terça-feira, 2 de março de 2010

A REDENÇÃO BÍBLICA I


    


 
(Criação ou Evolução?)
A primeira lei da termodinâmica declara que a energia, substância  da qual é feito o universo, não pode ser criada nem destruída. Por essa lei pode-se chegar a duas conclusões:
1. - Toda a energia do universo permanece constante. 
2. - a energia deve ser auto-existente e eterna - exatamente o que a Bíblia diz, referindo-se a Deus. Quem sabe a ciência está promovendo a energia para ela  se tornar "Deus".
A segunda lei da termodinâmica declara que, conquanto toda a energia permaneça constante, a energia disponível e a ordem diminuem continuamente, à medida em que cresce a entropia.  O senso comum nos diz que todo fogo eventualmente se extingue. Nem o sol nem as demais estrelas poderiam queimar eternamente. Deve ter havido um tempo em que nem as estrelas nem a  energia da qual elas são constituídas existiram.  Está claro que o universo teve um princípio, conforme diz a Bíblia: "No princípio..." (Gênesis 1:1).
O conflito entre as duas leis da termodinâmica conduz a uma sério problema diante da ciência.  A energia não poderia ter existido aqui, eternamente, conforme declara a primeira lei, ou então, conforme a segunda lei,  anos atrás ela teria alcançado o estado de máxima entropia, o que não aconteceu. Essa contradição pode ser resolvida somente de uma maneira: visto como a energia não poderia ter sido criada por processo algum conhecido pela ciência, ela só poderia ter sido criada por Deus.
A matéria, a vida e a inteligência jamais poderiam ter brotado do nada. Nesse caso, tudo que agora existe foi criado pela energia auto-existente, ou então por uma Pessoa auto-existente e eterna. A primeira hipótese fica eliminada pela segunda lei da termodinâmica, visto como toda energia e tudo o que ela produz se deteriora. Além disso, se a energia é física, existe uma evidente  dimensão não física para a existência humana.  De modo nenhum poderia a energia, sendo ela impessoal, criar seres pessoais como o homem.
Chegamos à conclusão de que ALGUÉM sempre existiu, uma Pessoa infinita, sem princípio e sem fim, capaz de criar do nada  um universo inteiro e todas as criaturas do mesmo, inclusive o homem. Nossas mentes finitas não conseguem entender que Deus sempre existiu. Contudo, sabemos que Ele deve ter existido eternamente, caso contrário nada existiria. Ele deve ser além do tempo, por uma série de razões, inclusive a liberdade humana de escolha (o livre arbítrio), apesar do Seu conhecimento antecipado de tudo, conforme temos demonstrado no passado.
A ciência afirma que o universo começou com um "Big Bang". Mas qual foi a fonte da energia? Ela não poderia ter existido para sempre ou, conforme a segunda lei da termodinâmica, poderia ter atingido o máximo da entropia, antes de "explodir".  Obviamente, a energia da qual é feito o universo veio à existência há um número de anos atrás, ao mesmo tempo em que veio o universo. Ele jamais poderia ter surgido do nada por nenhum processo natural e, desse modo, a sua origem tem de ser sobrenatural. A Bíblia diz claramente: "E disse Deus: Haja..."(Gênesis 1:3,6,9,11,14,20,24,26). Hebreus 11:3-a declara: "...os mundos pela palavra de Deus foram criados". A ciência levou milhares de anos para alcançar a Bíblia [Como disse o escritor Werner Keller: "E a Bíblia tinha razão!"]
Teria Deus criado o universo numa súbita explosão de energia? Não sabemos.  Sabemos, contudo, que um "Big Bang" jamais poderia  produzir os dados básicos, digitalmente organizados, impressos numa única célula (do tamanho do ponto final nesta sentença), com a qual se inicia toda vida humana. Este imenso armazém de informações auto-copiadoras (com enzimas que checam os erros de cópia e os corrigem) dirige a construção, operação e diferenciação de dezenas de trilhões de células, tão diversas entre si, como as do coração e do cabelo - um fato inacreditável que nem mesmo a ciência poderia destrinçar.
As instruções escritas são codificadas de modo que somente a própria proteína (da qual existem dezenas de milhares de tipos) possa decifrá-las.
