sábado, 13 de novembro de 2010

REDENÇÃO BÍBLICA III

        
Podemos, realmente, dizer como Paulo: "... porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia" (2 Timóteo 1:12).
Todos nós que amamos profundamente o Senhor Jesus Cristo, com Ele conversamos freqüentemente. Ele é o nosso Senhor, o nosso amigo mais querido e o nosso Salvador. Temos sua Palavra autenticada, sempre e sempre, em provas arqueológicas, históricas, internas, externa e proféticas, e em Seu testemunho à nossa consciência. Vezes sem conta temos experimentado o cumprimento de Suas promessas em nossas vidas diárias. Nada poderia, em tempo algum, abalar a nossa confiança Nele.
Contudo, alguns cristãos têm sido acometidos de dúvidas, precisando do encorajamento de outros cristãos, através da Palavra de Deus. Também existem os não cristãos que, com sinceridade, buscam respostas às suas questões verdadeiras. Como disse o apóstolo Pedro, na 1 Pedro 3:15: "Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós".
Motivo de preocupação para muitos é o problema do mal. A ostensiva violência e a crueldade que vemos no dia a dia do noticiário, nos causam indescritível agonia de mente, corpo e alma, a qual pode ferir até mesmo o coração mais insensível. Quão insuportáveis tragédias tem produzido, cada dia, o fato de Adão ter comido o fruto proibido. Se Deus é bom, por que há tanto mal e sofrimento?
Esse constante enigma divide até mesmo os evangélicos. Alguns dizem que não devemos questionar – mas o que dizer àqueles que nos pedem respostas? Outros dizem que Deus poderia liquidar todo o mal e sofrimento, mas Ele não se agrada em fazê-lo. É pela manifestação de Sua graça que Ele salva qualquer pessoa.
Contudo, Sua Palavra diz que "O SENHOR é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras". Não deveríamos, portanto, buscar respostas em Sua Palavra?
Nela Deus nos convida a argüí-Lo: "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã". Então, vamos argüí-Lo sobre essas questões. É absurdo que o pecado e o sofrimento aconteçam pela vontade de Deus, pois "Deus é amor" (1 João 4:8). Ele nos manda ajudar a resolver as necessidades dos outros e a amar até mesmo os nossos inimigos – e contudo não resolve as necessidades e sofrimentos da humanidade? Impossível!
Deus chama idolatria o pecado de Israel (Jeremias 44:4). Como poderia, então, uma coisa que Deus abomina ser a Sua vontade e muito menos ser por Ele causada?
A indescritível maldade da raça humana, nos dias de Noé, "pesou-lhe em seu coração". O mal não acontece pela Sua vontade e nem poderia pesar-Lhe. O mal acontece pela vontade dos que o praticam. Então, por que Deus o permite? Só pode ser pelo fato de ter Ele dado soberanamente ao homem o direito de escolher entre amar e odiar, fazer o bem ou o mal, obedecer as suas leis ou desobedecê-las. Sem essa capacidade de escolha não poderíamos obedecer o Seu Primeiro Mandamento: "Porque o SENHOR teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti, para que a ira do
SENHOR teu Deus se não acenda contra ti e te destrua de sobre a face da terra" (Deuteronômio 6:15). "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento" (Mateus 22:37). E nem poderíamos nos amar uns aos outros.
Coração- Esta palavra expressa uma compreensão comum: "Prometo de todo o coração". Acabar com o pecado seria exigir uma mudança no coração do homem. Como poderia Deus mudar o coração do homem sem destruir o seu livre arbítrio?
A porta para o mal, aberta pela infidelidade e rebelião de Adão, só pode ser reaberta pela fé (Romanos 10:9). Para extinguir o mal Deus quis varrer todos os homens da face da terra. "Noé, porém achou graça aos olhos do Senhor" (Gênesis 6:8). – de outro modo, nenhum de nós estaria aqui.
Graça? Poderia Deus ter desviado os olhos para não ver o pecado de Noé? "E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha. E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda". (Gênesis 9:20-21). Não, pois isso iria transformar a graça em lascívia.
"... homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo". A graça de Deus não anula a sua própria justiça.
Se o livre arbítrio abriu a porta ao pecado, poderia essa porta jamais ser fechada, enquanto permanecesse a capacidade de escolher? Uma rebelião liderada por Lúcifer, eras atrás, teria acontecido na presença de Deus. E por que não aconteceria outra vez?
Como poderia estar permanentemente segura a nossa salvação? Será que o nosso destino final depende finalmente de nossa contínua fidelidade? Se tal acontecesse não poderíamos nos gloriar de estarmos no céu ou pelo menos lá permanecer por causa de nossos próprios esforços? Na realidade somente Cristo é Quem nos mantém garantidos (João 10:27-30).
Alguns cristãos ensinam que a salvação e a segurança não podem ser pela fé, pois assim poderíamos nos gloriar do fato de termos crido. Mas a salvação não é pelas obras (Efésios 2:8-9) "Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça". (Romanos 4:5). Nem temos qualquer alternativa (1 João 5:10). Romanos 14:10 diz que "...e tudo o que não é de fé é pecado". Em Colossenses 3:4 lemos que "Cristo é a nossa vida".
