quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A ÁGUA DA VIDA!!


A Água da Vida



        Como criação especial de Deus, vivemos em corpos físicos, num universo material, o qual vai deixar de existir:
"Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" (2 Coríntios 4:18). Deus quer nos revelar o mundo eterno, o mundo não visto pelos olhos  físicos. Conquanto ainda ligados à terra, devemos buscar "as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. [E pensar] nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra" (Col. 3:1-2).


         Mas como Deus pode trazer a verdade espiritual à nossa mente carnal de habitantes da terra, nós que, por causa do pecado, dEle estamos separados e nada conhecemos nem desejamos a não ser o mundo material? Ele deve, com termos físicos que nos são familiares, trazer-nos o claro entendimento de um ardente anseio pela verdade e realidade espiritual. Ele se comunica através de palavras, muitas vezes em linguagem figurada.

        O reino físico tem sido consistentemente usado por Deus, exatamente desde o princípio (tendo começado com a árvore no Jardim do Éden), para nos conduzir à verdade espiritual. Paulo nos mostra como interpretar as lições objetivas de Deus:

        "Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito... Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho".  (1 Coríntios 9:9, 10, 11,14).

         Em Suas parábolas Jesus falou de árvores e frutos, de vinhas e uvas, de pastores e ovelhas, de semeadores e sementes,  de pão, do vento e do tempo, de nascimento e de morte, de fogo e de tormenta, etc. Mas não existe uma descrição mais forte em toda a Escritura do que a da água e da sede. Sem água não existe vida. A necessidade de água para manter a vida é assinalada pela sede, a qual pode ser tormentosa, e até mesmo fatal, quando não satisfeita.


         Ao contrário do que parecia, a mulher samaritana (por que teria Ele mudado o Seu caminho a fim de encontrá-la?), a qual Cristo, pelo Seu próprio desígnio encontrou no poço, obviamente estava muito sedenta por um desfecho que não conseguia encontrar. Como a maior parte da humanidade, ela não compreendia que a sua sede era espiritual e nada que fosse físico poderia aplacá-la. Contudo, nosso Senhor conhecia o seu coração.

        Ele lhe falou a respeito da água e da sede:

        "Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna"
(João 4:13-14).


Havia uma autoridade naquele estrangeiro, que a levou a acreditar no que Ele dizia. Ela pensava que Ele estava se referindo a uma água especial que iria mitigar definitivamente a sua sede, por isso falou: "SENHOR, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la" (verso 15). Na verdade, Ele iria expor sua vida de decepções e lamentações, quando lhe disse: "Vai, chama o teu marido, e vem cá"
(verso 16). A resposta foi: "Não tenho marido" (verso 17). O que Cristo lhe disse em seguida deve ter-lhe chocado e cortado o coração:
"Disseste bem: Não tenho marido; porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade"
(versos 17 e 18). Ela titubeou e disse: "Senhor, vejo que és profeta" (verso 19). Como é que Ele sabia dos detalhes íntimos de sua vida?


         A conversa a seguir expõe a sua sede espiritual. Cristo lhe revelou que era o Messias por ela esperado. Aquela revelação conquistou-lhe o coração. Ela acreditou nEle e depressa correu até a cidade para contar as boas novas de que o Messias estava, naquele momento, no poço de Jacó. Em sua pressa de dar testemunho do ÚNICO que a ela havia se revelado, aplacando-lhe a sede espiritual, "deixou a mulher o seu cântaro"
(verso 28), com o conteúdo que não satisfazia.


        Quando a Bíblia diz que em nosso estado natural herdado de Adão estamos
"mortos em ofensas e pecados" (Efésios 2:1), sabemos, instintivamente, que essa referência não diz respeito à morte física. Recebemos a vida física ao nascer neste mundo, porém, tragicamente, nascemos mortos pela herança de Adão.
Adultos responsáveis precisam nascer de novo na família de Deus, antes que chegue a morte física. Esse novo nascimento é obra do Espírito Santo através do Evangelho. Quando isso não acontece, esses adultos continuam espiritualmente
mortos, no tormento da eterna separação de Deus.