Darwin nada entendia de DNA, da estrutura e operação da célula, cujo conhecimento hoje tem relegado a sua Teoria da Evolução ao lixo dos absurdos, a partir de onde ela começou.  Se a mais simples das células fosse desmembrada em componentes químicos, a possibilidade de que ela viesse a ser reorganizada seria de uma em cem bilhões de zeros, sem falar em que o corpo humano possui trilhões de células.
Como uma retina, que soluciona, em questão de segundos, complicadas equações, as quais ocupariam um supercomputador  pelo espaço de cem anos, os cem milhões de células do olho, sensíveis à luz, enviam informações através de um milhão de fibras do nervo ótico para o cérebro. Não podemos fabricar instrumentos óticos que possam nem de leve aproximar-se do olho humano. Um peixe estrela recém descoberto possui mais de 1.000 olhos, cada um deles com uma lente pelo menos dez vezes melhor do que qualquer instrumento que a ciência possa ter criado - todos eles envolvidos independente e, ao mesmo tempo,  simultaneamente, por um acaso? Ora!!! O cérebro humano com os seus cem bilhões  de células nervosas, ligado por 240 milhas de fibras nervosas e cem trilhões de conexões, pode armazenar uma capacidade mil vezes maior do que um supercomputador Cray-2, operando a mil trilhões de computações por segundo, é ainda mais inacreditável do que o olho, cujos impulsos ele traduz em imagens tridimensionais, levando numerosas partes do corpo a reagir instantaneamente. E tudo isso produzido por um "Big Bang", mais o acaso e uma infinidade de tempo e sobrevivência dos mais aptos? Ora, até que eles funcionassem, os olhos e o cérebro não poderiam ajudar na sobrevivência e, desse modo,  a evolução pela qual ele supostamente teria passado, a fim de criar este inacreditável sistema de ótica e inteligência, produziu milhões de estágios intermediários, na exata sucessão, por mero acaso, sem qualquer "sobrevivência do mais apto".
Contudo, apesar de toda a evidência ao contrário, a Teoria da Evolução  continua a ser promovida como um fato científico  pela mídia e ensinada como um fato consumado em nossas escolas.
Em vez de um espontâneo "Big Bang" da energia previamente não existente, a qual previamente teria criado a si mesma, a Bíblia nos apresenta o Criador, um Deus pessoal, que sempre existiu e foi capaz de criar o universo a partir do nada, através de Sua palavra. A ciência e a razão buscam exatamente esse  Deus que a Bíblia nos apresenta.
Em contraste com os míseros deuses  apresentados pelas religiões do mundo, os quais mantêm os seus seguidores nas trevas, na superstição e no medo, a Bíblia descreve Deus exatamente  como Ele deve ser: auto-existente  - EU SOU O QUE SOU (Êxodo 3:14); O Deus eterno (Deuteronômio 33:27); De eternidade a eternidade, tu és Deus (Salmos 90:2). Ele é um Ser pessoal com vontade própria: Pela vontade de Deus (Efésios 1:1;Colosenses 1:1, etc.). Ele é um Deus que  pensa: Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos (Isaías 55:8). Ele tem emoções e se ira  com a maldade de cada um de nós (Salmos 7:11). Nós o amamos ... porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19); Ele se indignou contra a geração, cujo coração fora endurecido (Hebreus 3:10).A expressão "Diz o Senhor" é encontrada 144 vezes na Bíblia. A expressão "A palavra do Senhor" é encontrada 258 vezes.
A não ser pelas exclusivas qualidades de Deus (auto-existência, onipotência, onisciência, onipresença, perfeição e impecabilidade, etc.)  o homem reflete, embora de modo imperfeito, as características divinas supracitadas. A Bíblia diz que "Criou Deus o homem à sua imagem"  (Gênesis 1:27). Contudo não fisicamente, porque "Deus é Espírito" (João 4:24). Então, o homem deve ser um espírito vivente habitando um corpo físico. Não existe qualquer outra explicação para as habilidades intelectuais do homem (no sentido de formar idéias conceituais e expressá-las através de palavras, etc.). Além disso, a inteligência, os pensamentos, os desejos, as emoções, etc. não são físicos, mas espirituais.
