15:20).
Os católicos crêem que os seus padres mudam o pão e o vinho da comunhão, literalmente, no corpo e sangue de Cristo, de modo que a Eucaristia é a contínua oferta de Cristo – apesar do que é declarado em Hebreus 9:25 e 10:18: "Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio" ... " Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado".
Mesmo rejeitando a transubstanciação, os luteranos afirmam que Cristo está fisicamente presente, sendo comestível nesses elementos. Crêem também que neles "o perdão sacramental do pecado, a vida e a salvação são entregues" (Martinho Lutero, "Pequeno Catecismo", Concórdia Publishing House, 1971).
Os calvinistas negam a presença real, porém afirmam que através desses elementos eles participam do corpo e sangue físicos de Cristo, os quais "sustêm a sua vida espiritual... sendo o corpo de Cristo o único a revigorar e manter viva a alma... sendo o mesmo é espiritualmente concedido pelo sangue de Cristo." (João Calvino, "Institutas da Religião Cristã", obra traduzida para o Inglês por Henry Beveridge, Wm. B. Eerdmans Publishing Co, 1998, IV Vol. Cap. 27, 1-10).
Está sendo incrementado na igreja o ensino de que a salvação é concedida somente a um grupo seleto pelo qual Cristo morreu. Contudo, os exemplos, figuras e promessas do VT oferecem salvação a todos os que crêem. Essa foi uma verdade inquestionável na Páscoa, no Dia da Reparação e nos sacrifícios levíticos. Nenhum destes foi limitado a um grupo "eleito". Esse grupo jamais existiu. "ORA, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, e todos comeram de uma mesma comida espiritual, e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo". (1 Coríntios 10:1-4 – grifo nosso).
Quando Isaías falou que "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos", isso poderia significar apenas a vinda do Messias, o qual pagaria a penalidade do pecados de todos nós. A todo o Israel foi oferecido o livramento do veneno da serpente através da contemplação da serpente de bronze levantada "sobre uma haste" (Números 21:8). Cristo fez uma conexão direta entre aquela serpente e o Seu sacrifício pelos pecados do mundo em João 3:14-15: "E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".
Os sacrifícios foram oferecidos por todo o Israel, mas nem todos seriam salvos. A salvação foi oferecida a todos, dependendo apenas de aceita-la ou rejeitá-la, conforme Hebreus 4:2: "Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram".
Tragicamente, a salvação foi oferecida e se tornou disponível (como é hoje através do evangelho) a muitos que estão agora no inferno, por causa da sua incredulidade.
Deus disse: "Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim". (Isaías 1:2).

"E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que não me buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam. (Romanos 10:20).
Estevão acusou os rabinos e todo o Israel com estas palavras; "Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais (Atos 7:51).
Os anjos proclamaram as boas novas: "E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo" (Lucas 2:10).
Temos boas novas a anunciar a todo o povo (Mateus 16:15). "E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:"
Todos os que recebem Cristo pela fé nascem de novo pelo Espírito de Deus: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu". (João 1:12-13), tornando-se filhos de Deus, segundo Gálatas 3:16: "Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo".
Nossa esperança repousa sobre o ÚNICO que pode "... apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória". De fato, "fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1 Tessalonicenses 5:24).
"The Berean Call Letter", Outubro, 2002
"Biblical Redemption/Atonement III", Dave Hunt
por:Ev.Jorge Gonçalves