        Cristo oferece um lampejo dessa insuportável sede espiritual gerada pela separação de Deus,  em linguagem física (na história do rico que foi para o inverno). Diz o homem rico:
"estou atormentado nesta chama" (Lucas 16:24). O tormento dessa eterna separação foi sofrido de modo total, em lugar de todos nós, quando Cristo, na cruz, suportou as agonias do inferno. Ele gritou: "Tenho sede!" (João 19:28) ... "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste!" (Mateus 27:46). O tormento espiritual de um homem condenado é de fato mais crucial do que poderia ser a dor física.


         A maioria dos habitantes da terra não compreende  que os homens são seres não físicos, mortos para Deus ao nascer, embora temporariamente ocupando corpos físicos. Desesperadamente sedentos de vida espiritual, a qual poderá ser recebida de Deus e em Seus termos, os homens buscam, sem sucesso algum, satisfazer a sua sede espiritual através de riquezas e prazeres terrenos.

         Depois que Paulo se converteu e colocou a sua fé em Cristo, ele se regozijava apenas naquilo que um cristão pode conhecer: "... mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia" (2 Coríntios 4:16). O homem interior vive pelo alimento espiritual que a Palavra de Deus lhe oferece.

        A maioria das pessoas não entende que a sua morte física não será o fim da existência da alma e do espírito que têm habitado o seu corpo físico. A morte encerra toda oportunidade de nos rendermos voluntariamente a Deus,
pois  "... aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Hebreus 9:27).


         A paixão materialista por popularidade, prazer, riqueza e poder tem sido o objertivo do Ocidente, desde os escritórios da Wall Street, passando pelas academias, até os atletas. O mundo propagandista de Holywood manipula essa paixão, usando uma avassaladora atração dirigida à juventude, no sentido de tornar a geração visada cada vez mais filiada a Satanás do que a geração anterior.

         Mais e mais a Palavra de Deus tem comprovado ser verdadeira:

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 João 2:15-17).

Satanás engana bilhões de almas com as falsas religiões que parecem oferecer um livramento das paixões carnais, mas que, na verdade, conduzem ao inferno. Os muçulmanos dão as costas ao materialismo ocidental e querem morrer na jihad (guerra santa), com exceção de quem vem para o Ocidente, conquanto tentando permanecer fiel ao Islamismo, e com exceção, é claro, dos governantes déspotas ricos e auto-indulgentes dos países muçulmanos, os quais jamais oferecem seus filhos para serem mortos na jihad. E o que os homens-bomba suicidas esperam como recompensa do seu sacrifício? Um "paraíso" repleto de tudo que eles condenam no Ocidente: sexo ilimitado, abundância de todos os deleites que os apetites carnais possam oferecer, rios de vinho (proibido aos muçulmanos nesta vida) e a capacidade super-humana de mergulhar na "concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida".

Outros milhões têm sido capturados na ilusão do misticismo oriental do Hinduísmo, o qual parece rejeitar as paixões mundanas, porém se apóia exatamente no principal orgulho egoísta que capturou o coração de Eva - o desejo de se tornarem deuses. Gurus do Oriente têm se tornado ricos, vendendo a divinização através da auto-realização a milhões no Ocidente, com uma religião disfarçada de Ioga e Meditação Transcendental  - um tipo de engodo que agora está assolando até mesmo as igrejas [emergentes]. Contudo, como já documentamos em nosso livro "Yoga and the Body of Christ"  (Ioga e o Corpo de Cristo), esses gurus têm sido vítimas de sua própria "concupiscência da carne, ... dos olhos e da soberba da vida", da qual têm prometido livramento aos seus seguidores.

Esses "homens-deuses" comprovam a veracidade da Escritura: "Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo"  : (2 Pedro 2:19).