No VT temos os exemplos, as figuras e as promessas da Redenção que seria realizada no NT. A Bíblia poderia ser comprovada como sendo a Palavra de Deus, simplesmente na base da consistência em todas as suas páginas, do plano divino da Redenção. Este foi apresentado por um período de 1.600 anos, por 40 autores inspirados, a maior parte deles vivendo em tempos e culturas diferentes, sem jamais se terem encontrado, a fim de comparar o que um e outro disseram. Paulo pregou que fora "chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus. O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne" (Romanos 1:1-3).
Por que existem um VT e um NT? Porque Israel, a quem o VT (Aliança) foi entregue, o quebrou, antes mesmo de Moisés ter descido do Monte Sinai, onde Deus lhe havia entregue os Seus Dez Mandamentos. Por isso Moisés se enfureceu e quebrou as tabuas de pedra (Êxodo 32:1-19). Ninguém teria capacidade de guardar a Primeira Aliança, a qual exigia obediência completa. Todos nós a temos quebrado. Por isso tornou-se necessária uma Nova Aliança.
Por se terem rebelado contra Deus, Adão e Eva foram expulsos do Jardim, trazendo a morte a todos os seus descendentes (Romanos 5:12). Perderam a glória que os revestia desde que foram criados (Romanos 3:23), ficando "nus" – não exatamente no sentido físico, mas espiritualmente. Deus derramou o primeiro sangue, a fim de prover Adão e Eva de vestes físicas, com as túnicas de peles que os vestiu (Gênesis 3:21). Esse primeiro animal sacrificado deu início ao sistema de sacrifícios, como um temporário revestimento para os crentes. Deus deixou claro que "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hebreus 9:22). Obedientemente, Abel "trouxe dos primogênitos das suas ovelhas" e sacrificou, enquanto o seu irmão Caim "trouxe do fruto da terra" para ofertar a Deus dos seus próprios esforços. Deus aceitou a oferta de Abel, rejeitando a de Caim. Enraivecido de ciúmes, Caim matou o seu irmão. Foi o primeiro assassinato, o qual deu início a um disputa religiosa que ainda hoje continua. A partir daí, os "Abéis" que se aproximam de Deus em Seus termos têm sido perseguidos e mortos pelos "Cains" que praticam uma religião de obras e rituais.
Deveria ficar claro a todos que, segundo Hebreus 10:4, "é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados". O simples fato de que esses sacrifícios tinham de ser repetidos provava a sua ineficácia. Eles eram apenas sombra Daquele que, segundo João Batista, é "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Deus iria tornar-se homem através do nascimento virginal, a fim de pagar, em nosso lugar, a penalidade do pecado exigida pela Sua justiça infinita. Somente Ele poderia pagar esse débito.
Tragicamente, multidões têm aderido a esse quadro, pervertendo-o e rejeitando o seu perfeito cumprimento em Cristo. Milhões de adoradores pagãos da natureza, não somente nas sociedade primitivas, mas residindo nas cidades modernas, continuam a oferecer hoje em dia plantas e animais em cerimônias secretas, alguns oferecendo até mesmo sacrifícios humanos, a fim e apaziguar a natureza ou os seus deuses. Grupos pagãos dentro das Forças Armadas Americanas têm os seus próprios capelães. Todas as religiões do mundo (inclusive as falsas religiões que se autodenominam cristãs) têm se aliado contra o Cristianismo bíblico.
Anos atrás, no centro de visitantes do Templo Mórmon, em Salt Lake City, o guia nos conduziu até uma placa de bronze, representando um altar antigo com um homem e uma mulher vestidos de peles de animais, ajoelhados em cada lado. O altar mostrava uma oferta de frutas, verduras e trigo, enquanto na base do mesmo estava um cordeiro bem vivo. "Estes são Adão e Eva", falou o guia, "apresentando uma oferta a Deus". Perguntei: "Por que eles rejeitaram a oferta de Abel e estão apresentando a de Caim?". O guia titubeou confuso e prometeu conferir o assunto com os líderes da Igreja. Logo em seguida, a placa de bronze foi dali retirada. A "comunhão" dos mórmons é feita com pão e água, em vez do vinho que representa o sangue de Cristo derramado pelos nossos pecados.
A Redenção iria chegar através de um "povo escolhido" (Daniel 11:15), o povo judeu, o qual, flagrantemente, desobedeceu a Deus e por isso foi desprezado pela humanidade e por ter rejeitado o Salvador que Deus lhe havia enviado. Por conseguinte, esse povo, que mostra a graça, a misericórdia, o amor e o perdão de Deus – também mostra a Sua justiça - como nenhum outro poderia faze-lo. Nesse povo seria demonstrado que a salvação é pela graça, não por obras meritórias, mas para todo aquele que crê.
