terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Pastores evangélicos" homossexuais irão se "casar" no Rio?!

Vejam a notícia no link abaixo:
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=225949
Pastores homossexuais irão se casar no Rio « Revista Nuance

Em resumo, trata-se do "casamento" nesta sexta-feira, 20 de novembro, feriado do Dia da Consciência Negra, de dois homossexuais que a revista chama de pastores evangélicos, e que são fundadores da chamada Igreja Contemporânea no Rio de Janeiro.

Não tenho dificuldade com a liberdade destes dois indivíduos de escolherem o estilo de vida que escolheram. É uma decisão deles e, como em todas as decisões que tomamos, eles são responsáveis por ela, aqui e na eternidade. Não me considero homofóbico. Convivo com pessoas que são homossexuais e as respeito. Isto não quer dizer que concordo com as idéias, valores e práticas delas.

Meu desconforto, portanto, não é com este filme que já vimos bastante nos últimos anos, de dois indivíduos homoeróticos que resolvem tentar legalizar sua relação simulando um casamento. Meu desconforto é com estas expressões de natureza cristã que aparecem na notícia: "pastores evangélicos", "igreja contemporânea", "Bíblia não condena homossexualidade", etc.

Eu acho que o jornalista ou redator da notícia cometeu alguns equívocos.

Primeiro, a notícia diz que são "pastores evangélicos". Deve haver algum engano. Evangélicos são seguidores de Jesus, e este disse "Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" (Mt 19:4-5). A visão de Jesus sobre o casamento - e conseqüentemente dos evangélicos - é que o mesmo se realiza entre um homem e uma mulher.
Segundo, é um equívoco aparente da notícia considerá-los "pastores". Um dos requerimentos para que alguém seja um pastor evangélico, de acordo com a Bíblia, é que ele, se for casado, "seja marido de uma só mulher" (1Tm 3:2 e 12), que "governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito" (1Tm 3:4). A razão apresentada é "se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?" (1Tm 3:5). Logo, deve ter sido engano do repórter chamá-los de "pastores evangélicos".
Terceiro, a notícia diz que eles são fundadores da "Igreja Contemporânea". Acho que é outro engano da notícia. Igrejas são compostas de pecadores arrependidos, que encontraram em Cristo perdão para seus pecados e que seguem o que Jesus disse à mulher adúltera, "vai e não peques mais" (Jo 8:11). Por exemplo, a igreja de Corinto era composta de pessoas que tinham sido sodomitas e efeminados, mas que tinham abandonado esta conduta (1Co 6:9-11). Não existe isto de uma igreja composta de pessoas que não se arrependem de seus pecados, erros, desvios, quaisquer que sejam eles. O repórter errou na designação.

Quarto, ele errou também ao dizer que esta "igreja" é "Contemporânea." É um erro histórico, pois o homossexualismo é tão antigo quanto Sodoma e Gomorra. Na verdade, retrocede historicamente às culturas pagãs anteriores a estas cidades. Não há nada de moderno, contemporâneo, novo e avançado em "igrejas homossexuais". Nas religiões do antigo paganismo há uma associação entre os sacerdotes e a homossexualidade. Nada novo, portanto.

Quinto, a notícia diz que um dos nubentes "... lançou um livro chamado A Bíblia sem preconceitos, onde mostra que a Bíblia não condena a homossexualidade". Deve ser outra Bíblia, diferente daquela que protestantes e católicos usam. Pois nesta, existem dezenas de passagens, já bastante conhecidas, que dizem, em resumo:

•É abominação um homem abusar de outro homem, Gn 19.5; Jz 19.22.

•Também, deitar-se com homem como se fosse mulher, Lv 18.22.

•Condena-se homem deitar-se com homem, Lv 20.13.

•Proibe-se um filho de Israel prostituir-se no serviço do templo, Dt 23.17

•Homem não pode parecer-se com mulher e vice-versa, Dt 22.5.

•Denunciados prostitutos-cultuais ou sodomitas, 1Re 14.24; 15.12; 22.46; Jó 36.14.

•Paixões homoeróticas chamadas de paixões infames, Rm 1.26.

•Lesbianismo visto como mudar o modo natural das relações íntimas, Rm 1.26.

•Relações homoeróticas são consideradas como um modo contrário à natureza, Rm 1.26.

•São consideradas uma inflamação mútua na sensualidade, Rm 1.27.

•Também, torpeza e erro, Rm 1.27.

•Sodomitas estão na lista de pecados, 1Tm 1.10, 1Co 6.9 (arsenokoites)

•Efeminados da mesma forma, 1Co 6.9 (malakoi).

Não estou entrando no mérito das passagens, se a Bíblia está certa ou errada. Estou apenas dizendo que a Bíblia condena claramente as relações homoafetivas e que a notícia está equivocada ao sugerir que o livro do autor mostra o contrário.

É evidente que a notícia foi escrita por quem não tem conhecimento do que é o Cristianismo, do que é igreja, do que é um pastor, do que é um evangélico, do que é o casamento e o que a Bíblia diz. A única coisa que o jornalista corrigiu na notícia é que os dois indivíduos de orientação homoerótica (estou tentando seguir a linguagem politicamente correta, para ir me acostumando quando isto se tornar obrigatório no Brasil), que os dois, repito, iriam "se casar". A correção é feita em seguida: não vão casar porque no Brasil (ainda) não tem casamento de homossexual. Eles vão somente assinar um "contrato de união homoafetiva".

É óbvio que eu sei que a notícia reflete exatamente o que os dois "noivos" acreditam, declaram e vivem, e que o coitado do articulista apenas registrou isto. Mas é que eu estou fazendo experiências de como poderei manifestar minhas opiniões contrárias às idéias e práticas homoafetivas sem ir em cana, quando aprovarem a lei da homofobia.

Por Augustus Nicodemus Lopes

FONTE: VINACC










































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