sábado, 30 de maio de 2009

Igrejas britânicas serão forçadas a empregar homossexuais praticantes como líderes de jovens sob a lei de igualdade

Hilary White

LONDRES, Inglaterra, 21 de maio de 2009 (LifeSiteNews.com) — As igrejas britânicas serão forçadas a aceitar homossexuais ou “transexuais” praticantes em posições de líderes de jovens e funções semelhantes, sob a lei de igualdade que está para vir, disse o governo. A Lei de Igualdade do governo trabalhista proibirá que as igrejas recusem empregar homossexuais ativos mesmo que a religião delas sustente que tal conduta é pecado, disse a vice-ministra Maria Eagle, do Ministério da Igualdade.

A lei entrará em vigor no próximo ano, e as igrejas temem que ela as force a agir contra suas convicções religiosas numa ampla extensão de áreas. Eagle indicou na conferência chamada “Fé, Homofobia, Transfobia & Direitos Humanos” em Londres, que a lei “cobrirá quase todos os que trabalham em igrejas”.

“As circunstâncias em que as instituições religiosas poderão praticar qualquer coisa sem plena igualdade são poucas e raras”, ela disse aos delegados. “Embora o Estado não intervirá em assuntos estritamente rituais e doutrinários dentro dos grupos religiosos, esses grupos não poderão afirmar que tudo o que administram está fora do alcance da lei anti-discriminação. Os membros dos grupos religiosos têm o papel de discutir em seu próprio meio a questão de maior aceitação dos LGBT, mas no meio tempo o Estado tem o dever de proteger as pessoas de tratamento injusto”.

A lei permite isenção religiosa para papéis considerados importantes “para os propósitos de uma religião organizada”, mas restringe essa definição para aqueles que conduzem celebrações litúrgicas ou passam seu tempo ensinando doutrina.

O jornal Daily Telegraph citou Neil Addison, advogado católico e especialista em lei de discriminação religiosa. Ele disse que a lei deixará as igrejas sem forças para defenderem a estrutura de suas organizações. “Essa é uma ameaça à identidade religiosa. O que estamos perdendo é o direito de as organizações fazerem escolhas livres”, disse ele.

Os membros do Ministério da Igualdade incluem o lobista homossexual Ben Summerskill, diretor do Stonewall, principal grupo homossexual britânico. Summerskill reivindicou que as igrejas sejam forçadas a empregar homossexuais e que a polícia detenha cristãos que protestam pacificamente contra as leis homossexuais do lado de fora do Parlamento.

Tony Grew, ativista homossexual e ex-editor do site PinkNews.co.uk, escreveu recentemente que a Lei de Igualdade “estabelecerá de forma muito forte direitos homossexuais em todos os aspectos da vida pública”. Grew escreveu no PinkNews que a lei abrirá oportunidades sem precedentes para os homossexuais.

A lei, disse ele, cobrirá os ministérios principais do governo, as autoridades locais, as agências de educação, saúde e segurança policial e um grande número de outras agências públicas e particulares, inclusive igrejas e instituições administradas por igrejas. A lei imporá o “Dever da Igualdade” em todas as organizações que dão serviços públicos, disse ele, tais como casas de repouso que “terão de considerar as necessidades de casais do mesmo sexo”.

Leia a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:

Enforced “Diversity” will make Britain “First Modern Soft Totalitarian State”
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/may/09050602.html

UK: Religious Schools May Not Teach Christian Sexual Morals “As if They Were Objectively True”
http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/mar/07030504.html

Even an Openly Homosexual Actor has Condemned New UK Law Which Would Criminalize Criticizing Homosexuality
http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/oct/07101101.html

“Climate of Fear” Growing in Britain for Christian Civil Marriage Registrars
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/may/08052204.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/05/igrejas-britanicas-serao-forcadas.html

Veja o artigo em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/may/09052201.html

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Enchei-vos do Espírito! Parte II

Por Roberto Azevedo
Nem sempre erramos por falta de conhecimento de determinados princípios bíblicos, mas muitas vezes por mera falta de disciplina. Talvez por comodismo, mas o fato é que muitas vezes falhamos nesta área vital.

Deus espera que o busquemos todos os dias. O plano de Deus para nosso relacionamento com Ele envolve a busca diária. “O pão nosso de cada dia nos daí hoje” (Mateus 6:34). Porém temos uma inclinação a errar justamente neste ponto. Lembram-se dos hebreus no deserto? Mesmo sendo advertidos para não colher mais do que a porção diária do maná, alguns tentaram faze-lo. Porque? Por puro comodismo, para não precisar levantar cedo e ter o mesmo trabalho no dia seguinte, uma vez que quando o sol se levantava o maná derretia. (Êxodo 16:4, 19-21) As respostas divinas vem em cotas diárias, não mais do que isso.

A humanidade vive procurando atalhos para todas as coisas. Como diminuir o serviço e tornar tudo mais cômodo parece ser uma das áreas em que vemos mais progressos e avanços tecnológicos. A idéia é simplificar tudo o que for possível. Freezer, microondas, objetos descartáveis, embalagens longa vida, telefone celular e uma infinidade de outras coisas que foram inventadas em nome da praticidade. Não estou reclamando. Gosto e uso a maioria destas coisas citadas acima. O problema é quando transportamos esta idéia de “fast food” para o nosso relacionamento com Deus. O relacionamento, é claro, se estende pelo resto do dia. Devemos nos portar de forma digna do compromisso que professamos, mas esse momento a sós com Deus, onde tratamos com Ele e somos tratados por Ele, tem que ser diário.

Não podemos estocar a presença de Deus. Deus tem uma porção diferente para cada dia, mas temos que estar na posição para receber. Você já pensou que se o melhor para Deus é estar conosco no seu reino e o melhor para nós é estar com Deus na eternidade, então cada dia a mais que Ele nos permite ter aqui na terra deve ser vivido da forma que Ele programou para nós. Deus nunca nos dá tudo, Ele sempre tem mais a nos oferecer. Infelizmente, muitos cristãos têm vivido abaixo das expectativas de Deus. Muitos tentam encher seus reservatórios nos cultos. Preferem tentar encher cisternas ao invés de buscar na fonte todos os dias. Todos temos o Espírito Santo, mas não é em todos que Ele se move em toda sua plenitude. Nós limitamos o mover e a operação do Espírito Santo em nossas vidas. Ele não nos força a nada. Ele não vai além de onde permitamos que Ele vá. Em toda nossa correria poucas coisas são realmente uma necessidade. Muito do que julgamos necessário, na verdade não é.

Realmente precisamos de um TV maior? Realmente precisamos de um celular menor? Realmente precisamos assistir ao telejornal todos os dias? E as novelas? E o futebol? Precisamos nos divertir com um bom filme ou com um bom jogo de vídeo game, mas será que não dá para dar um intervalo maior de dias entre um entretenimento e outro? O homem do século 20 tem crescido em todas as áreas possíveis e imagináveis, mas tem negligenciado uma em especial. A vida espiritual. Não se deixe levar pelos conceitos e valores do mundo. Os anúncios de TV, jornal, mídia em geral, nos mantém insatisfeitos com o que nós somos e com o que nós temos. O mundo diz “Você precisa de mais”. Consuma! Trabalhe pra ganhar! Aumente suas expectativas! Aumente seus sonhos de consumo! Corra atrás! Seja o primeiro! Vamos competir! Desacumule. Acabou a semana (mês) e já esta devendo pra outra semana (mês).