Ao rejeitar e crucificar Jesus, tanto os judeus como os gentios ajudaram a cumprir o plano de Deus. "Homens irmãos, filhos da geração de Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, a vós vos é enviada a palavra desta salvação. Por não terem conhecido a este, os que habitavam em Jerusalém, e os seus príncipes, condenaram-no, cumprindo assim as vozes dos profetas que se lêem todos os sábados e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. E, havendo eles cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, o puseram na sepultura." (Atos 13:26-29)
Neste sermão Paulo ligou o evangelho do NT às figuras e profecias do VT. Esse foi sempre o modelo que Paulo seguiu em toda parte, o qual deveria ser ainda hoje o nosso modelo. Nossa fé em Cristo está solidamente embasada em toda a Bíblia, "segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:1-4). A torre de Babel (Gênesis 11:1-9) foi a primeira rejeição à oferta divina de salvação, na tentativa de atingir o céu através de degraus construídos pelo homem. Toda seita, religião humana e falso culto cristão têm tido em comum a tentativa humana de apaziguar a ira de Deus através de obras e rituais, desde as poções e velas do paganismo, até à transubstanciação do Catolicismo Romano. Milhões de fiéis católicos romanos usam o escapulário marrom de "Nossa Senhora do Carmo", crendo na promessa ali impressa de que "qualquer um que morrer usando esse (escapulário) não sofrerá o fogo eterno... e será salvo". O papa JP2 o tem usado desde a infância. Os mórmons o usam sob as vestes, com figuras maçônicas, a fim de ajudar a sua salvação. Tanto para os católicos como para os mórmons o sacrifício de Cristo é insuficiente.
Existe uma letal mistura de verdade e erro em todas as professas denominações cristãs. Os católicos, calvinistas e luteranos confiam em Cristo e em Seu sacrifício na cruz e também no batismo infantil, a fim de chegar ao novo nascimento e à purificação dos pecados. Eles também desconsideram a proibição de beber sangue de qualquer modo (Levítico 7:27; 17:10 e Atos 15:20).
Os católicos crêem que os seus padres mudam o pão e o vinho da comunhão, literalmente, no corpo e sangue de Cristo, de modo que a Eucaristia é a contínua oferta de Cristo – apesar do que é declarado em Hebreus 9:25 e 10:18: "Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio" ... " Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado".
Mesmo rejeitando a transubstanciação, os luteranos afirmam que Cristo está fisicamente presente, sendo comestível nesses elementos. Crêem também que neles "o perdão sacramental do pecado, a vida e a salvação são entregues" (Martinho Lutero, "Pequeno Catecismo", Concórdia Publishing House, 1971).
Os calvinistas negam a presença real, porém afirmam que através desses elementos eles participam do corpo e sangue físicos de Cristo, os quais "sustêm a sua vida espiritual... sendo o corpo de Cristo o único a revigorar e manter viva a alma... sendo o mesmo é espiritualmente concedido pelo sangue de Cristo." (João Calvino, "Institutas da Religião Cristã", obra traduzida para o Inglês por Henry Beveridge, Wm. B. Eerdmans Publishing Co, 1998, IV Vol. Cap. 27, 1-10).
Está sendo incrementado na igreja o ensino de que a salvação é concedida somente a um grupo seleto pelo qual Cristo morreu. Contudo, os exemplos, figuras e promessas do VT oferecem salvação a todos os que crêem. Essa foi uma verdade inquestionável na Páscoa, no Dia da Reparação e nos sacrifícios levíticos. Nenhum destes foi limitado a um grupo "eleito". Esse grupo jamais existiu. "ORA, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, e todos comeram de uma mesma comida espiritual, e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo". (1 Coríntios 10:1-4 – grifo nosso).
Quando Isaías falou que "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos", isso poderia significar apenas a vinda do Messias, o qual pagaria a penalidade do pecados de todos nós. A todo o Israel foi oferecido o livramento do veneno da serpente através da contemplação da serpente de bronze levantada "sobre uma haste" (Números 21:8). Cristo fez uma conexão direta entre aquela serpente e o Seu sacrifício pelos pecados do mundo em João 3:14-15: "E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".
Os sacrifícios foram oferecidos por todo o Israel, mas nem todos seriam salvos. A salvação foi oferecida a todos, dependendo apenas de aceita-la ou rejeitá-la, conforme Hebreus 4:2: "Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram".
Tragicamente, a salvação foi oferecida e se tornou disponível (como é hoje através do evangelho) a muitos que estão agora no inferno, por causa da sua incredulidade.
Deus disse: "Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim". (Isaías 1:2).

"E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que não me buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam. (Romanos 10:20).
Estevão acusou os rabinos e todo o Israel com estas palavras; "Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais (Atos 7:51).
Os anjos proclamaram as boas novas: "E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo" (Lucas 2:10).
Temos boas novas a anunciar a todo o povo (Mateus 16:15). "E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:"
Todos os que recebem Cristo pela fé nascem de novo pelo Espírito de Deus: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu". (João 1:12-13), tornando-se filhos de Deus, segundo Gálatas 3:16: "Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo".
Nossa esperança repousa sobre o ÚNICO que pode "... apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória". De fato, "fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1 Tessalonicenses 5:24).
"The Berean Call Letter", Outubro, 2002
"Biblical Redemption/Atonement III", Dave Hunt
por:Ev.Jorge Gonçalves

 
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