Esses agentes de Satanás prometem o cumprimento da paixão herdada de Eva, de alguém tornar-se o seu próprio deus e satisfazer todo o seu desejo carnal. O Movimento Nova Era, prometendo a própria divinização do poder da mente no sentido de se conseguir alcançar qualquer ambição carnal, prossegue do ponto  onde terminou a revolução hippie, tendo recondicionado o misticismo oriental como "potencial humano", conseguindo agrilhoar muitos milhões de almas com a "soberba da vida". Ele desencadeou um breve tumulto de interesse na dimensão "espiritual" e logo deixou almas pulverizadas e fechadas para Deus. O seu mantra permanece: "Sou espiritual, mas não religioso!". Isso quer dizer: "Não imponha suas regras religiosas sobre mim!".

O movimento mais recente é o dos "Novos Ateus" liderado pelo famoso evolucionista Richard Dawkins e seu pupilo Sam Harris. Eles afirmam que crer em Deus não é somente uma grande ilusão, mas um mal, do qual o mundo precisa ser libertado, estando determinados a fazer isso. Seus livros lideram a lista de bestsellers do New York Times. Eles ridicularizam os que acreditam em Deus, usando argumentos como os seguintes, de Sam Harris:

"Sem dúvida, as pessoas de fé garantam entre si que Deus não é responsável pelo sofrimento humano. Mas como podemos entender de outro modo e afirmar que Deus é tanto Onisciente como Onipotente...? Se Deus existe, ou Ele não pode fazer coisa alguma para deter as grandes calamidades, ou então não se importa com elas. Portanto, Deus é impotente ou é mau. Leitores piedosos executam agora a seguinte pirueta: Deus não pode ser julgado meramente pelos padrões humanos de moralidade. Mas, sem dúvida, os padrões humanos de moralidade são exatamente os que os fiéis usam para estabelecer a bondade de Deus em primeiro lugar... Se Ele existe, esse Deus de Abraão é não somente indigno da imensidão da criação, como é também indigno do homem. Existe outra possibilidade, é claro, de que esse Deus bíblico seja uma mera ficção" (Excerto do Manifesto Ateísta - www.truthdig.com).

Pelo visto, aparentemente Deus é responsável pela recusa de cada filho Seu de comer sua refeição ou de negligenciar o trabalho de casa, e por toda briga de namorados ou ação egoísta. Deveria Ele fazer todo mundo agir como santos perfeitos?
Se Ele tivesse criado uma humanidade de robôs programados para fazer tudo que Ele ordenasse, então poderia ser censurado por não deter o mal, o sofrimento e a morte - mas também não haveria amor algum. Todo mundo sabe que tem o poder da escolha (livre arbítrio), o qual é usado continuamente, até mesmo a ponto de levantar o punho contra Deus, amaldiçoá-Lo e viver em completa rebelião contra as Suas leis escritas em cada consciência, sem desculpa alguma.


Mas como poderia o poder de escolha, que nos torna possível nos amarmos uns aos outros, ser responsabilizado pelo sofrimento de tantas crianças inocentes, pela doença, inanição e abuso? E os "desastres naturais", como tornados, furacões, terremotos, tsunamis, serpentes venenosas, animais predadores, devorando-se uns aos outros e devorando os homens, etc.? Será que estes podem ser atribuídos à rejeição humana de Deus?
A Bíblia deixa claro que todo o universo foi afetado pelo pecado de Adão e aderiu a Satanás em sua rebelião contra Deus:
"Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Romanos 8:22). A libertação disso vai acontecer em parte durante o Reinado Milenar de Cristo na Terra (Isaías 11:7; 65:25) e totalmente, com os novos céus e a nova terra: "E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe... E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão".  (Apocalipse 21:1 e 22:3).