Não devemos buscar o melhor pra nossa família? Devemos sim, mas não dê um passo maior do que pode alcançar. Não alimente uma ambição que pode te afundar. Não se envolva em situaçãos que irão te endividar. Desacelere. (se separe, se isole, busque o silencio) É no silencio que você se organiza. Organize o seu interior.

Mesmo que nossa vida se resuma em muita correria, deve haver esse momento para desacelerar, para estar a sós com Deus. A presença de Deus é um refrigério e devemos cultiva-la com dedicação. Se tiver uma escolha a fazer, escolha Sua presença. Não estou dizendo que ninguém deve parar de trabalhar, estou falando de coisas que não precisam necessariamente acontecer naquele momento. A falta de tempo com Deus impede-nos de servi-lo melhor. “Se tentamos economizar no tempo que deveria ser usado para afiar o machado, acabamos perdendo mais tempo na hora de cortar a árvore”


Deus abençoe
Roberto Azevedo
http://www.vidanovamusic.com
bandadadiva@yahoo.com.br>

sábado, 23 de maio de 2009

Nota de Repúdio às declarações do Ministro Carlos Minc


Divulguem!


Nota de Repúdio

Assine este abaixo-assinado

União de Blogueiros Evangélicos, neste ato representada pelos associados abaixo assinados, vem, mui respeitosamente, repudiar publicamente a atitude do Excelentíssimo Ministro do Meio Ambiente, sr. Carlos Minc, que, no dia 18 de maio de 2009, durante discurso no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, afirmou o seguinte: "Tem alguns momentos em que a Igreja erra feio. Um deles é a questão da camisinha. Se a gente fosse atrás da Igreja, quantas pessoas não estariam doentes? Outra questão é a da homofobia. Como é que uma religião pode dizer que é fraterna e solidária com todos se pressiona os parlamentares a não aprovarem a lei que criminaliza a homofobia?"; e ainda completou: "Quem se opõe à aprovação dos projetos que criminalizam a homofobia é corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Como que fornecendo o corolário para a discussão do problema, conforme as agências noticiosas, o ministro também forneceu o emblemático número de três mil crimes por homofobia, nos últimos dez anos no Brasil.


Sobre o desastroso pronunciamento do sr. Ministro, a UBE entende:

1) Que o Ministro pode e deve se manifestar no exercício democrático do seu juízo. Inclusive, discordando da posição da Igreja e dos cristãos de uma forma geral; afinal, a livre manifestação do pensamento é garantia assegurada pela Carta Magna em seu art. 5º, inciso IV. Garantia essa que, ironicamente, o PLC 122/2006 pretende acabar a pretexto da tipificação criminal da homofobia..

2) Que o Governo Federal, representado naquele ato pelo então Ministro, enquanto Poder Executivo do Estado brasileiro, deve zelar para que todos os cidadãos tenham seus direitos resguardados em consonância com os dispositivos legais vigentes, de maneira isonômica e justa, independente de sua cor, raça, sexo, opção sexual e religião, conforme estabelece o artigo 5º, caput, da Constituição Federal, o qual estabelece que "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes".

3) Que o sr. Ministro acabou por atacar frontalmente todas as igrejas e entidades religiosas que se opõem a tais projetos legislativos, responsabilizando-as levianamente por aquilo que ele denomina de "multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Entidades essas que, inclusive, estão inseridos os milhares de blogueiros evangélicos que assinam virtualmente a presente nota de repúdio;

4) Que, da maneira infeliz e irresponsável como foi feito, o pronunciamento evoca uma separação de grupos sociais, de modo a suscitar uma luta de classes entre aqueles que são contrários e aqueles que são favoráveis aos projetos de lei de criminalização da homofobia. Luta esta inexistente, uma vez que nenhuma igreja aqui representada assassinou, instigou ou colaborou para que gays, lésbicas e simpatizantes sofressem qualquer tipo de violência; muito menos incita ou incitou ódio contra os homossexuais.

5) Que o simples fato de apoiar ou não apoiar determinado projeto legislativo não significa necessariamente incentivo a um certo comportamento social; principalmente quando esse comportamento é maléfico para a sociedade. Com efeito, ser contrário à aprovação dos projetos que criminalizam a homofobia não é o mesmo que incitar o ódio ou a violência contra os homossexuais. Absolutamente. Afinal, se essa for a lógica padrão, concluiríamos também que o sr. Ministro é incentivador do uso de drogas, notadamente da maconha, isso porque, recentemente, ele mesmo participou de ato público onde pedia – aos gritos - a descriminalização do uso da maconha. Portanto, se essa idéia estiver correta, o sr. Carlos Minc é também "corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários" originados a partir do uso da maconha (furtos, roubos, homicídios, violência, etc.), bem como corresponsável pela destruição de milhares de famílias brasileiras que possuem dentro de casa viciados nesse tipo de droga.

6) Que as igrejas aqui representadas se resguardam o direito ao exercício do mesmo juízo resguardado ao nobre ministro e discordam igualmente de suas palavras e do apoio a tais projetos. Desta forma, as igrejas e seus membros podem discordar de quaisquer opiniões que julguem contrárias à sua fé e crença, inclusive, entre si, e o fazem de maneira ordeira e responsável. Não lembramos de qualquer enfrentamento religioso, apesar das divergências pontuais entre as correntes evangélicas brasileiras, o que é sadio;

7) Que, diante da afirmação de que nos últimos dez anos houve no Brasil 3.000 crimes por homofobia, se faz necessária a seguinte pergunta: Por que o ministro, ou seu correspondente na pasta da Justiça, não disponibiliza as investigações das 3.000 mortes? Porque muitos destes crimes foram sequer investigados! Entendemos que o emblemático número é fruto de mistificação grosseira e sintetiza a omissão e inabilidade do próprio Governo frente à crescente criminalidade de nossos dias. Senão leiamos um trecho de reportagem do Jornal do Commercio, do dia 15 de abril deste ano sobre o mesmo assunto. Na ocasião o jornal divulgava estatísticas semelhantes (grifos nossos):

Os gays são mais "frequentemente assassinados dentro da própria casa", geralmente a facadas ou estrangulados. Já os travestis são executados na rua a tiros. O perfil dos criminosos é descrito assim pelo relatório: "80% são desconhecidos, predominando garotos de programa, vigilantes noturnos, 65% menores de 21 anos".

Os gays são assassinados dentro de casa por 80% de desconhecidos!? Não lhes parece estranho? Veja como a contradição fica mais aparente quando se acrescenta predominando garotos de programa? Ou seja, na maioria das vezes, o gay chama um garoto de programa para sua própria casa, assumindo os riscos inerentes a esta atitude, e por alguma razão, os dois se desentendem e o gay é assassinado! Isso não é homofobia desde o início, porque, a priori, quem aceita um programa com um gay é porque gosta de sexo com ele.

Apesar das mortes, que devem ser sempre lamentadas, as ONGs dos movimentos engajados desejam um tratamento específico ao problema. O que querem? Um policial para cada casa, para poderem fazer sexo em segurança com um desconhecido? Observemos, por oportuno, que a questão colocada em foco não é a violência como drama brasileiro, mas a que atinge especificamente a homofobia. Uma classe especial de apuração somente para os gays. Como se as demais mortes de brasileiros fossem menos importantes. Outrossim, o que dizer dos gays que morrem disputando parceiros? Ou isto não acontece? Ou os que se envolvem em brigas que não tem nada a ver com sua opção sexual e em decorrência delas são assassinados? Dos que se arriscam nos programas noturnos? Enfim, em que circunstâncias foram mortas cada uma destas pessoas? A alquimia esconde, por exemplo, os praticantes do bareback!