Este fato tão facilmente comprovado (do qual trataremos em nosso próximo "Q & A" (Perguntas e Respostas) envolve sérias conseqüências, a partir das quais a morte física não oferece escape: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo... E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado..."  (Hebreus 9:27; Lucas 16:22,23).
Já provamos, anteriormente, que o homem é uma alma não física. É um espírito vivente habitando num corpo físico: E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo... (1 Tessalonicenses 5:23). Sendo os corpos materiais, eles estão sujeitos à segunda lei da termodinâmica, começando a morrer quando nascem, deteriorando-se e, eventualmente, voltando ao pó: ... porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gênesis 3:19).  
Contudo, a parte espiritual do homem, a qual pensa e decide o que escolher, a alma e o espírito do homem,  invisíveis ao olho humano, devem continuar a existir eternamente. Conforme Paulo declarou: Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas (2 Coríntios 4:18).
O fato de que a morte não é o fim da existência humana acarreta espantosas conseqüências  eternas. Deus é perfeitamente Santo e em razão de Sua exata natureza, Ele deve castigar o pecado, expulsando o pecador de Sua presença.,
O pecado é definido como uma destituição da glória de Deus (Romanos 3:23). Após terem Adão e Eva pecado, logo descobriram que estavam nus  (Gênesis 3:7-a). Não que eles tenham imediatamente verificado que nunca haviam usado roupa. Eles foram desnudados da glória de Deus que os vestia, por terem sido criados à Sua imagem.  O seu senso de nudez foi uma nova e assustadora constatação da santidade de Deus, em contraste com eles mesmos, pecadores rebeldes: E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar (Hebreus 4:13). Adão e Eva  coseram folhas de figueira  para se vestir (Gênesis 3:7-b). Não podendo encobrir a sua nudez espiritual, eles "esconderam-se da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim" (verso 8), onde Ele amorosamente os havia instalado.  O Espírito do Senhor havia se retirado dos seus espíritos desobedientes, trazendo-lhes imediatamente a morte espiritual, a qual também iria afetar os seus corpos físicos, trazendo-lhes, eventualmente,  a morte física.  Esse castigo severo não veio pelo fato de terem eles "roubado algum fruto", mas por terem se rebelado contra Deus.
Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, para evitar que tomassem também da árvore da vida e  comessem e vivessem eternamente (Gênesis 3:22). Conquanto os frutos daquela árvore especial fizessem com que os seus corpos vivessem eternamente, eles jamais poderiam restaurar-lhes a vida espiritual, trazendo de volta aos seus espíritos o Espírito de Deus. Deus não perpetuará o homem na sua condição pecaminosa. Quão piores seriam os homens maus, caso soubessem que jamais iriam morrer!
Apesar do pecado do homem, Deus o ama. Ele é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pedro 3:9). Em seu infinito amor, Ele quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2:4).
Ele deseja que toda a humanidade tenha uma completa e eterna restauração à glória  na qual Adão foi criado - em um novo universo, no qual o pecado jamais exista.
Mas, como isso é possível? Deus "... ao culpado não tem por inocente" (Êxodo 34:7).
Será que Ele não pode? O que é que Deus não pode fazer?
Ele é onipotente, sim, mas também é perfeitamente justo. O seu amor, compaixão e misericórdia não podem prevalecer sobre a Sua justiça, o que impede que o pecado seja injustamente perdoado. Sua integridade não permite que Ele se volte contra a Sua palavra que diz: "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23). O perdão e a restauração do homem envolvem a perfeita natureza de Deus e a exata natureza do homem. Não se trata de uma figura de linguagem dizer que o homem foi criado à imagem de Deus. Temos sempre usado a analogia de um espelho, o qual existe exclusivamente para refletir a imagem do outro. Notem a tolice da ilusão popular - até mesmo entre os evangélicos - de se desenvolver "uma auto-imagem positiva" . Que vaidade e orgulho a de um espelho que se preocupa com a sua "auto-imagem".  O que ele precisa fazer é exibir uma fiel semelhança de quem é designado a refletir!
 "The Berean Call Letter", agosto 2002.
"Biblical Redemption/Atonement - Part I".
Artigo de Dave Hunt.
Traduzido por Mary Schultze
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