         Mas como poderia um Deus amoroso ser tão vingativo a ponto de mandar atormentar nas chamas eternas do Lago de Fogo os que rejeitaram Cristo? Não foi essa a escolha de Deus para a humanidade. Ele tanto nos ama que fez desse amor o ingrediente essencial de nossa própria existência. Então, estar na totalidade do Seu amor seria o êxtase; estar finalmente separado dEle, sem possibilidade alguma de recuperação seria uma tortura. Esta é a razão pela qual o inferno será tão tormentoso, do mesmo modo como o céu será tão deleitoso em prazer e alegria. A melhor maneira de descrever a realidade espiritual em termos compreensíveis é usando a água e a sede. A água tem um gosto tão bom por ser essencial à nossa vida. a sede machuca tanto pela mesma razão. Deus não nos criou para vivermos sedentos, mas para bebermos do Seu amor. Não é mais razoável culpar Deus pelas nossas tolices, fracassos e tristezas do que dizer: "O Diabo me levou a fazer isso"  [como os pentecostais].

         Uma escola de peixes está nadando alegremente em um lago. Um dos alunos vê um homem sentado numa cadeira, com uma vara de pescar na mão, fumando um cigarro. "Esse ali é que sabe viver realmente", exclama o peixe. Movido pela inveja, ele pula para o chão. Exausto, tentando desesperadamente apanhar a vara de pesca e sentar na cadeira, o "peixe fora d'água" dá o seu último suspiro.

         Richard Dawkins e Sam Harris estão em marcha, liderando um grupo de ateus, numa excursão de "vandalismo contra Deus". Referindo-se ao caso do peixe debatendo-se na sujeira e na lama, com as guelras abrindo e fechando em desespero, Dawkins declara em triunfo: "Que espécie de 'deus'  iria criar um peixe para sofrer daquele modo?"

         Os ateus continuam discutindo com grande entusiasmo como a evolução, a seleção natural e sobrevivência do mais apto (teoria ineficaz e cruel ao extremo) têm produzido maravilhosas criaturas como eles mesmos, com tal sabedoria, a ponto de analisarem as forças cósmicas que os produziram e condenar um Deus que afirmam não existir [Esses homens são uma réplica perfeita do orgulhoso Lúcifer, querendo desafiar Deus].

         Deus não fez o peixe sofrer "daquele modo". Ele o criou para nadar no lago, o seu habitat dado por Deus. Mas o peixe não se contentou com aquilo para o que Deus o havia criado e tentou fazer a sua própria vontade. Nada pode ser mais razoável do que o fato de que o Criador está a cargo do Seu universo - só que o homem se rebelou!

         Exatamente como Deus criou o peixe para nadar na água, Ele criou o homem para nadar eternamente no oceano do Seu amor! Ele tanto nos fez assim que o nosso maior prazer - aliás, toda a nossa vida - seria estar recebendo o Seu amor e retribuindo-Lhe esse amor. Contudo, rejeitamos o Seu amor, cuspimos em Sua face e desafiadoramente seguimos o nosso próprio caminho.

         Somente Deus conhecia o tormento infinito que iríamos sofrer como resultado de nossa rebelião e por isso entregou o Seu Filho para pagar a penalidade devida por todo pecador. Jesus descreveu o Lago de Fogo (Apocalipse 20:15) como o destino final dos rebeldes, um lugar de insuportável sede. Ele não pretendia que pessoa alguma fosse para lá. O Lago de Fogo não foi feito para o homem, mas  "para o diabo e seus anjos" (Mateus 25:41). Do princípio ao fim da Bíblia, Deus continua implorando: "Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida" (Apocalipse 22:17).


         O céu é para os que aceitam a oferta de beber continuamente da água da vida: "E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro" (Apocalipse 22:1), ao contrário do "pranto e ranger de dentes"  (Mateus 8:12;13:42, 50;22:13;24:51;25:30) e "choro e ranger de dentes" (Lucas 13:28) para os que estão no Lago de Fogo. Para os que estão no céu, diz Apocalipse 7:16-17: "Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima".

            Vivamos os dias que nos restam na alegria desta promessa, levando as boas novas a todos os que desejarem ouvi-las.



 Dave Hunt

Traduzido por Mary Schultze

http://www.cpr.org.br/Mary.htm
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