8) Que tais projetos criam uma classe especial de privilegiados. Que de posse dos direitos especiais providos pelos projetos irão arguir as opiniões contrárias, de maneira agressiva e violenta, como já ocorre nos EUA. Decerto, a prevalecer a maneira tendenciosa como o Governo Federal cria políticas segregacionistas, um dia o Brasil vai ter uma Delegacia para apurar crimes contra os gays (aliás, já tem, só que com mais ênfase tem em vista os projetos em trâmite), outra contra os negros, os pardos, os amarelos, os narigudos, os baixinhos, os carecas, os gordos, os babalorixás, os que usam colete; enfim, contra cada categoria que reclame para si uma apuração diferenciada. Quando todos, repetimos, todos, os crimes deveriam ser apurados indistintamente, e nuances como sexo, religião, raça e opção sexual fossem contornos do fato. Exceto, nos casos em que há ligação explícita, como, por exemplo, os crimes praticados por neonazistas;

9) Que o Governo Federal desde há algum tempo luta por reparações históricas. O que seria muito bom, se tais reparações não segregassem os brasileiros em castas. A segregação impõe uma classe. Tal imposição se configura racista, quando aloca privilégios. Repudiamos tal articulação, pois historicamente perseguidas pela Igreja Católica, por exemplo, as evangélicas, nunca ousaram reivindicar reparação alguma;

10) Que a fala do excelentíssimo ministro Carlos Minc tenta mantê-lo em foco, desviando-o dos verdadeiros problemas de sua pasta, quais sejam, em resumo:

a) Desmatamento recorde. Provavelmente ao término deste texto o tamanho de uma quadra de futebol de árvores foi abaixo, em nome da ilegalidade e da exploração desordenada;

b) Poluição desmedida de nossos rios e costas. As matas ciliares estão em franco desaparecimento e os rios brasileiros agonizam;

c) Crescimento desordenado de nossas cidades, com déficit sensível de saneamento básico;

d) Impunidade nos delitos contra a natureza;


e) Ausência de políticas de longo prazo para o meio ambiente, tais como implantação da sustentabilidade plena em áreas de preservação ambiental.

Em suma, diante do fiasco à frente do Ministério do Meio Ambiente, o excelentíssimo senhor Carlos Minc procura desesperadamente por visibilidade advogando causas estranhas à sua pasta. Como militância na marcha da maconha e portavoz de evento gay.


União dos Blogueiros Evangélicos


Assine o abaixo-assinado.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

O que vem depois da lei de "homofobia"?

VOCÊ VAI PERMITIR?
(¿Usted lo permitirá?)

Pastor Hector Muñoz Uribe - Concepción/Chile

Tradução de João Cruzué

O que você diria se um homossexual entregasse a "teu" filho de oito anos um “manual” para convencê-lo de que suas condutas [homossexuais] são inteiramente normais? Que diria você se esse “manual” lhe inculcara que as condutas homossexuais não são aceitas por culpa da Igreja e da moral cristã que você tem ensinado?

Que diria você, se soubesse que esse “manual” vem acompanhado de um cursos, que inclui algumas “tarefas” como fazer um convite para um homossexual vir a sala de aula para que explique suas próprias experiências, ou pior ainda, efetuar visitas a organizações de homossexuais, onde se lhe explicará com todos os detalhes como se deve “assumir” a homossexualidade?

E, que diria você se o Ministério da Educação (do Chile) outorgasse um respaldo oficial a este “manual” dando-lhe boas vindas, como acaba de fazê-lo a chefe do Departamento de Educação Extracurricular do Ministério de Educação, Magdalena Garretón: “São muito bem-vindos os materiais para ensinar sobre este tema” (publicado no Jornal El Mercúrio em 28 de abril de 2009) ainda que o MEC – Chileno não o respalde?

Tal situação não é uma mera possibilidade. Ao contrário, é muito provável que seu filho deva estudar o manual “Educando na diversidade, orientação sexual e identidade de gênero” editado pelo “Movimiento de liberación homossexual [do Chile] e financiado pelo governo socialista de Extremadura (Comunidade Autônoma da Espanha, cuja Capital é Mérida) e pelo “Movimiento homosexual Triángulo”, também da Espanha.

Esse “manual” se destina, em uma primeira edição, a 250 colégios da Região Metropolitana de Santiago para crianças desde a 7ª séria do ensino fundamental até o 4º ano do ensino médio, além de oferecê-lo gratuitamente em página da WEB.

Seu objetivo é acostumar aos meninos, e entre eles pode estar “teu” filho, com as condutas homossexuais, acabar com qualquer objeção de consciência a essas condutas e, por último, a quem já tenha sido pervertido por suas diretrizes, a “sair do armário” publicamente. Ou seja, uma apologia da homossexualidade.

Mas este "manual" não fica apenas na teoria. Explica também a meninos e meninas que em seu "processo de auto-conhecimento" se deve destruir a "homo-transfobia-interiorizada", acabar com o recato e a vergonha sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Em poucas palavras, isto significa que os ativistas homossexuais trataram de convencer a muitos meninos, que se encontram em uma fase de amadurecimento incipiente, de que são homossexuais sem sabê-lo, e que mais adiante se devem comportar como tais.

Posteriormente lhes mostra, nesse processo de "auto-conhecimento", que poderão ter experiências "de intimidade com pares homossexuais ou transexuais e, finalmente, lhes recomenda, a "saída do armário", ou seja, que proclamem sem vergonha sua condição homossexual.

Segundo o "manual", a principal culpada da discriminação aos homossexuais é a influência do cristianismo. Uma das religiões que consideram a homossexualidade com um pecado que atenta contra a moral e os bons costumes.

O "manual" explica aos meninos que "o pecado é um conceito religioso que somente se baseia na Bíblia, em texto "não conclusivo".

A consequência é que "teu" filho, na medida que se deixe induzir por ativistas homossexuais, se convencerá da "normalidade" de tais condutas, e terminará inevitavelmente rechaçando qualquer influência moral da religião, por crer que esta é a causadora de todas as discriminações.

Toda esta incitação à imoralidade e instigação à apostasia da moral cristã está sendo financiada pela Junta de Extremadura do PSOE (partido político da Espanha) e pela fundação espanhola "Triángulo" de lésbicas e homossexuais para impor sobre o Chile o que hoje já é lei na Espanha: as uniões civis homossexuais e a adção de crianças por parte desses "casais".

Mas o objetivo do Movimento de honossexuais (Movilh) é que o Ministério da Educação - 0 do Chile - incorpore o manual para lhe dar uma distribuição nacional. Segundo eles, o Movilh com esta publicação está "fazendo as vezes" do MEC-Chileno.

Afirma o "Movilh" que há jovens que estão solicitando sua publicação em todas as nas províncias chilenas (de Arica a Punta Arenas) sem embargo, uma política educação sexual para estudantes via Ministério da Educação ( CNN Chile, 18 de abril, 2009)

Isto é uma clara pressão para que o Governo do Chile "encampe" este manual como um texto educativo para todo o país. Tal eventualidade é bem provável, uma vez que o grande financiador das atividades do "Movilh" é precisamente o governo do Chile.

Ademais, o próprio Ministério de Educação do Chile há deu as "boas-vindas" a este péssimo manual e no passado recomendou um livro de conteúdo muito semelhange que aconselhava aos meninos: "Faça contato com alguma pessoa homossexual que você conheça". Se puder, convide-a para conversar em seu curso no colégio" (Cambiando de Piel" - edição "La morada" 1997)

Pense um pouco em "teu" filho, ou em "tua" netinha. Pense na pressão do ambiente desse curso, nas burlas e sanções, se se obstina em considerar que as condutas homossexuais são "intrisicamente desordenadas" ou simplesmente, um pecado, como sempre tem ensinado a Igreja cristã.

Resistirá?

Este "manual" é uma clara incitação à apostasia da moral cristã e da fé, e um curso de perversão sexual para as crianças; para seu filho e para sua filha e faz parte de uma campanha para descristianizar o Chile desde suas próprias raízes.

E não pense que se você os matricular em um colégio cristão estarão a salvo desta influência. O "manual" foi redigido graças a uma "experiência piloto" realizada em vários colégios, entre os quais, o "Alma Matar" e o "Monsenhor Enrique Alvear", que dizem ter uma orientação católica.

É necessário e urgente exercer uma presão sobre o Ministério da Educação para impedir que aqueles que pretendem dar um respaldo oficial a este "manual" tenham êxito. Se a Ministra da Educação não vir, de parte dos pais de família uma forte reação conrtra esta campanha de pervertimento de nostros filhos, poderá por ceder diante das pressões do movimento dos homossexuais.

As declarações de boas-vindas da chefe do departamento de Educação Estracurricular do Ministério da Educação Chileno, Magdalena Garretón, a este material, são um claro indício de que se pretende aprovar oficialmente esta publicação.

Por esta razão, é urgente que você faça chegar agora mesmo seu protesto a Senhora Ministra e re-envie este email a todos seus conhecidos. Envie agora mesmo seu protesto. Emails e cartas o mais que puder. Que o Chile se informe da verdadeira realidade.

Email recebido do Pastor Hector Muñoz por João Cruzué, via Facebook.

Original em espanhol: Blog Mirar Cristiano

terça-feira, 19 de maio de 2009

OS MALEFÍCIOS DA PORNOGRAFIA

(Texto extraído do livro BATALHA CONTRA A PORNOGRAFIA)

"A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos". (Pv 14.34)

A palavra portuguesa pornografia deriva do termo grego "pornés", que é traduzido por "prostituta", associado ao termo "graphein", que significa "escrever". O termo pornografia era usado para designar textos escritos por prostitutas, que visavam transmitir mensagens de prostituição, estimulando a imoralidade sexual. Portanto, a pornografia está intimamente relacionada a prostituição.

O vício da pornografia deturpa a sexualidade e gera conseqüências terríveis na vida das pessoas. Ele é resultado de uma constância de pensamentos eróticos, que vão sendo aceitos como normais e encarados como inofensivos, mas não são.

A erotomania e a ninfomania são síndromes que afetam respectivamente homens e mulheres. Também conhecidas como Desejo Sexual Hiperativo, o sintoma principal é a compulsividade sexual, que gera uma forte ansiedade pela masturbação ou coito excessivos. As vítimas desse mal costumam buscar uma variedade de parceiros sexuais, não porque gostem muito de sexo e sim porque estão psicológica e espiritualmente escravizados pelo hábito sexual, que nunca lhes proporciona uma satisfação plena.

PRISÃO VERGONHOSA

Em novembro de 2001, a Polícia Federal de Brasília efetuou a prisão de um jovem médico casado, de 30 anos. Os policiais chegaram durante o seu plantão no hospital, pela madrugada, quando ele estava trancado numa sala, se masturbando, diante do computador que usava para distribuir e acessar pornografia infantil.



EM DEFESA DAS CRIANÇAS

Segundo pesquisas 80% dos estupradores de crianças confessaram que seus problemas começaram com o consumo de pornografia. A maioria admitiu que, praticaram em suas vítimas as cenas que assistiram.

O diretor do Centro de crianças desaparecidas e exploradas em Washington-DC, declarou que em todos os casos de pedofilia investigados, os criminosos sempre possuiam alguma publicação pornográfica.

A pornografia infantil movimenta cerca de 20 bilhões de dólares todos os anos, expondo até crianças recém-nascidas a atos sexuais terrivelmente violentos, humilhantes e desumanizantes.

Atualmente, existem mais de 6000 sites comerciais de pedofilia, onde uma foto de criança sendo violentada sexualmente pode valer US$ 100 e uma filmagem até US$ 1 mil.

No mundo inteiro, mais de 10 milhões de crianças vivem como escravas. Todos os anos, mais de 1 milhão de crianças são vendidas, inclusive como escravas sexuais; 7 milhões de crianças são abusadas e exploradas sexualmente, 3500 não resistem e morrem; mais de 3 milhões de meninas engravidam antes dos 16 anos, das quais, cerca de 70 mil morrem durante o parto.

A pornografia estimula fortemente o instinto sexual que, se não for mantido sob controle, pode gerar problemas à vida em sociedade. Por isso, mesmo com as dificuldades políticas para aprovar leis de repressão à pornografia, devemos ter o bom senso de nos mobilizarmos para proteger pelo menos nossas crianças.

O turismo sexual é um sucesso no Brasil. Sites do mundo inteiro divulgam o Brasil como um paraíso sexual, onde crianças, jovens e adultos podem ser encomendados por idade, peso, cor e outras características para satisfação de clientes nacionais e estrangeiros. Está comprovado, que existe uma lucrativa indústria de exploração sexual no Brasil, envolvendo mães, policiais, empresários, taxistas etc.

ABUSO SEXUAL

Abuso sexual é o uso de crianças e adolescentes para qualquer tipo de satisfação sexual, o que nem sempre ocorre com o contato físico. Tal prática, pode ocorrer com violência, ameaças ou sedução, pela qual o menor é convencido a praticar atos libidinosos, que implica em tocar, acariciar ou manter relações sexuais com a vítima.

Também existem os casos de abuso a distância, quando as vítimas são observadas trocando de roupa, tomando banho ou mesmo através de fotografias ou filmagens. Alguns expõem suas vítimas a filmes e revistas pornográficas, alegando que elas precisam aprender a respeito da sexualidade humana.

No Brasil, a pena por submeter crianças ou adolescentes à prostituição, abuso ou exploração sexual varia de quatro a dez anos de reclusão, além de multa. Deixar de comunicar às autoridades competentes um caso de abuso contra um menor é um delito, sujeito a multa de três a vinte sálarios mínimos.

UMA AMEAÇA SOCIAL DEVASTADORA

A pornografia é o maior perigo para a saúde psicológica das pessoas. Ela é altamente viciante. O problema com a pornografia é maior do que com as drogas entorpecentes. Nos Estados Unidos, cientistas comprovaram que a recuperação do vício em pornografia leva mais tempo do que o da dependência química. O pior é que a distribuição da indústria pornográfica é mais eficiente que o tráfico de drogas, pois é entregue sigilosamente em qualquer lugar, 24 horas por dia, por toda a vida.

A pornografia tem ocupado um tempo precioso na vida de muitas pessoas. Tempo que poderia ser dedicado aos estudos, ao lazer, ao descanso, aos amigos, à família e até a Deus. Acessar a pornografia é como entrar num imenso labirinto escuro do qual para sair é cada vez mais difícil, à medida em que se percorre seus milhões de corredores. Tudo começa de forma "inocente", como um olhar que gera um pensamento impuro, que vai sendo cultivado e se ramifica, crescendo sem parar até que se tornar algo incontrolável.

Como o consumo intensifica a tolerância, o viciado precisa de uma dose cada vez maior e mais forte para alcançar o mesmo "prazer" que nunca o satisfaz plenamente agravando ainda mais seu problema. Alguns se tornam tão frustrados e deprimidos pelo vício que começam a beber e até se drogar, outros se tornam violentos e alguns se envolvem em situações que os levam a crimes sexuais, inclusive contra crianças. O vício sexual tende sempre a evoluir para práticas cada vez mais perigosas.

A pornografia combate contra a família de forma aberta, depreciando o amor conjugal, diminuindo os atrativos físicos dos parceiros reais e exaltando todo tipo de imoralidade, que denigre e avilta a sociedade, promovendo a banalização do sexo, tratando-o apenas como diversão. A mente fica poluída de tal maneira, que afeta o equilíbrio psicossocial, resultando no aumento da violência, principalmente contra mulheres e crianças.

UM CÍRCULO VICIOSO E SATÂNICO

Há anos a sociedade passa por um processo de degradação moral que está cada vez mais acelerado e a prova disso é a legalização da pornografia, que está em toda parte, através de livros, revistas, DVDs, televisão, internet, etc.

Quem pensa que a pornografia é educativa está muito enganado. Ela visa é lucro às custas da frustração e infelicidade alheia. Estamos numa guerra moral de proporções mundiais e nossos filhos são os principais alvos. Eles estão sofrendo atentados visuais que apelam à violência e à deturpação sexual. O objetivo é viciá-los em sexo para tornar cada vez mais difícil educá-los.

Na infância, a criança é facilmente influenciável por mensagens subliminares, que lentamente a conduz à exposições e experiências sexuais precocemente. Na adolescência, com o subconsciente repleto de imagens eróticas armazenadas, torna-se facilmente atraído para tudo que tenha alguma conotação sexual e é impulsionado à prática da masturbação, que tem sido cada vez mais incentivada por "educadores", que apenas recomendam o uso de preservativo, no caso de uma vida sexual ativa. Na idade adulta, com uma vida sexual desregrada a situação pode piorar, se transformar-se num ninfomaníaco que nunca alcançará a verdadeira satisfação sexual e este círculo vicioso tende a persistir e agravar-se a cada nova geração.

É PRECISO QUEBRAR A CORRENTE

A corrente é formada por vários elos que precisam estar unidos para torná-la eficiente. A vida do pecador também é formada de vários elos de pecados, os quais unidos, os prendem impiedosamente. Em muitos casos, a pornografia é o elo mais forte da corrente, mas se ela for rompida os demais elos se afrouxarão e a libertação em outras áreas será facilitada. Por exemplo, quando um homem é liberto da pornografia, ele também pode deixar de xingar e de ser violento, tornando-se mais gentil e respeitador com todos, especialmente com sua esposa. Isso é confirmado pelos psicólogos, que acreditam que a violência é resultante de alguma frustração sexual que, por sua vez, motiva o consumo da pornografia.

AINDA HÁ ESPERANÇA

Todos precisam saber, que é possível e necessário viver livre do domínio da pornografia. Há muita gente dominada por suas próprias concupiscências, pensando que está tudo bem, mas interiormente estão como os sepulcros caiados, cheirando mau (Mt 23.27). Contudo, há esperança. A restauração é possível, para quem atender ao chamado do Filho de Deus, que pode promover um renascimento espiritual de todo pecador (Jo 3). Jesus Cristo já fez tudo que precisava ser feito para nos salvar e nos libertar do poder do pecado (Gl 5.1). Nós jamais conseguiríamos vencer o pecado por nós mesmos porque somos fracos e vulneráveis ao pecado (Jo 15.5).

Por isso, como Jesus já venceu o pecado por nós, tudo que precisamos fazer é permitir que o poder do seu Espírito de Vida domine todo nosso ser para vivermos sempre agradecidos pela nossa salvação. É realmente, simples assim. Deus conhece nossos instintos. Ele sabe de todas nossas fraquezas, por isso, não permite que nos sobrevenha tentação acima de nossa resistência (1ª Co 10.13; 2ª Co 12.9).

Se você vive atormentado pela culpa de ter cometido algum pecado sexual não se desespere, apele à misericórdia de Deus, que o criou, o ama e o compreende (Hb 2.18). Jesus Cristo é poderoso para revigorar sua sexualidade e libertá-lo do domínio da pornografia. Pela graça de Deus somos capacitados a vencer as tentaçoes sexuais diariamente.

Nem tudo está perdido. Ainda há esperança. A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos. A vitória ainda é possível. Portanto, não desista! Creia no amor e na misericórdia de Deus, pois, ele nunca desiste de você.

RESPONDA FRANCAMENTE

  1. Você tem alguma atividade sexual secreta?
  2. Você busca contemplar cenas eróticas?
  3. Suas fantasias sexuais causam atritos com pessoas de seu convívio?
  4. Você se sente mal depois de uma relação sexual, com sentimento de ira, culpa ou vergonha?
  5. Sente vergonha de seu próprio corpo ou de sua vida sexual?
  6. Você já vivenciou alguma situação de perigo em relação a alguma prática sexual ou voyeurismo?
  7. Sua vida sexual se choca com sua crenças ou compromete seu desenvolvimento espiritual?
  8. Sua vida sexual tem lhe entristecido ao ponto de deprimi-lo, fazendo-o pensar em suicídio alguma vez?
  9. Você já sofreu algum tipo de violência sexual na infância ou adolescência?
  10. Sua vida sexual envolve atos de ameaças, violência ou alguma doença?

A resposta positiva em mais de uma dessas questões indica que você precisa de ajuda.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

ABORTO: TRAGÉDIA OU DIREITO?

Julio Severo

Quando se fala em legalização do aborto, imediatamente é levantada a questão dos “casos difíceis”: as situações que deixam até mesmo as pessoas mais compassivas despreparadas diante dos que defendem o direito ao aborto. Uma menina de 12 anos é sexualmente abusada pelo próprio irmão. Uma adolescente de 16 anos, filha única de uma mãe solteira que tem de trabalhar fora para sustentar a casa, é brutalmente estuprada por um estranho. Um homem domina uma jovem em seu primeiro namoro e a violenta. Esses são apenas alguns dos casos trágicos.

Os que são a favor do aborto tiram vantagem de situações assim para ganhar a simpatia da população. Quando uma mulher ou menina é vítima de abuso sexual, dizem eles, o aborto é uma solução. Eles afirmam que “forçá-la” a ter o bebê a deixará traumatizada. O que poderia ser mais cruel, perguntam eles, do que insistir em que uma jovem ou mulher gere em seu corpo uma criança concebida num ato de estupro ou abuso?

Manipulando as “exceções”

Esses argumentos não são novidade. Aliás, a maioria dessas estratégias foi usada pelos ativistas pró-aborto nos EUA.

Utilizando a questão do “estupro” para persuadir os políticos, os jornalistas e a opinião pública, as feministas conseguiram, em 1973, legalizar o aborto nos EUA no famoso caso Roe x Wade, diante do Supremo Tribunal. Nesse caso, “Jane Roe” afirmou buscar uma operação de aborto quando ficou grávida depois de ser violentada por vários homens. Anos mais tarde, Norma McCorvey, a mulher que usou o nome de “Jane Roe”, reconheceu que suas advogadas feministas inventaram toda a estória do estupro. Ela só não pôde mais esconder a verdade porque se converteu ao Cristianismo. Hoje ela conta: “Fui uma boba que fiz tudo o que os promotores do aborto queriam. Na minha opinião, pode-se afirmar sem sombra de dúvida que a indústria inteira do aborto está alicerçada em mentiras.” 
[1]

Então, hoje sabe-se que o caso judicial de estupro usado para legalizar o aborto nos EUA foi uma fraude. Aliás, os argumentos a favor de direitos ao aborto foram uma farsa desde o começo. Os advogados pró-aborto descobriram que poderiam ganhar o apoio popular e a simpatia judicial focalizando os horrores dos abortos clandestinos e ilegais. Eles argumentavam que centenas de mulheres estavam morrendo nas mãos de “açougueiros” que exploravam mulheres desesperadas. Eles até apresentavam estatísticas, afirmando que havia um grande número de mulheres com problemas de saúde devido ao aborto ilegal e que essas mulheres estavam dando despesas pesadas para o sistema de saúde pública. Para eles, a solução era legalizar o que eles chamam de “interrupção da gravidez”.

Depois da legalização, o Dr. Bernard Nathanson se tornou o diretor da maior clínica de abortos do mundo ocidental e presidiu 60 mil operações de aborto. Como McCorvey, ele também teve uma experiência de conversão. Hoje ele conta o que alguns especialistas médicos, inclusive ele mesmo, afirmavam antes da legalização do aborto nos EUA:


Diante do público… quando falávamos em estatísticas [de mulheres que morriam em conseqüência de abortos clandestinos], sempre mencionávamos “de 5 a 10 mil mortes por ano”. Confesso que eu sabia que esses números eram totalmente falsos… Mas de acordo com a “ética” da nossa revolução, era uma estatística útil e amplamente aceita. Então por que devíamos tentar corrigi-la com estatísticas honestas? [2]

Para iludir o público, as feministas garantiram que só queriam o aborto legalizado nos casos de estupro e incesto. Mas aí, quando a questão já estava avançando nos tribunais, elas passaram a dizer que é injusto permitir o aborto só nessas situações. Foi assim que os casos de estupro e incesto acabaram se tornando a porta escancarada que deu às mulheres americanas o direito livre e legal de fazer aborto por qualquer razão e em qualquer estágio da gravidez, desde o momento da concepção até o momento do parto. Hoje são realizados por ano mais de 1 milhão de abortos nos hospitais e clínicas dos EUA.

Para legalizar o aborto no Brasil, alguns especialistas empregam a mesma estratégia de exagerar as estatísticas. Anos atrás, a CNN mostrou um documentário de uma hora sobre o aborto no mundo. Na seção sobre o Brasil, o repórter da CNN afirmou:

O aborto no Brasil é uma das maiores causas de morte entre as mulheres. Estima-se que sejam realizados no Brasil 6 milhões de abortos ilegais por ano. Esses abortos causam 400 mil mortes. Metade dos abortos feitos anualmente, ou 3 milhões, são realizados em meninas de 10 a 19 anos. De cada 100 delas, 21 morrerão. [3]

As estratégias usadas no Brasil são tão parecidas com os argumentos usados nos EUA porque os mesmos grupos que legalizaram o aborto lá estão atuando em nosso país. Mas o Instituto de Pesquisa de População de Baltimore, EUA, comenta:

Já que o número total de mulheres brasileiras em idade reprodutiva (15 a 44 anos) que morrem anualmente de TODAS as causas são apenas umas 40 mil (consulte o U.N. Demographic Yearbook, 1988, pp. 346-7 ou o World Health Statistics Annual da OMS, 1988, p. 120) a afirmação de 400 mil mortes de abortos ilegais é simplesmente impossível. O repórter que fez a notícia não só não se informou direito, mas também demonstra não saber matemática. Ele devia ter percebido que a afirmação de uma taxa de morte de 21 por cada 100 entre os alegados 3 milhões de abortos realizados em adolescentes dá um total de 630 mil mortes, um número maior do que os 400 mil que supostamente ocorrem de todos os abortos brasileiros juntos! Mas os lacaios do dono da CNN engoliram esse número e o noticiaram no mundo inteiro. [4]

A verdade aparece
O Dr. David Reardon, especialista em ética biomédica e pesquisador e diretor do Instituto Elliot de Pesquisa das Ciências Sociais, diz: “As pessoas pulam para conclusões sobre estupro e incesto com base no medo…” O Instituto Elliot publicou uma pesquisa recente que mostra que o aborto impede as vítimas de estupro de se recuperar. Durante um período de 9 anos, o Instituto coletou o depoimento de 192 mulheres que engravidaram como conseqüência de estupro ou incesto. Nessa pesquisa, há também o testemunho das crianças concebidas nessas circunstâncias.
É claro, os que defendem o aborto gostariam que todos acreditassem que as vítimas de violência sexual são mulheres desesperadamente necessitadas de serviços médicos de aborto. Mas a realidade não é bem assim. Apesar das circunstâncias trágicas, abusivas e muitas vezes violentas em que seus filhos foram concebidos, a maioria dessas mulheres na pesquisa escolheu lhes dar vida. Geralmente, a mulher só cede à realização de um aborto por pressão do abusador ou de outros membros da família.

O Instituto Elliot constatou que 73 por cento das vítimas de estupro escolheram dar à luz seus bebês. Em 1981, a Dra. Sandra Mahkorn conduziu a única importante pesquisa anterior de vítimas de estupro que engravidaram. De modo semelhante, ela constatou que de 75 a 85 por cento das vítimas de estupro escolheram dar vida a seus filhos.

A pesquisa mostra que praticamente todas as mulheres que realizaram um aborto lamentaram a decisão. Por outro lado, as mulheres que escolheram dar à luz seus filhos sentiram-se felizes por tê-los. “Agradeço a Deus pela força que Ele me deu para atravessar os momentos difíceis e por toda a alegria dos bons momentos”, disse Mary Murray, que teve uma filha concebida num estupro. “Jamais lamentarei o fato de que escolhi dar vida à minha filha”. Da mesma forma, os homens e as mulheres concebidos em situações de estupro e incesto elogiam suas mães por lhes dar vida. “Cristo ama todos os Seus filhos, até mesmo os que foram concebidos nas piores circunstâncias,” diz Julie Makimaa, cuja concepção ocorreu quando sua mãe foi estuprada. “Afinal, não importa como começamos na vida. O que importa é o que faremos com nossa vida.”

O aborto aumenta o trauma da violência ou abuso sexual
Em vez de aliviar a angústia psicológica das vítimas de violência sexual, o aborto traz mais angústia. O Dr. Reardon, que é especialista em questões pós-aborto, diz: “A evidência mostra que o aborto aumenta os traumas e o risco de suicídio. Mas o ato de deixar a criança nascer reduz esses riscos”. Nos casos de incesto, as vítimas que engravidam são muitas vezes meninas novas e não estão devidamente conscientes de seu estado de gravidez. O Dr. Reardon diz que tal situação as deixa vulneráveis a profundos traumas psicológicos quando, anos mais tarde, elas percebem o que aconteceu.

A própria experiência do aborto, fisica e emocionalmente, pesa na mulher tanto quanto o trauma do estupro. O trauma maior é que, embora saiba que não teve culpa no estupro, ela sente-se responsável pelo aborto, até mesmo quando ela consente sob pressão. Algumas das conseqüências que um aborto deliberado traz:

Síndrome Pós-Aborto: Um estudo realizado pela Dra. Brenda Major, que é a favor do aborto, constatou que, em média, as mulheres relataram não ter recebido nenhum benefício de um aborto. [5]

Abuso de drogas e álcool: Mulheres que realizaram um aborto têm quase 3 vezes mais risco de usar drogas ou álcool do que mulheres que não abortaram. Mulheres que nunca usaram drogas ou álcool e abortaram seu primeiro bebê têm 5 vezes mais risco de começar a usar drogas ou álcool em comparação com mulheres que tiveram seus bebês. Vinte por cento relataram ter começado a usar drogas ou álcool um ano depois do aborto, e 67 por cento disseram ter começado num período de 3 anos. 
[6]

Taxas de mortalidade: Um estudo feito na Finlândia revelou que as mulheres que fizeram aborto tiveram 252 por cento mais chance de morrer no mesmo ano em comparação com mulheres que tiveram seus bebês. Em comparação com mulheres que deram à luz, as chances de morrer dentro de um ano após um aborto foram 1.63 para morte de causas naturais, 4.24 para mortes de ferimentos relacionados a acidentes, 
[7] 6.46 para mortes em conseqüência de suicídio e 13.97 para mortes em conseqüência de assassinato. [8]

Vítimas de estupro e incesto: O Dr. Reardon revela que das 50 vítimas de estupro que expressaram seus sentimentos sobre o aborto que realizaram, 88 por cento declararam que foi uma escolha errada. Quarenta e três por cento das vítimas de estupro avaliadas relataram que fizeram aborto por pressão dos outros. Mais de 90 por cento disseram que desaconselhariam outras vítimas de violência sexual a realizar um aborto. 
[9] O Dr. Reardon menciona um estudo que mostra que as mulheres que fazem aborto têm uma probabilidade duas vezes maior de ter partos antes ou depois do tempo, levando assim a defeito de nascença. [10] Ele também comenta que filhos de mulheres que já fizeram aborto tendem a ter mais problemas de comportamento.

Câncer de mama: De acordo com o livro Breast Cancer (Câncer de mama), do Dr. Chris Kahlenborn, a mulher que realiza um aborto tem 2 vezes mais probabilidade de sofrer o câncer de mama. 
[11]

De que modo a vida traz cura
Kay Zibolsky é fundadora da Liga Vida Depois da Agressão e oferece aconselhamento por experiência. Quando tinha 16 anos, Kay foi estuprada numa noite fria e escura por um homem estranho que ela nem mesmo conseguiu ver. Ela guardou o segredo do estupro, mesmo quando percebeu que estava grávida. “Minha mãe me ajudou a atravessar o trauma do estupro, mesmo sem saber que era um estupro, aceitando minha gravidez e dando toda ajuda que ela podia”, diz Kay. “Eu poderia ter questionado se o ato violento e cruel do estupro desculpava o ato violento e cruel de destruir um bebê inocente. Escolhi pensar na parte do bebê que era minha parte”. Ela deu à luz uma filha e lhe deu o nome de Robin. Hoje Kay tem Jesus na sua vida, é casada e tem outros filhos. Ela agora usa sua experiência para aconselhar milhares de mulheres vítimas de estupro e incesto, inclusive muitas que engravidaram. Ela conta: “Digo a elas que não é pecado ser estuprada. Estuprar é que é pecado. Isso joga a culpa onde tem de ser jogada. Digo que pecado é matar a criança concebida num estupro ou incesto. Se fizer um aborto, você terá de mais cedo ou mais tarde de lidar com esse pecado.”

Kathleen DeZeeuw, que foi estuprada na adolescência, dá o seguinte depoimento: “Vivi uma experiência de estupro e criei um filho ‘concebido no estupro’. Por isso, sinto-me pessoalmente agredida e insultada toda vez que ouço dizerem que o aborto deve ser legal por causa do estupro e incesto. Sinto que estamos sendo usadas para promover a questão do aborto… Hoje trabalho como conselheira e muitas vezes uma jovem me pergunta: ‘Mas você não entende! Como você poderia realmente compreender?’ Dou meu testemunho, de como Deus usou até mesmo uma situação de estupro e a transformou para a Sua glória”. Hoje o filho de Kathleen é casado e se dedica ao chamado missionário. Ele diz: “Como alguém concebido num estupro, tenho um modo especial de ver a questão do aborto. Se o aborto fosse legal na época em que fui concebido, eu não estaria vivo. Jamais teria tido a chance de amar e de me dar aos outros. Tenho tido oportunidades maravilhosas de dar meu testemunho também. Toda vez que alguém diz: ‘Mas e nos casos de estupro?’ Tenho a resposta perfeita!”
[12]

Um dos testemunhos mais tocantes é o de Myra Wattinger. Ela e o marido haviam se divorciado havia pouco tempo e, como seus pais haviam falecido quando ela era adolescente, ela estava sem recursos e não tinha a quem recorrer. Então ela arranjou um emprego para cuidar de um homem idoso. Certo dia, enquanto ela estava só na casa, um dos filhos alcoólatra do homem a estuprou. Nessa situação, ela se sentiu abandonada e chegou a pensar que Deus não a amava. Mas, para piorar tudo, ela descobriu que engravidara. Ela não tinha condições de sustentar uma criança e não estava disposta a cuidar de um bebê concebido num ato de tanta humilhação e violência. Ela procurou um médico disposto a fazer seu aborto, mas não encontrou. A solução parecia ser uma só: suicídio. No exato momento em que essa idéia apareceu, surgiu em seu espírito a necessidade de orar. Ela olhou para o céu e clamou: “Senhor, estou carregando essa criança e não sei o que fazer”. Ela nunca teve certeza se a voz era audível ou não, porém sentiu Deus lhe dizendo: “Tenha o bebê. Ele trará alegria ao mundo”. Essas duas frases dissiparam todos os pensamentos de suicídio e de aborto. Hoje, seu filho, James Robison, é um evangelista com um ministério que tem alcançado e abençoado milhões de pessoas. Sem dúvida, o que Deus disse a Jeremias também se aplica ao evangelista Robison: “Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta”. (Jeremias 1:5 RC) 
[13]

A ciência médica mostra claramente que a vida começa na concepção. Considere estes fatos: 

Fertilização: O espermatozóide do pai penetra o óvulo da mãe. As instruções genéticas dos dois combinam para formar uma nova vida individual única, dificilmente visível ao olho humano.

Com 20 dias de gestação, os olhos do bebê começam se formar e o cérebro, a coluna vertebral e o sistema nervoso estão completos.

Com 24 dias, O CORAÇÃO COMEÇA A BATER.

Com 43 dias, AS ONDAS CEREBRAIS DO BEBÊ PODEM SER REGISTRADAS. 

Com 2 meses, o bebê tem aproximadamente 7 cm de comprimento e pesa 7 g. Todos os órgãos estão presentes, completos e funcionando (exceto os pulmões). As batidas cardíacas são fortes. O estômago produz sucos digestivos. O fígado produz células sanguíneas. Os rins estão funcionando. As impressões digitais estão gravadas. As pálpebras e as palmas das mãos são sensíveis ao toque. O estímulo com batidas leves no saco amniótico faz mexer os braços do bebê. 
[14]

“Procure salvar quem está sendo arrastado para a morte. Você pode dizer que o problema não é seu, mas Deus conhece o seu coração e sabe os seus motivos. Ele pagará de acordo com o que cada um fizer”. (Provérbios 24:11-12 BLH)

A verdadeira compaixão
Mulheres nessas situações precisam do apoio e compaixão das igrejas, amigos e família para ajudá-las em seu processo de cura dos traumas. O aborto não é uma alternativa compassiva, pois uma criança concebida num estupro também é vítima e tem o mesmo valor humano que um bebê concebido num casamento. Além disso, será que um filho deve sofrer a pena de morte por crimes que o pai cometeu? Não foi a criança quem cometeu o estupro.

Embora a maioria dos ativistas que defendem a legalização do aborto alegue ser contra a pena de morte para assassinos e estupradores, eles não conseguem, porém, poupar dessa mesma pena crianças inocentes concebidas num ato de injustiça. Eles alegam que a pena de morte é um castigo cruel para os criminosos. Mas, estranhamente, nos casos de mulheres grávidas num estupro, eles escolhem morte para a criança inocente. Nem mesmo levam em consideração pelo menos a opção compassiva de deixar a criança nascer para depois entregá-la para a adoção. É de admirar então que os crimes de estupro estejam crescendo tanto? Enquanto o culpado escapa, duas vítimas inocentes ficam para trás para sofrer abuso, humilhação, preconceito e abandono.

Talvez a pior pressão para a vítima seja o “conselho” de médicos e psicólogos que, já endurecidos com o procedimento de eliminar uma criança através do aborto, procuram amortecer os sentimentos da mulher com relação à criança que ela está gerando em seu corpo e levá-la a uma decisão que, a nível emocional e espiritual, só lhe causará perdas e traumas.

A verdadeira atitude de compaixão seria amparar a mulher em sua situação de crise. Lembro-me de que anos atrás uma deputada propôs um projeto para que o governo desse total amparo material e médico às vítimas de estupro que haviam engravidado. Um belo exemplo de uma mulher ajudando outras mulheres. Ela queria que o governo se responsabilizasse pelo cuidado e proteção da vítima-mulher e da vítima-criança. Isso é justiça genuína. Mas então as feministas, que também alegam estar do lado das mulheres, se opuseram totalmente a esse projeto. Por que? Porque ajudar mulheres em tal situação prejudicaria as intenções de as feministas usarem esses casos para estabelecer e ampliar mecanismos legais, sociais e médicos para o abortamento de crianças concebidas em qualquer situação, justa ou injusta, como ocorre hoje nos EUA e na Europa. Assim, a única opção que elas dão à vítima é abortar ou ficar abandonada. Felizmente, a solução de Jesus Cristo para a vítima não inclui morte nem abandono. Através de muitas igrejas e famílias cristãs compassivas, Jesus está de braços abertos para oferecer a ela acolhimento, amor e assistência.

Uma versão deste artigo, escrita por Julio Severo, foi publicada pela primeira vez na revista Defesa da Fé de abril de 2002, pelo Instituto Cristão de Pesquisas. Copyright 2002 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia: http://www.juliosevero.com.br

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Na mira anti-“homofóbica” da censura estatal

Governo Lula quer “modernizar” conceito de censura classificando como impróprios para crianças e adolescentes programas de TV com conteúdo contrário ao homossexualismo

Julio Severo

Já viu o Pr. Silas Malafaia pregando pela televisão que homossexualismo é pecado? Ou então já teve oportunidade de ver R. R. Soares ou outro pregador explicando que a Bíblia condena o homossexualismo?

Aproveite para gravar esses programas e quando tiver chance, grave também o Papa Bento 16 em seus pronunciamentos condenando explicitamente os atos homossexuais, porque no que depender do governo Lula, programas de TV e rádio que transmitem posições contrárias à homossexualidade serão obrigados a levar a classificação de “impróprios para menores de 18 anos”.

Não, o que você está lendo não é delírio, nem deste autor, nem dos leitores. É puro delírio ideológico estatal se transformando em pesadelo político.

Hoje, 14 de maio, conforme informação do Blog Reinaldo Azevedo e do jornal esquerdista Folha de S. Paulo, a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência do Brasil estará lançando um plano de promoção da cidadania de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). É dentro desse plano que consta medida do governo Lula de “classificar como impróprios para crianças e adolescentes programas de TV com conteúdo homofóbico”.

Programa do Silas Malafaia? Classificação do governo Lula: “Programa com conteúdo homofóbico. Impróprio para crianças e adolescentes”.

Programa do R. R. Soares? Classificação do governo Lula: “Programa com conteúdo homofóbico. Impróprio para crianças e adolescentes”.

Pronunciamento televisivo do papa? Classificação do governo Lula: “Programa com conteúdo homofóbico. Impróprio para crianças e adolescentes”.

E se os cristãos se acovardarem, se submetendo a essa tirania fascista, muitos outros programas evangélicos e católicos serão classificados como “homofóbicos” e “impróprios para crianças e adolescentes”.

O que não será classificado como “impróprio para crianças e adolescentes” são os livros, cartilhas e aulas a favor do homossexualismo nas escolas públicas. Aliás, esses livros, cartilhas e aulas serão classificados como obrigatórios para crianças de todas as idades.

O Estado se sente à vontade para doutrinar crianças em todos os tipos de imoralidade, homossexual ou não. Não há censura para essa doutrinação imoral, pois quem faz a censura é o próprio Estado.

Se um homem da rua se aproximasse de seu filho e ensinasse a ele as mesmas obscenidades que o Estado ensina nas escolas, seria caso de polícia. Por que o Estado, quando comete os mesmos crimes, merece isenção quando estupra psicologicamente as crianças?

Não só as estupra, mas também quer classificar como criminosas todas as pessoas que tentem, mediante pregações ou alertas aos pais, proteger as crianças desse estupro.

As aulas de educação sexual pornográfica que louvam o homossexualismo não podem ser classificadas como “impróprias para crianças e adolescentes”, pois têm a aprovação do Estado socialista pró-homossexualismo.

Contudo, programas de TV e rádio evangélicos e católicos agora correm o risco de serem classificados como “moralmente nocivos”, “homofóbicos”, “impróprios para crianças e adolescentes” e outros títulos, até que o clima social esteja pronto para adotar medidas mais sérias, inclusive cadeia, para quem ousar violar os padrões estatais de comportamento.

Quando o assunto é dar de bandeja mimos e privilégios para os fascistas homossexuais, o coro estatal, fartamente pago com o dinheiro de nossos impostos, grita: “Tudo”.

Para os cristãos? “Nada”, “censura”, “cadeia”, etc.

Pesquisa recente de uma entidade ligada ao PT apurou que 99% da população do Brasil não aceitam o homossexualismo. Como é que esses 99% aceitam passivamente que o governo Lula implante e proteja suas imorais políticas pró-homossexualismo e trabalhe para criminalizar a posição de 99% da população?

Possivelmente, com tantos absurdos inacreditáveis, o povo brasileiro ache que isso tudo é irreal e não pode estar acontecendo. Enquanto o povo delira em fantasias sobre seu governo, achando que é impossível que um governo possa ser tão maligno assim, o delírio ideológico do governo Lula — e suas medidas para implantá-lo — não tem limites.


Fonte: www.juliosevero.com